segunda-feira, 9 de abril de 2007

Piada da oração dos estressados

ORAÇÃO DOS ESTRESSADOS




Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco.


Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.


Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho...


12% na segunda-feira,


23% na terça-feira,


40% na quarta-feira,


20% na quinta-feira,


5% na sexta-feira.


E... Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...


Que assim seja!!!

Sentença judicial - Juiz nota 1000 (2)

Mais uma explêndida sentença proferida por juiz e que vale a pena ser lida até o fim.

(Leia a outra clicando em JUIZ NOTA 1000 (1).

GermanoCWB

Curiosidades do mundo jurídico...





SENTENÇA DE TUBARÃO (SC) EM QUE ADOLESCENTE FOI BARRADA EM FESTA DE GALA




Autos n° 075.99.009820-0/0000
Ação: Reparação de Danos/Ordinário
Autor: Juliana Souza Soratto Repr. p/ mãe Rita de Cássia Souza Silva
Réu: Clube 7 de julho

Juliana Souza Soratto, representada por sua mãe Rita de Cássia Souza Silva, ingressou com Ação de Indenização por Danos Morais contra Clube 7 de Julho, todos qualificados.
Aduz na inicial ter sido barrada na entrada de um baile, quando sofreu danos morais. Pleiteia uma indenização. Deu à causa o valor de R$ 5.440,00. Juntou documentos. Recebida a inicial, foi registrada e autuada.
Citado, o requerido respondeu, via contestação, quando suscitou preliminar e combateu o mérito. Alega que tratava-se de um baile de gala e que a requerente não estava devidamente trajada. Imputa à mãe da requerente o escândalo ocorrido e, ainda, que a mesma participou, normalmente, do baile.
Houve impugnação. Realizada audiência de conciliação sem êxito. Saneador proferido no ato. Designada audiência de instrução e julgamento. Tomou ciência o Ministério Público.
Realizada a audiência de instrução e julgamento, com o depoimento das partes e testemunhas. Alegações finais por memoriais, quando as partes analisaram as provas e requereram, respectivamente, a procedência e a improcedência da demanda. O Ministério Público manifestou-se pela improcedência da pretensão inicial.
Vieram-me os autos conclusos.
É o relatório.
Decido.
Excurso.
No Brasil, morre por subnutrição uma criança a cada dois minutos, mais ou menos. A população de nosso planeta já ultrapassou seis bilhões de pessoas e um terço deste contingente passava fome, diariamente. A miséria se alastra, os problemas sociais são gigantescos e causam a criminalidade e a violência generalizada.
Vivemos em um mundo de exclusão, no qual a brutalidade supera com larga margem os valores humanos. O Poder Judiciário é incapaz de proporcionar um mínimo de Justiça Social e de paz a sociedade.
E agora tenho de julgar um conflito surgido em decorrência de um vestido.
Que valor humano importante é este, capaz de gerar uma demanda jurídica? Moda, gala, coluna social, são bazófias de uma sociedade extremamente divida em classes, na qual poucos usufruem da inclusão e muitos vivem na exclusão. Mas, nos termos do art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, cabe ao Poder Judiciário julgar toda e qualquer lesão ou ameaça a direito. É o que passo a fazer.
Da preliminar.
As questões preliminares são referentes às matérias processuais, que inviabilizam a tramitação normal do feito. No presente caso, a preliminar argüida refere-se ao mérito, ou seja, a possível "ausência de qualquer situação que caracterizasse constrangimento, vergonha ou humilhação para a Autora". (29)
Isto refere-se aos fatos e não diz respeito a questões preliminares. Portanto, como preliminar, indefiro o pedido, pois o mesmo será analisado no mérito.
Do Mérito.
A celeuma refere-se ao fato de a requerente ter sido barrada na entrada de um baile provido pelo requerido. Segundo este, aquela não estava devidamente trajada, pois, nos termos do convite de fls. 11, o traje exigido era de "Gala a Rigor (smoking preto e vestido longo)", e a indumentária utilizada no dia, pela requerente (fotografias de fls. 12), não se enquadrava neste conceito. Já a requerente alega que sim, seu traje era adequado.
Pelas testemunhas inquiridas, vê-se que os fatos não foram além disto, até a presença da mãe da autora, que "esquentou" a polêmica, dando início a um pequeno escândalo, pois exigia o ingresso de sua filha, o que, aliás, acabou ocorrendo, pois ela participou, normalmente, do baile.
Diante destes fatos, o julgamento da lide cinge-se a verificar se o fato de a autora ser barrada na entrada do baile constitui-se em um ilícito capaz de gerar danos morais.
Um primeiro problema que surge é saber enquadrar o conceito de traje de gala a rigor, vestido longo, aos casos concretos, ou seja, aos vestidos utilizados pelas participantes do evento. Nesta demanda, a pessoa responsável pelo ingresso no baile entendeu, em nome do requerido, que o vestido da autora não se enquadrava no conceito. Já a autora e sua mãe entendem que sim. Como determinar quem tem razão? Nomear um estilista ou um colunista social para, cientificamente, verificar se o vestido portado pela autora era ou não de gala a rigor? Ridículo seria isto.
Sob meu ponto de vista, quem consente com a futilidade a ela está submetida. Ora, no momento que uma pessoa aceita participar destes tipos de bailes, aliás, nos quais as indumentárias, muitas vezes, se confundem com fantasias carnavalescas, não pode, após, insurgir-se contra as regras sociais deles emanadas. Se frívolo é o ambiente, frívolos são todos seus atos.
Na presente lide, nada ficou provado em relação ao requerido, salvo o fato de que a autora foi impedida, inicialmente, de entrar no baile, sendo, posteriormente, frente às atitudes de sua mãe, autorizada a entrar. Não há prova nos autos de grosserias, ou melhor, já que fala-se de alta sociedade, falta de urbanidade, impolidez ou indelicadeza por parte dos funcionários do requerido. Apenas entenderam que o traje da autora não se enquadrava no conceito de gala a rigor e, por conseguinte, segundo as regras do baile, sua entrada não foi permitida. Isto, sob meu julgamento, não gera danos morais, pois não se trato de ato ilícito. Para quem tem preocupações sociais, pode até ser um absurdo o ocorrido, mas absurdo também não seria participar de um evento previamente organizado com regras tão estultas?
A pretensão inicial é improcedente, pois nos termos do art. 333, I, do CPC, a autora não comprovou qualquer ato ilícito do requerido capaz de lhe causar danos morais.
Para finalizar, após analisar as fotografias juntadas aos autos, em especial as de fls. 12, não posso deixar de registrar uma certa indignação de ver uma jovem tão bonita ser submetida, pela sociedade como um todo, incluindo-se sua família e o próprio requerido, a fatos tão frívolos, de uma vulgaridade social sem tamanho. Esta adolescente poderia estar sendo encaminhada nos caminhos da cultura, da literatura, das artes, da boa música.
Poderia estar sendo incentivada a lutar por espaços de lazer, de saber e de conhecimento. Mas não. Ao que parece, seus valores estão sendo construídos pela inutilidade de conceitos e práticas de exclusão.
Cada cidadão e cidadã é livre para escolher seu próprio caminho. Mas quem trilha as veredas das galas de rigor e das altas sociedades, data venia, que aceite seu tempos e contratempos, e deixe o Poder Judiciário cuidar dos conflitos realmente importantes para a comunidade em geral.
Pelo exposto, julgo improcedente a pretensão inicial e condeno a requerente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados, nos termos do art. 20, § 4º, do CPC, em R$ 1.000,00.

Publique-se. Registre-se. Intime-se.
Tubarão, 11 de Julho de 2002.
Lédio Rosa de Andrade
Juiz de Direito

Pegadinha - Liderando a manifestação

Coitadas dessas pessoas. Elas nem sabem o que está acontecendo e dão de cara com o grupamento de choque da polícia...


É muito engraçado!


Liderando a manifestação

Novos crimes do MST

Sem terra muda o foco para o agronegócio


Agência Estado [09/04/2007]


São Paulo - O Movimento dos Trabalhadores Rurais SemTerra (MST) decidiu intensificar o ataque às grandes empresas do agronegócio. Especialmente as de capital internacional -também chamadas de transnacionais. Um sinal claro disso foi dado no início do mês passado, quando, em associação com a Via Campesina, o movimento realizou protestos contra essas empresas em vários estados. Estuda-se agora a possibilidade de dedicar o mês inteiro a novas mobilizações.


Em março, no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo, ativistas ligados ao MST e à Via Campesina ocuparam terras de reflorestamento de três empresas do setor de celulose - Aracruz, Votorantim e Stora Enso; no Paraná, fizeram protestos diante da Nortox, fabricante de herbicidas; em São Paulo, invadiram áreas da Usina Cevasa, produtora de álcool, que teve parte de seu capital vendido há pouco para a Cargill, gigante mundial do agronegócio, e, no Ceará, interditaram a chamada rodovia do agronegócio, usada por exportadoras de frutas.
Transnacionais


Esta inflexão do MST deve ser acentuada daqui para a frente, em decorrência dos problemas que, segundo seus líderes, são causados pelas transnacionais. Entre outras coisas, estariam impondo modelo de monocultura ao País, com ênfase em produtos para exportação; promovendo novo processo de concentração de terras, com riscos para a agricultura familiar; causando desemprego e agredindo o meio ambiente, devido ao desmatamento e ao uso intensivo de agrotóxicos. Também são acusadas de controlar a produção de insumos ao redor do mundo e impor preços aos produtos agrícolas.

domingo, 8 de abril de 2007

Porque os homens gostam tanto das mulheres

ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:

1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.

2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.

3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.

4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.

5- Como são encantadoras quando comem.

6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.

7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.

8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.

9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.

10- Como ficam lindas quando discutem.

11- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.

12- O brilho nos olhos quando sorriem.

13- Ouvir a mensagem delas na secretária eletrônica logo depois de uma briga horrível.

14- O jeito que tem de dizer "Não vamos brigar mais, não..."

15- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.

16- O modo de nos beijarem quando dizemos "eu te amo".

17- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.

18- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.

19- O jeito de pedir desculpas por terem chorado por alguma bobagem.

20- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.

21- O modo com que pedem perdão quando o tapa dói mesmo (embora jamais admitamos que doeu.)

22- O jeitinho de dizerem "estou com saudades".

23- As saudades que sentimos delas.

24- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

PS: Isso NÃO é uma corrente, apenas mande para todas as mulheres de sua lista, para elas perceberem o quanto são importantes, e para os homens, para que eles lembrem o quanto as mulheres são essenciais!!!
Boa semana....

Piadas variadas

Advogados...


Um homem foi levado perante o juiz e acusado de necrofilia, por ter feito sexo com um cadáver feminino. Disse-lhe o juiz:


- Em 20 anos de magistratura, nunca ouvi uma coisa tão imoral.


Dê-me uma única razão para eu não pô-lo na cadeia e jogar fora a chave!


O homem respondeu:


- Vou lhe dar não uma, mas TRÊS boas razões:


- 1º, não é da sua conta.


- 2º, ela era minha esposa.


- 3º, eu NÃO SABIA que ela estava morta.


Ela SEMPRE agia assim !


FOI ABSOLVIDO!


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Num julgamento o juiz pergunta para o réu:


- Como o senhor matou sua esposa?


- A chifradas, meritíssimo.


- Absolvido. Legítima defesa.


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Aluno de Direito ao fazer prova oral:


- O que é uma fraude?


- É o que o senhor, professor, está fazendo. - responde o aluno.


O professor fica indignado.


- Ora essa, explique-se.


Então diz o aluno:


- Segundo o Código Penal, ''comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para prejudicá-lo''.


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O avião estava com problemas nos motores e o piloto pediu às comissárias de bordo para prepararem os passageiros para uma aterrissagem forçada, depois, chama uma atendente para saber se tudo está bem na cabine e ela


responde:


- Todos estão preparados, com cinto de segurança e na posição adequada menos um advogado, que está entregando o seu cartão aos passageiros!


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Certo dia estavam dois homens caminhando por um cemitério quando se depararam com uma sepultura recente.


Na lápide lia-se: ''Aqui jaz um Homem honesto e ADVOGADO competente''.


Ao terminar a leitura, um virou-se para o outro e disse:


- Desde quando estão enterrando duas pessoas na mesma cova?


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O advogado, no leito da morte, pede uma Bíblia e começa a lê-la avidamente.


Todos se surpreendem com a conversão daquele homem ateu, e uma pessoa pergunta o motivo. O advogado doente responde:


- Estou procurando brechas na lei.


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Sabe qual a diferença entre Juizes de Primeira Instância e os de Segunda?


Os primeiros pensam que são Deus...


Os outros, têm certeza!

sábado, 7 de abril de 2007

História de sucesso no trabalho - O porteiro do prostíbulo

O PORTEIRO DO PROSTÍBULO

Não havia no povoado pior ofício do que porteiro do prostíbulo".
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não poderia ter outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.

Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou – mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e desejo que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora.

O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho para perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias ....aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: "não disponho de tempo para viajar para fazer compras".
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.

Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos referiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc.. E após foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de Atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: o que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever ... ainda seria o porteiro do prostíbulo!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água:
"A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna".

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Por que o Brasil não cresce como a China e a Índia?

Por que o Brasil não cresce como a China e a Índia?

Sete ganhadores do Prêmio Nobel de Economia dizem, em entrevistas exclusivas a VEJA, quais são as amarras que impedem o país de crescer como os gigantes asiáticos

Em seus depoimentos eles se limitam a apontar as medidas, atitudes e reformas que ajudaram outros países em estágio de desenvolvimento semelhante ao brasileiro a acelerar a modernização de sua economia e aumentar dramaticamente o padrão de bem-estar de seus habitantes. Em comum, os depoimentos têm a ênfase em apontar o custo econômico do populismo assistencialista e os prejuízos causados pelo que um deles define como "capitalismo de compadrio". Essa distorção protege grupos econômicos ineficientes e impede a abertura e o florescimento de forças inovadoras na economia. Como era de esperar, o tamanho do Estado e o excesso de burocracia e de regulamentação também foram apontados como entraves graves ao desenvolvimento.

EDWARD PRESCOTTNacionalidade:americanaIdade: 66 anos Universidade do ArizonaNobel de 2004Feito:comprovou a eficácia de políticas econômicas coerentes a longo prazoA chave é criar poupança • "O Brasil conseguirá se aproximar do padrão de vida dos países desenvolvidos somente se os brasileiros estiverem convencidos de que boas políticas serão perseguidas ao longo de vários e vários anos. Não basta implementar as medidas corretas por um curto período. A única esperança que vislumbro é que o Brasil se descentralize. Tenho algumas sugestões. Livrem-se da centralização de poder em Brasília e reduzam drasticamente os impostos federais. Deixem que os estados da federação ganhem autonomia e compitam entre si por investimentos. Se algum deles quebrar, coloquem-no num programa de intervenção, como foi feito com a cidade de Nova York nos anos 70.

Ainda que sensibilidades possam se ouriçar, é preciso reconhecer que regimes democráticos, como o brasileiro, não são precondições para o sucesso econômico. É fundamental que o Brasil estimule a criação de uma sociedade privada. Esse é o motor de qualquer ciclo de expansão sustentável. Já o combustível é a poupança. Nenhum país cresce sem um sistema que induza a formação de poupança.Em Cingapura, o crescimento veio após a introdução de poupanças compulsórias. É condição vital, no entanto, que os recursos sejam bem geridos. Eles não podem ser desperdiçados nas mãos de governos incompetentes. Instituam um sistema de poupança crível e, em 25 anos, o Brasil crescerá rapidamente. Há sempre o risco de o governo expropriar esses recursos, por isso é crucial dar às pessoas a chance de escolher onde pôr o seu dinheiro.

GARY BECKERNacionalidade: americanaIdade: 76 anos Universidade de ChicagoNobel de 1992Feito: deu nobreza à análise econômica dos fenômenos do comportamento humanoCapitalismo de compadrio Dos anos 1940 até meados dos anos 1980, os chineses e os indianos praticamente não progrediram. Sob o peso de economias centralizadas e estatais – comunismo na China e um socialismo inespecífico na Índia –, chineses e indianos viram seus países estagnar. Os dois governos detinham controle total sobre os investimentos. Já a América Latina é um mistério. Há o caso de sucesso do Chile, cujo modelo é similar (até mais extremo) ao chinês e ao indiano – abertura da economia, redução do estatismo e da burocracia, mercado de trabalho mais flexível. Graças a esse modelo, o Chile vem tendo sucesso nos últimos 25 anos. Por que o resto da América Latina não produz os mesmos resultados? A minha opinião é que o Brasil ainda resiste a fazer as reformas executadas pelo Chile. O México, depois dos últimos ajustes, avançou bastante. Sobrou ainda muita burocracia e regulamentação, em especial no mercado de trabalho.Há ainda o que eu chamaria de "capitalismo de compadres" – algumas famílias ou setores privilegiados conseguem favores e empréstimos do governo. No caso mexicano, no setor televisivo e nas telecomunicações. Suspeito que isso também seja verdadeiro em outros países da América Latina, como o Brasil. Eu diria que esse compadrio é uma das principais causas do atraso econômico da região."

JAMES HECKMANNacionalidade:americanaIdade: 62 anos Universidade de ChicagoNobel de 2000Feito:criou métodos precisos de avaliação do sucesso de programas sociais, de educação e de leis trabalhistas

O peso da burocracia e da educação ineficiente • "O maior obstáculo ao crescimento brasileiro é o excesso de burocracia e regulamentações. Qualquer observador externo percebe isso. Essa característica representa um custo enorme para quem queira fazer negócios.Faltam incentivos para que as pessoas possam ser mais competitivas. É o que a China e a Índia estão fazendo. No Brasil esses estímulos são muito tímidos, predomina um pensamento que lembra o mercantilismo, de viver em um mundo de castas e protegê-lo do jeito que ele é. Não há uma economia competitiva e flexível, na qual as pessoas abram empresas, fechem empresas, contratem bons funcionários, demitam maus funcionários, contratem bons professores, demitam os professores ruins.É uma influência negativa que o país teve dos europeus, de todas aquelas velhas instituições de Portugal e da Espanha. A América Latina tem mais regulamentações do que a Europa. O custo de contratar um funcionário é muito elevado no Brasil, e isso desacelera a economia.Se você tentar evitar que o desemprego aumente nos períodos ruins, o emprego também não vai melhorar muito quando as coisas forem bem. Essa inflexibilidade amarra a economia. A questão política também afeta o avanço brasileiro. As reformas chilenas demoraram quase dez anos para dar resultados.Isso soa como pregar ao vento na América Latina, se olharmos para o que está acontecendo na Bolívia ou na Venezuela. Há uma onda contrária às reformas na região. As boas lições nunca foram aprendidas de verdade. Para piorar, os políticos costumam ter uma visão de curto prazo. Querem eliminar a desigualdade, e como fazem isso? Dando dinheiro para os pobres. Essa política pode até reduzir a desigualdade no curto prazo, mas investir nas crianças e na qualidade da escola criaria bases mais sólidas para o aumento na qualidade de vida.

DOUGLASS NORTHNacionalidade:americanaIdade: 86 anos
Universidade Washington, em Saint Louis
Nobel de 1993Feito: foi pioneiro no estudo do papel virtuoso das instituições na diminuição dos custos de transação que emperram o desenvolvimento
O assalto de grupos de interesses •"Assim como na maioria dos países do Terceiro Mundo, há no Brasil uma aliança muito próxima entre interesses políticos e econômicos. Um grupo de privilegiados alimenta o outro, e vice-versa. O resultado é uma barreira para a competição e para mudanças institucionais inovadoras e criativas. A meu ver, é isso que impede o Brasil de se tornar um país de alta renda.Trata-se de uma questão de teoria política, não econômica. Sempre que um determinado grupo controla o sistema político, ele o usa para seu próprio benefício, em detrimento dos interesses da população como um todo. O Brasil é um país cheio de promessas e possibilidades, mas que foi tomado de assalto por grupos de interesse que souberam se aproveitar do Estado para seus próprios benefícios. E ainda se aproveitam. Esses grupos se protegem da competição, numa ação que tende a fechar a economia e barrar a eficiência.

ROBERT SOLOWNacionalidade: americanaIdade: 82 anos MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)Nobel de 1987Feito: criou o modelo neoclássico de crescimento econômico com ênfase no progresso tecnológicoO desafio é a estabilidade Por essa razão, o desafio do Brasil não é imitar a China, mas manter a estabilidade. Não imagino que outros países possam imitar o modelo chinês.

ROBERT MUNDELLNacionalidade: canadenseIdade: 74 anos
U
niversidade Colúmbia
Nobel de 1999Feito: estudos revolucionários sobre as políticas fiscais e de câmbio em economias abertas que levaram, entre outras coisas, à criação do euro
Protecionismo sufocante "O Brasil abraçou uma política de desenvolvimento protecionista num momento em que o restante do mundo estava se abrindo internacionalmente.Com as inovações avançando num ritmo vertiginoso, é crucial aceitar essa interdependência mundial e desenvolver as vantagens comparativas naturais de um país. O Brasil é um dos países mais fechados do mundo, ficou em 81º lugar em um ranking de abertura econômica elaborado pela Heritage Foundation, com informações de 157 países (o mais aberto é Hong Kong). A característica comum a todos os países fechados, como o Brasil, é que eles têm baixa renda per capita. Não há como ter crescimento sem empresários, sem pessoas que iniciem novos negócios. Vários países latino-americanos colocam barreiras ao surgimento de novas empresas. Enquanto nos Estados Unidos uma companhia pode ser constituída em poucas horas, na América Latina isso pode levar meses. Países menos burocráticos, como os Estados Unidos e a China, conseguem atrair o investimento estrangeiro direto, fundamental para o crescimento porque traz consigo capital, tecnologia e mercados.


O sistema tributário brasileiro também desestimula os investimentos. Por que lidar com quase 100 moedas na região? O Brasil deveria liderar o Mercosul na direção de uma maior, e não menor, abertura comercial. Além disso, deveria defender a existência de uma moeda única da América Latina.

PAUL SAMUELSONNacionalidade:americanaIdade: 91 anos
MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)
Nobel de 1970Feito:lançou as bases da moderna análise econômica nas teorias de crescimento, consumo, comércio internacional e equilíbrio de preços e saláriosO preço do populismo político A história de nosso tempo é que você pode até não gostar do mercado, mas não apareceu nenhum modelo alternativo capaz de organizar grandes populações. O padrão político de democracias populistas parece ter sido um fator que inibiu o desenvolvimento. Por que a Argentina e talvez até mesmo o Brasil, onde não restavam muitos nativos indígenas e havia muitos imigrantes europeus, não avançaram como os países asiáticos? Eu buscaria explicações na política. No caso brasileiro, há também questões sociológicas. Vocês herdaram do catolicismo português uma sociedade sem tradições igualitárias. Minha única viagem à América Latina foi ao Peru, em 1980. O país havia acabado de se livrar de uma ditadura, emigrantes estavam retornando e parecia que haveria progresso. Mas logo depois houve disputas internas, tensões, e as esperanças nunca se materializaram. Ciclos de esperança e decepção, como esses, tornaram-se rotina na região. O Chile talvez seja uma exceção."

terça-feira, 3 de abril de 2007

Apagão aéreo 2 - Ele não sabia de nada

Veja também as outras matérias relacionadas:




Esse é, no mínimo, um canalha.

Ele vai vestir de novo a máscara de coitadinho traído e que não sabia de nada (mensalão, Marcos Valério, José Dirceu, etc, etc), como se não fosse ele o responsável pelo total sucateamento das forças armadas, que são, no momento e num futuro próximo, os únicos adversários capazes de deter seus planos comunizantes, em conchavo com seus amiguinhos Fidel Castro, Hugo Chaves e Evo Morales.


03/04/2007

Lula: 'Controladores me apunhalaram pelas costas'


Em reunião com congressistas que integram o consórcio governista, Lula disse, nesta terça-feira, que os controladores fizeram “jogo baixo” com o presidente da República. “Eles me apunhalaram pelas costas”, disse o presidente, segundo relataram ao blog deputados que participaram do encontro. “Só esperaram eu sair do país para causar confusão.” Lula reportava-se à crise da última sexta-feira (30). Naquele dia, enquanto voava para os EUA, sargentos que cuidam do controle de vôo amotinaram-se no Cindacta 1, em Brasília.


A bordo do Aerolula, o presidente foi comunicado sobre o caos, que provocou a paralisação dos aeroportos brasileiros por cinco horas.


Referindo-se à negociação feita, em seu nome, pelo ministro Paulo Bernardo (planejamento), Lula disse não ter autorizado o auxiliar a comprometer-se com o cancelamento de punições impostas aos controladores pela Aeronáutica. Tampouco o autorizara a prometer que os sargentos sublevados não sofreriam sanções por conta do motim de sexta-feira.


Nesse ponto da reunião, Lula tentou isentar Paulo Bernardo de responsabilidade por promessas que o governo tratou de romper nesta terça-feira (3). Disse que o ministro fez o que lhe pareceu correto num instante de crise. Porém, com um atraso de quaro dias, condenou o acordo. Disse que não faz sentido premiar com o cancelamento de sanções militares que não respeitam nem o presidente da República nem a sociedadee brasileira.


Segundo o relato dos parlamentares que estiveram com Lula, o presidente declarou que considera adequado qualquer tipo de protesto. Mesmo aqueles que são organizados contra ele próprio. Mas não pode admitir que a sociedade seja prejudicada por “militares irresponsáveis”. Disse claramente que autorizou para a Páscoa o que desautorizara dias atrás.


No auge da crise de sexta-feira, quando o brigadeira Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, preparava-se para mandar à prisão os sargentos amotinados, o presidente desautorizou a providência. Agora, diz ter dado carta branca à Força Aérea para prender os controladores de vôo que ousarem causar problemas no feriado de Páscoa.


De resto, Lula informou aos congressistas que devolveu ao comandante Saito a atribuição de coordenar a transição do regime militar para um sistema de controle civil da aviação civil. Diferentemente da disposição que exibia até domingo, o presidente agora não tem pressa. Disse que o processo será feito com "toda a calma necessária". Condicionou as mudanças à normalização da situação aeroportuária.
Escrito por Josias de Souza às 21h01

Teste de termodinâmica

Quando o texto é bom ele sobrevive ao tempo.

Prova de Termodinâmica

Pergunta feita pelo prof. Fernando, da FATEC, em sua prova final do curso em maio de 1997.
Este professor doutor é conhecido por fazer perguntas do tipo "Por que os aviões voam?" em suas provas finais.
Sua única questão nesta prova, para sua turma foi: "O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta."
Vários alunos justificaram suas opiniões baseadas na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
"Primeiramente, postulemos que, se almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um conjunto de almas também tem massa.
Então, a que taxa de velocidade as almas estão se movendo para fora e a que taxa de velocidade elas estão se movendo para dentro do inferno? Podemos assumir seguramente que, uma vez que uma alma entra no inferno, ela nunca mais sai de lá. Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia.
Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno... Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno. Com as taxas de
natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno.
Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem
as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.



Existem, então, duas opções:


1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.


2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.


Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse, no primeiro ano "Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar", e levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico."

O aluno Sérgio Fonseca tirou o único 10 na turma.

CONCLUSÕES:


"A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original." (Albert Einstein)


"A imaginação é muito mais importante que o conhecimento" (Albert Einstein)


"Um raciocínio lógico leva você de A a B. A imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser" (Albert Einstein)

Piada na sala de aula

A professora da 6a série perguntou para a turma: 

- Qual é a parte do corpo humano que aumenta em dez vezes seu tamanho quando é estimulada? 

Ninguém respondeu, até que a Natasha levantou, furiosa, e disse: 

- Você não deveria fazer uma pergunta dessas para crianças da 6ª série!  Eu vou contar para meus pais, e eles vão falar com o diretor, e ele vai demitir você!


Então, ela sentou-se murmurando: 

- Cara, ela vai se meter numa encrenca! 

Para o espanto da Natasha, a professora não apenas a ignorou, como fez a pergunta novamente. 

- Qual é a parte do corpo que aumenta em dez vezes seu tamanho quando é estimulada?  

 Alguém sabe?

Finalmente, Rodrigo levantou-se, olhou em redor, e disse: 




- A parte do corpo que aumenta dez vezes seu tamanho quando é estimulada é a pupila do olho. 

A professora então falou: 

- Muito bem, Rodrigo! 

Então, voltou-se para a Natasha e continuou: 

- E quanto a você, mocinha, tenho três coisas para lhe dizer:  

a primeira é que você tem uma mente muito suja para sua idade;  

a segunda é que você não leu a sua lição de casa;  

a terceira... DEZ VEZES?   

Hahaha...  

Um dia você vai ficar muito, mas muuuuuuuuito desapontada, viu?
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Dicas de moda de Ike Cruz

Atenção: Existia uma dúvida sobre a autoria deste texto.

Eu recebi como sendo do Arnaldo Jabor, mas um leitor atento informou que o texto é do Ike Cruz (//ego.globo.com/Entretenimento/Ego/Noticias/Colunistas/0,,AA1217510-5878,00.html).

Fui conferir e realmente está lá, no site EGO, e assinado pelo Ike Cruz.
Então, faço justiça.
Abs

GermanoCWB





Dicas para mulheres e homens.


Pela importância que dou ao sexo feminino, decidi fazer uma pequena listinha de coisas que simplesmente algumas mulheres deveriam repensar antes de usar (caso uma mera opinião masculina importe).


É triste mulher usar: 1) Esmalte com uma florzinha (ou estrelinha) em uma das unhas combinado com a outra mão (no pé já é caso de internação).


2) Salto de acrílico (a não ser que vá fazer um filme pornô ou agradar o namorado fetichista).


3) Lente de contato colorida. Essa é uma das tenebrosas campeãs. Além de dar uma enorme vontade de lacrimejar de aflição (para quem está de frente com o ser), parece que estamos diante de uma personagem do próximo filme do X-Men.


4) Meia-calça cor da pele, tipo Kendall para o inverno (a não ser que tenha mais de setenta anos ou use debaixo da calça em caso de frio extremo). Em hipótese nenhuma deve ser usada com saia e sandália aberta.


5) Calça justa demais, que aperte as partes íntimas (fica parecendo uma pata de camelo).


6) Descolorir os (muitos) pelos da barriga, o famoso "caminho da felicidade". Melhor depilar, caso contrário, é melhor procurar um namorado que tenha colocado blondor no bigodinho. Farão um lindo par.


7) Unha do pé grande, maior do que onde termina o dedo, além de ficar muito feio pode ser um perigo fazendo "carinho" com o pé, no marido ou namorado. Se estiver solteira, vá à praia de meia.


8) Calça jeans com muitas aplicações (rosas coloridas, tachas, strass, etc.). Tudo em exagero polui o visual e esse tipo de calça tem muita informação. Usada junto com o item 2 é uma das piores composições. Se pretende sacanear algum namorado (ou ex), chame o para jantar ou dançar, e vá assim.


9) Perfume Paris, do Yves Saint Laurent. Se não estiver na terceira idade não tem desculpa. As pessoas ao redor não merecem isso e nem todo mundo carrega Neosaldina na bolsa. Usar no verão então, é sadismo.


10) Calça legging com tamanco de madeira. Se você não estiver numa refilmagem de "Grease nos tempos da brilhantina" , use outra maneira de chamar a atenção. Há outras (e muito melhores) maneiras de um cara te achar gostosa.


O que os homens nunca deveriam usar - ou ter usado


Na coluna passada brinquei, com o meu ponto de vista, sobre o que as mulheres não deveriam usar - pois era sofrível. Foram dezenas de e-mails concordando, mas pedindo para o colunista fazer a mesmíssima coluna, porém sobre os equívocos masculinos. Já tinha isso em mente e aí vai a minha lista para meus queridos leitores. Acho abominável que um homem envergonhe (no sentido estético) a classe masculina usando:


1) O trio mais famoso do que o do McDonalds: pochete, bermuda jeans e sandália papete. Se vier acompanhado do celular (na capinha) na cintura então. É caso para fingir que não conhece.


2) Blazer com gola rolê por dentro. É o figurino preferido de 10 em cada 10 novos cabeleireiros recém bem-sucedidos na cidade. Esse tipo acha esse conjunto o uniforme da "elegância". Geralmente abrem salão na cidade com os nomes de Roberto's Coiffeur, Cabral's, Antonio's e por aí vai.


3) Sapato social de "franjinha" (aquele detalhe de penduricalho em cima). Se for curto a ponto de aparecer a meia branca por baixo, a coisa beira a piedade. Esse tipo fica ótimo num dublador de Michael Jackson cantando "Billie Jean" no Largo da Carioca.


4) Calça de cintura alta, a chamada "Saintropeito". Cuidado com os testículos! Eles não têm culpa se você se veste mal. Gerentes de churrascaria rodízio costumam adotar esse visual acompanhado de uma vistosa camisa vermelha de seda javanesa.


5) Perfume KOUROS (Yves Saint Laurent). Num acampamento pode ser usado como repelente (pena dos seus companheiros de viagem). Um cara que usa esse perfume se torna inesquecível. O trauma nas pessoas ao redor é irreversível.


6) Essa vai doer em muito "Maurício" mas é a minha opinião: Casaquinho de lã jogado nas costas e amarrado na frente. Esse visual geralmente vem acompanhado de um cabelo arrumado pela mamãe a "La Roberto Justus". Tem solução, mas tem que ser mudado ainda na infância ou no máximo adolescência. Depois fica difícil.


7) Unha suja (e sem cortar). Se você não for o mecânico Pascoal da novela "Belíssima", pode ter certeza que brochará sua namorada ou pretendente. Caso seja bonito como o Gianechinni, ela será somente um pouco mais tolerante, entretanto, irá pedir para limpá-las assim que acabar a noite de fetiche com um desleixado. Não esqueça também de aparecer aqueles pelinhos horríveis que por ventura saiam do nariz ou da orelha - em nome da higiene, please!!!!


8) Base incolor na unha. Triste amigo. Só limpar e cortar já é suficiente. Cuidado se tem esse hábito, pois daqui a pouco estará pedindo "francesinha" no salão.


9) Fazer sobrancelha. Se for tirar um fio maior, ok. Agora, se for limpar e afinar nas extremidades, é melhor tomar cuidado. Daí para usar rímel e delineador é um pulo. Não estranhe se vier uma vontade incontrolável de chamar um amigo de infância para assistir "Brokeback Mountain" comendo pipoca light.


10) Cueca furadinha tipo antiga Adams. Amigo, por favor, treine tirar a calça puxando a cueca junto. Nenhuma mulher no mundo agüenta esse choque visual.
Se ela vir a sua cueca é provável que você fique na mão (literalmente).


Ike Cruz


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Grão de Bico no combate à depressão

O consumo grão-de-bico, que no Oriente Médio são muito usados para fazer uma pasta chamada "homus", produz sensação de bem-estar e até de felicidade, segundo um estudo de pesquisadores israelenses.




Os que consomem o prato não conseguem explicar o estado de bem-estar gerado pelo "homus", mas agora sabe-se por que, disse o arqueólogo Abi Gofer, que participou da pesquisa junto com outros três cientistas.




A causa dessa sensação é que contém um aminoácido conhecido como triptofeno, que, em grande quantidade, produz serotonina, substância responsável pela sensação de bem-estar.




Um prato de "homus" satisfaz amplamente o apetite e ajuda a dormir, disse Gofer, acrescentando que, no caso das mulheres, "contribui para a ovulação e para que fiquem grávidas com maior rapidez".




O grão-de-bico, alimento que gera bilhões de dólares nos países onde é amplamente consumido, "é comparável ao trigo" devido a sua importância alimentar, com um lugar na história "que se remonta a 10.000 anos", disse.A equipe de pesquisadores incluiu o doutor Zohar Kerem, especialista em alimentação; o botânico Simja Lev Idon e o chefe do curso de genética da Universidade Hebraica de Jerusalém, Shajal Abo.
Os cientistas chegaram à conclusão de que o grão-de-bico cultivado, ao contrário do selvagem, contém mais serotonina.




Os produtores que escolheram e cultivam a espécie mais conhecida não fizeram isso por simples casualidade, embora não entendessem cientificamente por que a ingestão produzia bem-estar e uma sensação de calma.




O mesmo aminoácido do grão-de-bico que causa a segregação da serotonina é o usado pela farmacologia moderna para produzir o popular antidepressivo Prozac.




Em geral, israelenses e árabes costumam comer "homus" diariamente, junto com pão árabe e uma pasta preparada com sementes de gergelim.




O professor Gofer disse que o preço e as vendas do grão-de-bico no mercado poderiam multiplicar-se em bilhões de dólares se fossem enriquecidos por meio da moderna genética vegetal.




Entre os grandes consumidores do grão-de-bico, além dos povos do Oriente Médio, estão a Índia e a Austrália.

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domingo, 1 de abril de 2007

Aquecimento Global - A balela 3

Textos relacionados que devem ser lidos antes de postar qualquer comentário:

- Aquecimento Global - A balela 1.
- Aquecimento Global - A balela 2.
- Aquecimento Global - A balela 3.
- Aquecimento Global - A balela 4.
- Aquecimento Global - A balela 5.
- Aquecimento Global - A balela 6.
- Aquecimento Global - A balela 7.
- Site Mitos Climáticos - Rui G. Moura
- Mídia Sem Máscara


Mais um texto para alvoroçar os amigos visitantes que acreditam que o fim está próximo e que somos nós, os humanos, os responsáveis pelas alterações climáticas que ocorrem no planeta, e que vem sendo chamadas pelo apocalíptico (e rentável) nome de 'Aquecimento Global'.

Humildemente apelo para a caridade dos leitores e peço:

  1. Que leiam e releiam antes de comentar.

  2. Que leiam os outros artigos referentes a esse, cujos links foram indicados acima, antes de comentar.

  3. Que se abstenham de fazer comentários vazios ou baseados em achismos ou, pior ainda, em 'redeglobismos'.

  4. Baseiem seus comentários em textos científicos, matérias jornalísticas de meios independentes e etc (como eu fiz), inclusive indicando links para que possamos manter as conversas em um nível decente e mínimamente elevado e saudável.

Boa leitura (os grifos no texto são meus).


Abs

GermanoCWB

"Exceto pela simplificação exagerada do exemplo de Galileu, é um excelente artig odo Alan Ditchfield. Mas como ele não pode fazer o que denuncia –sensacionalismo –será lido e entendido por poucos."


A mudança de clima - I
por Alan N. Ditchfield em 29 de março de 2007


Resumo: Há cientistas que vêem nas estridentes manifestações sobre aquecimento global um fenômeno jornalístico e político e não um fenômeno físico.


© 2007 MidiaSemMascara.org
Tem sido alegado com insistência, nos últimos vinte anos, que a queima de combustíveis em dois séculos de Revolução Industrial está a romper um delicado equilíbrio entre o gás carbônico emitido e o fixado por fotossíntese, fixação feita predominantemente por algas marinhas na superfície dos oceanos. O acúmulo do excesso de gás carbônico estaria a alterar o clima, a acentuar fenômenos meteorológicos catastróficos e que este efeito adverso cresce a taxas exponenciais. É preconizado o uso do poder do estado para controlar o uso de combustíveis a fim de reverter a deterioração descontrolada do clima mundial.


A idéia popular sobre o efeito estufa é a de que a atmosfera é transparente à luz solar (ressalvada a interferência da refletividade das nuvens e a superficial) a qual aquece a Terra. A Terra compensa aquele aquecimento com radiação infravermelha. Esta radiação aumenta com temperatura crescente da superfície, e a temperatura se ajusta até alcançar o equilíbrio. Se a atmosfera também fosse transparente à radiação infravermelha, a radiação produzida por uma temperatura média de superfície de 18o C abaixo de zero equilibraria a radiação solar que entra (menos aquela refletida ao espaço por nuvens). Mas a atmosfera não é transparente ao infravermelho e por esta razão a Terra precisa se aquecer em alguma medida para levar ao espaço o mesmo fluxo de radiação infravermelha. Isso é o que é chamado de efeito estufa.


O efeito explica porque a temperatura de superfície média da Terra é de 15o C em lugar de –18o C. Os absorventes principais de infravermelho na atmosfera são o vapor d’água e as nuvens. Até mesmo se desaparecessem todos os outros gases de efeito estufa (como gás carbônico e metano), ainda assim teríamos 98 por cento do efeito estufa atual. Não obstante, é presumido que aumentos em gases, gás carbônico e outros gases secundários, conduzirão a aumentos significativos de temperatura.


Afirma-se em opinião contrária que o pequeno acréscimo na temperatura mundial (0,6o C no século 20) seria atribuível a fatores naturais, possivelmente cíclicos, e que seria minúsculo o poder humano para fazer algo a favor ou contra o clima em escala planetária. E que, em qualquer caso, o pouco que se conhece sobre o comportamento físico do clima mundial é por demais tênue para fundamentar medidas públicas radicais de contenção de um desenvolvimento econômico à véspera da redenção da humanidade da miséria que foi universal até o advento da Revolução Industrial.


Seria suspeito qualquer consenso em assunto de clima com a amplitude do planeta. A Terra tem área de 509 milhões de quilômetros quadrados; sua troposfera, onde ocorrem fenômenos meteorológicos, é contada até a altitude de 10 quilômetros, o que significa um volume com mais de 5 bilhões de quilômetros cúbicos de ar; os oceanos contêm mais de 1, 4 bilhões de quilômetros cúbicos de água. Não chega a surpreender que sejam escassos os dados para formular hipóteses a serem averiguadas por procedimento científico e que permaneçam obscuros os fluxos e fenômenos físicos que têm lugar nesta imensa massa de fluidos. O confronto deste dois campos trouxe uma politização indesejável num assunto que deveria ter permanecido num plano técnico, pois tem distorcido o uso de recursos em pesquisa de clima a favor da hipótese politicamente correta e em detrimento da objetividade da pesquisa. Diz-se mesmo que as esparsas medições de fenômenos de clima são torturadas em computador até confessarem qualquer coisa que os patrocinadores da pesquisa quiserem.


Hoje em dia é difícil abstrair a publicidade sobre o efeito estufa e o aquecimento global por ação humana. Histórias dramáticas sobre iminentes catástrofes de clima são notícias de primeira página de jornal e recebem horas na televisão e rádio, enquanto os políticos aproveitam toda oportunidade para reafirmar suas credenciais verdes. Sir David King o principal assessor científico de Tony Blair descreveu mudança de clima como "o problema mais sério que hoje enfrentamos", enquanto o ex Vice-presidente Al Gore reivindica que "está em jogo nada menos do que a sobrevivência de civilização humana" e Evo Morales entende que as enchentes ocorridas na Bolívia no verão de 2007 foram causadas pelo aquecimento global gerado por americanos. A mídia já atribuiu o terremoto no Himalaia, o tsunami do Oceano Índico, a temporada de furacões nas Caraíbas e de tufões asiáticos, a seca do deserto de Saara à mesma causa. Curiosa é a designação jornalística do gás carbônico como poluente quando é o nutriente que sustenta, através da fotossíntese, a cadeia de alimentação de todos os seres vivos do planeta. Afirmações do gênero não são úteis aos bem informados, ainda que atendam à conveniência de alguns interesses.


Inventou-se um consenso inexistente. Pode ser constatado por consulta aos periódicos de ciência de clima que cientistas estão longe de ter opinião unânime, mas o noticiário alarmista costuma ser prefaciado pelo refrão “Todos os cientistas afirmam...” o que equivale a afirmar que os sacerdotes falaram e que todos devem crer, poisRoma locuta, causa finita. Quem adota essa postura revela uma fé comovedora e inteiramente fora de lugar em fenômenos físicos que exigem medição e prova e não os atos de fé apropriados a assuntos religiosos. Pessoas não afeitas a ciências exatas ignoram métodos quantitativos na apuração de relações de causa e efeito. Imaginam que o conhecimento é formulado num processo político, pela contagem de votos a favor ou contra uma proposição a ser eleita como verdade científica. Está longe de ser assim pela razão apontada por Albert Einstein quando o partido nazista rejeitou a Teoria da Relatividade como “física judaica” e sua máquina de propaganda publicou um artigo com o título: “Cem cientistas alemães contra a Relatividade”. Einstein retrucou: “Por que cem? Basta um que apresente prova válida”. Unanimidade de votos contrários no Tribunal da Inquisição de Roma nada significou para Galileu e até hoje nada significa para a ciência baseada no raciocínio lógico dedutivo com comprovação em experimentação sistemática.


A reivindicação de controle sobre o uso de combustíveis está afinada com diversas aspirações preexistentes, algumas legítimas:


- A busca por melhor eficiência energética;


- Independência do petróleo do Oriente Médio;


- Competição internacional;


- Apetite de governos por maior arrecadação;


- Ambição burocrática pelo poder;


- Descontentamento com a sociedade industrial


Deste último grupo, de saudosistas de uma vida simples de um passado idealizado, são recrutados os militantes mais ativos de causas ecológicas.


Como explicou Aaron Wildavsky, professor de ciência política em Berkeley, o aquecimento global é a mãe de todos os alarmismos ambientais. Na visão de Wildavsky “O aquecimento (e apenas o aquecimento), por seu antídoto primordial de negar carbono à produção e consumo, é capaz de realizar o sonho do ecologista por uma sociedade igualitária baseada na rejeição do crescimento econômico, a favor de uma população menor, comendo pouco na cadeia alimentícia, consumindo muito menos, e compartilhando um baixo nível de vida com maior igualdade.”


Seu plano de ação já foi bem caracterizado:


“Num plano prático, o objetivo inteiro da política é o de manter o público apavorado (e a clamar por proteção) com ameaças de série infindável de demônios, todos imaginários.”( Henry Louis Mencken)


O objetivo é alcançado em ciclo de oito fases enumeradas pela revista The Economist:


1. Alguns cientistas obscuros anunciam o que pensam ser uma ameaça potencial a Terra.


2. Os jornalistas simplificam o tema, exageram a ameaça e os cientistas gozam de celebridade por alguns momentos.


3. Ativistas Verdes aproveitam a oportunidade para polarizar o tema; nas palavras do artigo deEconomist: "Ou você concorda que o mundo está a ponto de perecer e fica indignado, ou você é lacaio de interesses escusos."


4. Burocratas saem dos seus casulos, organizam conferências internacionais e dão passagens e estadia de primeira classe no exterior a funcionários públicos. As conferências inevitavelmente recomendam mais regulamentação por governo, e fixam metas totêmicas - logo depois esquecidas.


5. Chega a hora de azucrinar um bode expiatório. Este normalmente é a América, ou 'as multinacionais'.


6. Entram em cena os céticos que demonstram que a ameaça não tem fundamento. Novamente, nas palavras do artigo de Economist: "Isto leva os Verdes a paroxismos de ira piedosa. Bradam aos editores de jornal: 'Como ousam devotar espaço a opiniões marginais?' – perguntam aqueles cujas opiniões já foram tidas como marginais.”


7. Instala-se a dúvida entre os políticos e burocratas, e até mesmo entre alguns dos cientistas que primeiro alarmaram, todos a destacar as complexidades científicas e políticas das incertezas. Entrementes os jornalistas começam a ficar entediados com o tema.


8. Começa o quieto recuo enquanto o apocalipse anunciado morre lentamente, afastado das manchetes, e é substituído por um apocalipse totalmente novo. O ciclo recomeça.


Há cientistas que vêem nas estridentes manifestações sobre aquecimento global um fenômeno jornalístico e político e não um fenômeno físico. Destacam-se algumas vozes com esta opinião:


- Richard Lindzen, professor titular de ciências de clima no Massachusetts Institute of Technology;


- Henrik Svensmark, chefe de equipe de cientistas dinamarqueses que aponta para fatores mais poderosos do que gás carbônico, presentes em mudanças de clima mundial.


- Os autores do relatório da comissão parlamentar da Câmara Alta do Reino Unido (House of Lords), que investigaram diretrizes do governo britânico sobre clima e energia.


Richard Lindzen


Para Lindzen é destituído de sentido o surto de alarmismo sobre clima. Ele estuda meteorologia e clima há mais de 40 anos e acredita que carece de fundamento empírico a alegação de que o homem estaria a aquecer o planeta perigosamente. Pensa que não ocorrerão as elevações de nível de mar alardeadas, as secas e as inundações. Até mesmo se estes efeitos estiverem por vir, ele diz, tentar reduzir emissões de gás carbônico e outros gases de estufa não faria quase nada para deter tais desastres.


É improvável ouvir, em qualquer simpósio relacionado com ciência ambiental, manifestações que disputam a tese central, a de um efeito estufa agravado por ação humana, o que torna Lindzen incomum por ser um bem reputado cientista que publicamente contesta a mudança de clima por ação humana. Porém, Lindzen acredita que há muitos outros cientistas que compartilham de suas idéias, mas não as expõem por medo de perder credibilidade ou recursos para pesquisa. Realmente, ele diz que experimentou muito do que designa como preconceito a atuar em pesquisa de clima. "Muitos gerentes de programas me falaram que a consecução de recursos depende de preocupação pelo efeito estufa" ... "Mas se isso for verdade, como é que se pode estudar clima de modo objetivo?"


Lindzen concorda que a Terra aqueceu durante o século 20. A entidade instituída pelas Nações Unidas para investigar o fenômeno de efeito estufa, oInter-governmental Panel of Climate Change(IPCC) compila os estudos de centenas de cientistas de clima, engenheiros, economistas, cientistas sociais e outros ao redor do mundo. O IPCC declarou em 2001 que a temperatura global aumentou em aproximadamente 0.6° C durante o século 20, o que Lindzen aceita como quase certa. Ele também concorda que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera subiu (com aumento da concentração de gás carbônico de um nível de aproximadamente 280 partes por milhão em 1700 a mais de 370 partes por milhão hoje) e que muito foi causado por atividade humana. Mas onde ele diverge do IPCC que é sobre a contribuição desta concentração crescente ao aquecimento, ou em outras palavras, em quanto o homem está a influenciar o clima. Sua discordância com a opinião convencional está no papel do vapor de água em mudança de clima; para Lindzen o vapor d’água abafa a intensidade da mudança e a outra opinião é que esta a amplifica.


Para Lindzen a comparação entre previsões de modelos de clima em computador e dados de temperatura observados é basicamente um exercício de ajuste de curvas estatísticas destituído de conteúdo científico, de vez são parcamente compreendidas as naturezas físicas de vários fatores naturais e de origem humana que poderiam aquecer ou resfriar a Terra. Realmente, ele acredita que os alegados sinais da ação humana são obscurecidos pela incerteza nas medidas de temperatura e, o que é mais importante, pela variação interna do clima. Por variação interna ele entende a dinâmica de fatores físicos da atmosfera e do oceano. "A hipótese mais plausível para a variação de temperaturas que vimos é que é natural", diz Lindzen. "Assim estamos diante de uma questão: há qualquer coisa que exige uma explicação extraordinária? Eu penso que a resposta é negativa."


Lindzen acredita que até mesmo se o homem fosse realmente responsável pela maior parte do aquecimento observado nos últimos 100 anos, não haveria nenhuma causa para alarme. O IPCC, em seu relatório de 2001, concluiu que entre 1990 e 2100 o clima da Terra aqueceria entre 1,4° C e 5,8° C, com valor exato condicionado a tendências futuras em emissões de gases de efeito estufa, como também no modelo específico usado para a projeção. Para Lindzen, estes valores estariam longe da realidade. Ele sustenta que os modelos de clima usados pelo IPCC são tendenciosamente sensíveis a mudanças na concentração de gás carbônico atmosférico, e estima que a Terra esquentará talvez só alguns décimos de um grau no correr do século. É conclusão com que outros pesquisadores de clima discordam.


O próprio Lindzen redigiu parte de um dos capítulos do relatório do IPCC de 2001. Porém, ele faz ressalvas sobre o modo como este documento foi usado para preparar o Sumário para Diretrizes Públicas num processo que reúne, além de cientistas, os representantes de governos, indústrias e organizações ambientais, todos eles comprometidos com agendas políticas. O Sumário foi divulgado pela imprensa, ansiosa para uma história boa, e por políticos que distorcem o sentido do Relatório para seus propósitos.


Seria possível que modelos crescentemente poderosos confirmariam que significante aquecimento do clima por atividade humana está a acontecer? Por precaução não seria sensato limitar emissões de gás carbônico? Lindzen acredita que o tratado de Kyoto terá um impacto minúsculo e que seria um primeiro passo em uma série de tratados de emissões cada vez mais autoritários, com licenciamento da queima de combustíveis. Para Lindzen, não há muito que possamos fazer, além de assegurar que nações se tornam ricas o bastante construir obras de defesa no caso de o clima começar a desandar.


Lindzen mantém que os modelos exercitados pelo IPCC estão equivocados porque não retratam os fenômenos físicos no sistema de clima. Todos concordam que, se o gás carbônico agisse sozinho, alguns cálculos físicos simples demonstram que a duplicação de seu teor traria uma elevação de cerca de 1 °C em temperaturas globais. Mas os modelos usados pelo IPCC lançam mão de amplificações positivas fortes contribuídas pelo vapor de água que é o gás de efeito estufa mais abundante. Em outras palavras, maior evaporação contribui para concentrações maiores de vapor de água na atmosfera o que leva a temperaturas de superfície mais altas, e em espiral crescente.


Segundo Lindzen, a dificuldade de modelar a cobertura de nuvens é um dos problemas mais espinhosos enfrentados por cientistas de clima porque os pesquisadores não têm modo de medir quanto do vapor de água na atmosfera condensará em nuvens e quanto precipitará a Terra na forma de chuva e quanto da água precipitada evaporará. Ele também mostra que nuvens mais baixas tendem a refletir a radiação solar incidente ao espaço e reduzir com isto o aquecimento, e que nuvens mais altas tendem a reduzir a radiação de energia da Terra lançada ao espaço, o que traz aquecimento crescente. As observações feitas por satélites demonstram que nuvens de tipo cirro acima dos trópicos contraem fortemente quando as temperaturas são mais altas e se expandem quando as temperaturas são mais baixas, opondo-se assim a tendência na superfície. Ele chama isto de "efeito íris", por analogia com a íris do olho que abre e fecha com a intensidade da luz. Desta forma as nuvens e vapor de água na verdade agiriam como freio, e não como acelerador dentro do sistema de clima. O clima mundial estaria então regulado por um termostato natural.


A hipótese de Lindzen merece confirmação experimental com observação em amplitude mundial, a qual não é feita porque os recursos para pesquisa de clima são devotados a hipóteses politicamente corretas e com ela conflitante. E muitos desses recursos são desperdiçados em aritmética frívola, como a que tenta prever maior mortalidade por malária como conseqüência do aquecimento global, uma idéia rejeitada pelo Instituto Pasteur com o conhecimento de causa que tem. Londres foi notória pelo impaludismo endêmico ao fim da pequena era glacial no século 17 quando havia congelamento do rio Tamisa em todos os invernos. A malária foi erradicada no início do século 20 em Cuba e Panamá, países tropicais com programas bem sucedidos de saúde pública.


A aversão de Lindzen a pronunciamentos dogmáticos sobre fenômenos físicos pouco conhecidos foi justificada por descoberta recente que aponta a ionização da troposfera inferior como a causa dominante na mudança de clima; obrigará a revisão do papel do gás carbônico e atividade humana nessa mudança.

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