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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Células-tronco embrionárias - Entenda esse assunto

Células-tronco embrionárias - Entenda do assunto

Células-tronco embrionárias: por que tanta polêmica?


Helika Amemiya ChikuchiProfessora de biologia do ensino médioPós-graduanda do programa em Ensino de Ciências da USP


Notícias sobre a utilização das células-tronco embrionárias reapareceram com destaque nos jornais e revistas. Desta vez, o motivo é o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3510 contra a Lei da Biossegurança, sancionada em março de 2005. Esta Ação considera inconstitucional o artigo 5º da Lei da Biossegurança, que permite o uso, para fins de pesquisa e terapia, das células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos que foram produzidos por fertilização in-vitro, que são inviáveis ou que estão congelados há três anos ou mais nas clínicas de reprodução assistida, e cujos pais tenham dado o consentimento.


A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida estima que haja cerca de três a cinco mil embriões congelados, que poderiam ser utilizados nas pesquisas por obedecerem às exigências da Lei de Biossegurança. O simples descarte deles é proibido, mas ao mesmo tempo, não existe ainda legislação sobre o procedimento a ser adotado com os embriões velhos, considerados inviáveis para serem implantados, e que estão sendo mantidos congelados a -196°C desde o quinto dia após a fecundação.



O principal problema ético apontado pelos que condenam as pesquisas com as células-tronco embrionárias é de que as técnicas empregadas para obtê-las implicam na destruição do embrião humano. A Ação movida pela Procuradoria considera que o “embrião humano é vida humana” e se ampara no artigo 5º da Constituição brasileira que garante o direito inviolável à vida, o que significa que a permissão para uso dos embriões congelados seria, por isso, inconstitucional.



O julgamento da Ação contra a Lei da Biossegurança está dependendo, portanto, do Supremo Tribunal Federal estabelecer quando começa a vida humana. E esta é, sem dúvida, uma questão muito ampla, que não se restringe apenas aos seus aspectos biológicos.

Diante de tamanha complexidade, pela primeira vez na sua história, o Supremo Tribunal Federal promoveu uma audiência pública, ocorrida no dia 20 de abril, em que representantes da comunidade científica puderam dar as suas informações e opiniões sobre quando começa a vida humana.


Será que ela se inicia com a fecundação, quando surge o zigoto que tem uma identidade genética diferente da dos seus pais? Ou quando o embrião se prende na parede do útero, mais ou menos no sétimo dia após a fecundação? Ou quando se formam as estruturas que originarão o sistema nervoso, por volta do décimo-quarto dia? Ou ainda quando o coração começa a bater, em torno do vigésimo-primeiro dia?

Não existe um consenso sobre isso do ponto de vista científico e nem do religioso. A resposta, do ponto de vista jurídico brasileiro, só será conhecida depois que os juízes chegarem a uma conclusão.


Mas, afinal de contas, o que são células-tronco embrionárias?

Elas consistem em cerca de 30 células da massa interna do blastocisto, que é o embrião com de 4 a 6 dias, constituído por apenas cerca de 150 células. As primeiras células-tronco embrionárias humanas foram isoladas e cultivadas em 1998, por James Thomson e seus colegas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e desde então o interesse da comunidade científica mundial por elas só aumentou.


Tanto interesse vem do fato delas possuírem propriedades únicas: são indiferenciadas e não-especializadas, com uma elevada capacidade de proliferação, podendo gerar células que continuam indiferenciadas como também se diferenciarem e se especializarem em qualquer um dos mais de 220 tipos celulares do corpo humano.

O corpo de uma pessoa adulta é constituído de trilhões de células, algumas altamente especializadas, como as fibras musculares cardíacas e os neurônios, por exemplo. As células muito especializadas geralmente apresentam capacidade de reprodução bastante reduzida e por isso, quando são lesadas, a sua regeneração é muito difícil e, algumas vezes, quase impossível.


Se os pesquisadores descobrirem de que modo se promove a diferenciação das células-tronco embrionárias nos tipos específicos que o organismo estiver necessitando, diversas doenças poderão ser tratadas mais eficientemente, melhorando a qualidade de vida de muitos doentes. Por exemplo, se uma pessoa sofreu um acidente automobilístico e ficou tetraplégica devido a uma lesão medular, a terapia com células-tronco poderia possibilitar uma regeneração parcial ou total do tecido lesado, com a recuperação das funções perdidas.

Células-tronco também são encontradas na placenta, no sangue do cordão umbilical e em praticamente todos os tecidos do corpo: mas elas parecem ter menor capacidade de diferenciação e especialização do que as células-tronco embrionárias. Essas células são denominadas células-tronco adultas, com destaque para as hematopoiéticas, localizadas na medula óssea vermelha, e que têm sido muito utilizadas no tratamento de doenças como a leucemia, por exemplo.


A maior capacidade de diferenciação das células-tronco embrionárias é um dos argumentos usados na defesa de sua pesquisa: a compreensão dos mecanismos desse processo poderia contribuir para o desenvolvimento de novas técnicas que também aumentassem a capacidade de diferenciação das células tronco-adultas. Por outro lado, os que são contrários às pesquisas com embriões afirmam que já foram realizadas várias experiências demonstrando que as células tronco-embrionárias são instáveis e com tendência a produzirem tumores que crescem de maneira desordenada, formando diversos tecidos e que têm tendência à malignidade.

Até o momento, há muito mais dados experimentais obtidos com as células-tronco adultas. Especialmente nos tratamentos de lesões medulares, acidente vascular cerebral, infarto e doença de Chagas, os resultados obtidos têm sido bastante promissores. Mas é importante lembrar que essas pesquisas vêm sendo realizadas a mais tempo em todo o mundo porque, até recentemente, a utilização dos embriões humanos nas pesquisas com células-tronco eram proibidas em diversos países.


A maioria dos tratamentos com as células-tronco adultas utiliza uma técnica chamada de autotransplante, que consistem na retirada e re-injeção das células-tronco do próprio paciente. O grande problema, segundo os defensores das células-tronco embrionárias, é que o autotransplante é totalmente inútil para o tratamento de cerca de 5 milhões de brasileiros que apresentam doenças genéticas graves como a distrofia muscular de Duchenne e a esclerose lateral amiotrófica. Neste caso, o defeito genético está presente em todas as células do corpo, inclusive nas células-tronco e, portanto, para essas pessoas, o tratamento mais promissor poderia ser realmente o uso das células-tronco de um embrião não-portador do defeito genético.

A maioria das pesquisas com células-tronco tem menos de dez anos. Não parece razoável afirmar que uma linha de pesquisa seja mais promissora do que outra.


Poucos países do mundo, como por exemplo, a Inglaterra, a Suíça, o Japão e a Coréia do Sul, permitem pesquisas com as células-tronco embrionárias humanas. A decisão do Supremo Tribunal Federal determinará, portanto, se os pesquisadores brasileiros poderão ou não ter a chance de realizarem pesquisas pioneiras com esse tipo de células e contribuírem para o desenvolvimento de novas terapias, que sejam mais eficientes do que as existentes atualmente.


http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_38/aprendendo_2.html

CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS

As células-tronco embrionárias são estudadas desde o século 19, mas só há 20 anos dois grupos independentes de pesquisadores conseguiram imortalizá-las, ou seja, cultivá-las indefinidamente em laboratório. Para isso, utilizaram células retiradas da massa celular interna de blastocistos (um dos estágios iniciais dos embriões de mamíferos) de camundongos. Essas células são conhecidas pela sigla ES, do inglês embryonic stem cells (células-tronco embrionárias), e são denominadas pluripotentes, pois podem proliferar indefinidamente in vitro sem se diferenciar, mas também podem se diferenciar se forem modificadas as condições de cultivo (figura 3).


De fato, é preciso cultivar as células ES sob condições muito especiais para que proliferem e continuem indiferenciadas, e encontrar essas condições foi o grande desafio vencido pelos cientistas.


As células-tronco embrionárias são denominadas pluripotentes,
porque podem proliferar indefinidamente in vitro sem se diferenciar, mas se diferenciam se forem alteradas as condições de cultivo.



Outra característica especial dessas células é que, quando reintroduzidas em embriões de camundongo, dão origem a células de todos os tecidos de um animal adulto, mesmo as germinativas
(óvulos e espermatozóides). Apenas uma célula ES, no entanto, não é capaz de gerar um embrião. Isso significa que tais células não são totipotentes, como o óvulo fertilizado.



A disponibilidade de células ES de camundongos tornou corriqueira
a manipulação genética desses animais. A possibilidade de introduzir ou eliminar genes nas células ES in vitro e depois reimplantá-las em embriões permitiu gerar camundongos transgênicos (que expressam
genes exógenos) e knockouts (que não têm um ou mais genes presentes em animais normais) essenciais para muitas pesquisas (figura 4).
As células-tronco modificadas podem originar até células germinativas nos animais transgênicos adultos, permitindo em muitos casos a sua reprodução. Esses animais têm ajudado a caracterizar muitas doenças humanas resultantes de alterações genéticas.



Introduzindo ou eliminando genes nas células ES in vitro e em seguida reimplantando-as em embriões foi possível gerar camundongos transgênicos (que expressam genes exógenos) e knockouts (que não têm ou não expressam um ou mais genes presentes em animais normais).


O fato de as células ES reintroduzidas em embriões de camundongo
gerarem tipos celulares integrantes de todos os tecidos do animal adulto revela que elas têm potencial para se diferenciar também in vitro em qualquer desses tipos, de uma célula da pele a um neurônio. Na verdade, vários laboratórios já conseguiram a diferenciação
de células ES de camundongos, em cultura, em tipos tão distintos
quanto as células hematopoiéticas (precursoras das células
sangüíneas) e as do sistema nervoso (neurônios, astrócitos e oligodendrócitos), entre outras.



Estudos em laboratórios de vários países já conseguiram que as
células-tronco embrionárias se diferenciassem, em cultura, em
diversos tipos celulares.



A capacidade de direcionar esse processo de diferenciação permitiria
que, a partir de células-tronco embrionárias, fossem cultivados
controladamente os mais diferentes tipos celulares, abrindo a possibilidade de construir tecidos e órgãos in vitro, na placa de cultura, tornando viável a chamada bioengenharia.



Esse sonho biotecnológico tornou-se um pouco mais real em 1998, quando o biólogo James Thomson e sua equipe conseguiram, na Universidade de Wisconsin (Estados Unidos), imortalizar células ES de embriões humanos. No mesmo ano, também foram imortalizadas células embrionárias germinativas humanas (EG, do inglês embryonic germ cells), derivadas das células reprodutivas primordiais de fetos, pelo embriologista John Gearhart, da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos) e equipe. Como as
ES, as EG também são pluripotentes, ou seja, podem gerar qualquer
célula do organismo adulto.



A disponibilidade de células ES e EG humanas abriu horizontes impensáveis para a medicina, mas também trouxe complexos problemas ético-religiosos.
Se já podemos imaginar o cultivo de células ES humanas gerando
neurônios em cultura, que substituiriam células nervosas danificadas
em doenças como as de Parkinson e de Alzheimer, não podemos
esquecer que esse cultivo é feito a partir de células retiradas de embriões humanos, e para isso eles precisam ser sacrificados. Além
disso, com a disponibilidade de células ES humanas e com as experiências de transferência nuclear, a clonagem de seres humanos tornou-se uma possibilidade cada vez mais real.



Diante de questões tão polêmicas, é preciso que a sociedade como um todo se manifeste, através de seus legisladores, e defina o que é socialmente aceitável no uso de células-tronco embrionárias humanas para fins médicos. Inaceitável é impedir o progresso científico baseado na premissa de que o uso do conhecimento pode infringir conceitos religiosos ou morais. O Congresso dos Estados Unidos parece ter chegado a essa conclusão ao autorizar recentemente o uso de células ES humanas nas pesquisas financiadas pelo National Institutes of Health (NIH).


Fonte: www.educacaopublica.rj.gov.br

Pesquisas com Células Tronco

José Roberto Goldim



As novas pesquisas com células tronco, ou também denominadas de células-mãe ou ainda células estaminais, têm despertado um grande debate. O primeiro relato de pesquisa em células tronco utilizando células embrionárias humanas foi publicado em 1998 pela equipe do Prof. James A. Thomson, da Universidade de Wisconsin/EUA. Neste mesmo ano, a equipe do Prof. John D. Gearhart, da Universidade Johns Hopkins, realizou pesquisas com células tronco fetais humanas.Vários segmentos da população tem assumido uma posição contrária a este tipo de pesquisas, pois afirmam que o bem da sociedade não pode ser obtido a partir da morte de alguns indivíduos, mesmo que ainda em fase embrionária. A Igreja Católica Romana tem defendido esta posição, igualmente aceita por muitos cientistas e filósofos não vinculados a ela, de que a vida de uma pessoa tem início na fecundação, desta forma não há justificativa eticamente adequada para tal tipo de pesquisa. A Igreja da Escócia, de orientação cristã protestante, também defende esta mesma posição, mas aceita, desde 1996, a realização de pesquisas com embriões, desde tenha por objetivo solucionar situações de infertilidade ou decorrentes de doenças genéticas. Este posicionamento de defender o primado do indivíduo sobre a sociedade remonta a Claude Bernard, que afirmou em 1852, que:
O princípio da moralidade médica e cirúrgica é nunca realizar um experimento no ser humano que possa causar-lhe dano, de qualquer magnitude, ainda que o resultado seja altamente vantajoso para a sociedade. 
O potencial de aplicações médicas desta nova fronteira de conhecimento - a utilização de células tronco para produzirem materiais biológicos - tem sido utilizado como justificativa moral para esta prática. Os que defendem a realização de pesquisas com células tronco embrionárias humanas utilizam o raciocínio moral de que um bem social, que será útil para muitas pessoas que sofrem de doenças hoje incuráveis, se sobrepõe ao de um indivíduo. Ainda mais quando este indivíduo é um embrião em fases iniciais. Muitas pessoas não reconhecem o status de indivíduo para os embriões em estágios iniciais, tanto que utilizam a denominação de pré-embrião, que foi proposta no Relatório Warnock, em 1984. Várias personalidades do meio político, artístico e científico tem se posicionado neste sentido. O Prof. Paul Berg, criador da técnica do DNA recombinante e propositor da moratória de pesquisas de Asilomar, única que efetivamente teve seu resultado atingido, defende a idéia de que os embriões congelados e não utilizados para fins reprodutivos, quando atingirem o limite de sua validade de uso legal devem servir como material para pesquisas. Esta posição, de que o bem da sociedade pode estar acima do indivídual já havia sido proposta por Charles Nicolle, que foi diretor do Instituto Pasteur, na Tunísia. Uma citação utilizada por Tereza R. Vieira exemplifica esta posição:
A consciência humana, as leis, a humanidade, a consciência dos médicos condenam a experimentação no homem, mas ... ela é sempre feita, se faz e se fará por ser indispensável ao progresso da ciência médica para o bem da humanidade.
O impedimento de utilizar embriões neste tipo de pesquisa não inviabiliza a investigação do uso de células tronco para fins terapêuticos. As células tronco, ou stem cells, podem ser obtidas de outras fontes que não embriões. Em experimentos animais já foi possível obter células diferenciadas de fígado. Estas pesquisas também podem ser realizadas com células obtidas a partir da medula óssea humana ou de células de cordão umbilical. O argumento utilizado é que a s células embrionárias são mais promissoras. A utilização de células tronco adultas com o objetivo de recuperar tecido miocárdico já esta sendo realizada em seres humanos em vários centros de pesquisa.


Em agosto de 2000, o Reino Unido aprovou a realização destas pesquisas em embriões. As regras norte-americanas atuais são mais restritivas que as britânicas, contendo, inclusive, algumas incoerências morais. Uma delas é a de permitir o uso de células embrionárias provenientes de embriões produzidos específicamente para este fim, desde que as mesmas sejam retiradas em laboratórios sem subvenção federal norte-americana. Esta posição repete a já ocorrida anteriormente na década de 1970, quando foi proibida a utilização de recursos federais para pesquisas em embriões visando a reprodução assistida. Esta proibição não impediu a realização de pesquisas nesta área e forçou a migração de pesquisadores para laboratórios privados e para o exterior. A proposta preliminar destas diretrizes foram discutidas com a população norte-americana desde dezembro de 1999. A Igreja Católica reiterou a sua condenação para tal tipo de liberação, considerando estas pesquisas como "ilícitas". Na Austrália foi proposta uma lei que propõe apenas a utilização de células embrionários oriundas de embriões gerados para fins reprodutivos antes de 5 de abril de 2002 e não utilizados. Será proibida a clonagem terapêutica e reprodutiva, assim como a geração de quimeras humanas ou a produção de embriões com material genético oriundo de mais de duas pessoas. A Costa Rica, por sua vez, não aceita qualquer tipo de pesquisa em embrião. No Brasil, a Lei de Biossegurança incluiu a questão da pesquisa em células tronco, em uma legislação bastante confusa. Por esta Lei, é possível utilizar embriões produzidos para fins reprodutivos e que já estavam congelados anteriormente a 2005. São diferentes reações frente ao desconhecido, incerteza e risco dos novos conhecimentos. O que chama a atenção é a utilização de duplo-standard, ou seja, utilizar critérios diferentes para situações iguais, ferindo o Princípio da Justiça.


Ao longo de 2001 foram publicados vários artigos em diferentes periódicos leigos e de divulgação científica defendendo e negando a pesquisa em células tronco embrionárias. Na revista Correio da UNESCO foi publicado um artigo sobre o tema com uma grande preocupação sobre a possibilidade de envolvimento econômico na obtenção de gametas e embriões para a produção de células tronco. A revista TIME, de 25 de junho de 2001, publicou um artigo defendendo a pesquisa em células tronco embrionárias, assim como o New York Times, que dedicou um editorial neste sentido em 15 de julho de 2001.


A surpresa foi a publicação de um artigo científico em julho de 2001, na revista Fertility and Sterility, apresentando os resultados de uma pesquisa com células tronco embrionários realizada com óvulos e espermatozóides obtidos para fins não reprodutivos. Os pesquisadores pagaram US$1.000,00 para as mulheres que cederam seus óvulos e US$50,00 para os homens que cederam espermatozóides. O investigador principal Gary Hodgen já havia abandonado o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, quando houve a proibição para pesquisa em embriões para fins reprodutivos, indo trabalhar no Jones Institute for Reproductive Medicine, vinculado a Eastern Virginia Medical School, em Norfolk, Virginia/EUA. O Prof. Hodgen, a exemplo do Prof. Thomson, já publicou 351 artigos na área de reprodução humana e de primatas desde 1967.


Esta pesquisa, que evidencia que a barreira da produção de embriões sem finalidade reprodutiva para produzir células tronco foi rompida, inclusive com a remuneração pela cessão dos gametas necessários. A possibilidade de que as células geradas tenham sido produzidas por partenogênese só agrega mais pontos de discussão e não atenua a situação. Isto demonstra claramente o efeito slippery slope. De acordo com este conceito, pequenas concessões podem gerar consequências imprevisíveis.


Recentemente, as pesquisas com células-tronco tiveram inúmeras situações que atestam os riscos de espetacularizar a Ciência e o conhecimento humano. A utilização de falsas promessas, como argumento para aprovação de documentos legais, a divulgação de resultados de pesquisa fraudulentos e a venda de produtos sem comprovação médíco-científica, se aproveitando do desespero de pacientes ou de seus familiares têm demonstrado o quão importante é o papel do controle social nas questões de saúde e pesquisa em saúde.


Várias questões éticas permanecem na área da pesquisa em células tronco embrionárias:
  • É adequado utilizar embriões produzidos para fins reprodutivos e não utilizados, cujos prazos legais de utilização foram ultrapassados, para gerar células tronco embrionárias ?

  • É aceitável produzir embriões humanos sem finalidade reprodutiva apenas para produzir células tronco ?

  • A justificativa da necessidade de desenvolver novas terapêuticas está acima da vida dos embriões produzidos para este fim ?

  • Por que não incentivar as pesquisas utilizando células tronco obtidas de outras formas, que também tem demonstrado bom potencial ?

  • É aceitável a utilização de óvulos não humanos para servirem substrato biológico para pesquisas em células tronco humanas, desconhecendo-se os riscos envolvidos neste tipo de procedimento ?

  • É justo criar um clima de expectativa para pacientes e familiares de pacientes sobre a possibilidade de uso terapêutico de células que sequer foram testadas em experimentos básicos ?


Bernard C. An introduction to the study of experimental medicine. New York: Dover, 1957:101. (original publicado em 1852)Vieira TR. Bioética e Direito. São Paulo: Jurídica Brasileira, 1999:117.


Pesquisa em Embriões
Material de Apoio - Genética
Material de Apoio - Pesquisa
Página de Abertura - Bioética-Texto incluído em 16/08/2002 e atualizado em 28/02/2006
(c)Goldim/2002-2006Fonte: http://www.ufrgs.br/bioetica/celtron.htm

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Argumentos insensatos a favor do aborto

Post em 03.05.07

Argumentos insensatos a favor do aborto
e
Outras considerações sobre o aborto.


Argumentos insensatos a favor do aborto

Não estou fazendo jogo da Igreja Católica, não sou submisso a ela, apesar de respeitá-la como a todas as religiões, porque a questão do aborto não se restringe a interesses religiosos. É uma questão de vida, e a vida está muito além das conveniências religiosas. Portanto, peço aos aborteiros que não confundam os meus argumentos com discurso religioso.
          As pessoas que são a favor do assassinato de crianças no ventre da mãe, utilizam-se de um argumento que, na ótica delas, é muito forte, para justificar a legalização desse hediondo crime no Brasil.
"Temos que legalizar o aborto no Brasil, para evitar que muitas mulheres continuem morrendo nas clínicas clandestinas, nas mãos de aborteiros desqualificados e despreparados que procedem a operação em ambientes anti-higiênicos, sem assepsia e sem os cuidados médicos elementares".
 Imaginando que essas pessoas sejam inteligentes, raciocinam e estão prontas e preparadas para o debate, eu gostaria de contra argumentar com elas, fazendo a primeira pergunta:
Quando uma determinada coisa é legalizada no Brasil, implica em que, necessariamente, nada seja praticado ilegal e criminosamente em relação àquela coisa.
A minha pergunta é pertinente porque, pela lógica delas, dá-se a impressão de que ao ser legalizado o aborto no Brasil todas as mulheres brasileiras que desejarem abortar, inclusive as pobres, terão tratamento digno, em clínicas muito bem equipadas, limpas, com médicos sempre a disposição e corpo de enfermagem a postos, sem problema nenhum.
É muito engraçada essa suposição delas, porque o Brasil inteiro sabe que os brasileiros pobres quando necessitam de atendimento médico travam lutas terríveis para conseguirem assistência, milhares de pessoas ficam, diariamente, madrugadas inteiras nas filas do SUS, muitas vezes em baixo de frio, a fim de conseguirem marcar consultas.
Será que as mulheres que desejarão abortar, depois da tal legalização, não enfrentarão fila nenhuma e terão tratamento em nível 5 estrelas?
Até mesmo as classes sociais que podem pagar um plano de saúde enfrentam problemas, pelas dificuldades de marcarem consultas, serem obrigadas a tirarem autorizações para fazerem determinados exames e outros processos burocráticos terríveis.
Mas para a mulher que desejar fazer aborto, depois de legalizado, obviamente, nada disto acontecerá?
Quer dizer então que quem precisar de uma operação de catarata, extração de pedras nos rins ou na vesícula, apendicite, ortopédicas e de qualquer outra especialidade médica vai continuar enfrentando as mesmas deficiências visíveis do sistema público de saúde brasileiro, precário e até desumano, mas mulher que precisará de aborto não, elas terão prioridade, só porque a coisa estará legalizada no País?
A fabricação de medicamentos é legal no Brasil, no entanto o fato desta legalização não impediu que os criminosos continuassem a agir e a indústria clandestina continua a fabricar remédios falsificados, que matam milhares de brasileiros.
Mas os aborteiros continuam a querer iludir o Brasil, achando que o fato de legalizar este crime, vai impedir que mulheres morram nas mãos de clandestinos.
 
Analisemos outros aspectos, meus amigos a minhas amigas:
 
No Brasil é legal a fabricação de cigarros, no entanto continua a circular pelo país o cigarro falsificado que faz mais mal que o "legítimo".
É legal a fabricação de wisky, no entanto continua a existir wisky falsificado que faz mais mal que o "legítimo".  
É legal a fabricação de CDs e DVDs, no entanto existe uma máfia enorme de falsificação de CDs e DVDs, que prolifera no País inteiro, de Norte a Sul, e consta até que alimenta o crime organizado.
Emissoras de rádio e televisões são legais no Brasil, no entanto existem inúmeras rádios e televisões piratas.
Outro fato incontestável:
Um determinado tênis legítimo custa 300 reais, por exemplo. Mas a clandestinidade continua falsificando e cobrando apenas 50 reais por um que também calça o pé.
Um programa de computador legal, como o Windows, custa mais de 400 reais. No entanto, o fato de ter legalizado, não impede que exista o falsificado que é vendido em CD por apenas 10 reais.
Enfim, existem incontáveis coisas legalizadas no Brasil, mas todo mundo sabe que existem também essas mesmas coisas que são feitas na clandestinidade, sem qualidade, nas mãos de bandidos e sonegadores.
 
Agora, utilizemos a nossa inteligência e questionemos:
Por que somente o aborto, ao ser legalizado no Brasil, deixará de ter a sua prática feita por clandestinos, por despreparados e por ilegais?
Com ele legalizado os médicos vão cobrar, obviamente, pelas operações, do mesmo jeito que cobram por vários outros procedimentos cirúrgicos, como lipoaspiração, plásticas para aumentar seios, bundas, correções estéticas etc., em valores que não saem por menos de 3.000 reais.
Será que eles, os médicos, farão abortos de graça, só porque a prática estará legalizada no Brasil, para que não morra mais mulher nenhuma nas mãos de clandestinos?
Você acredita que, depois da tal legalização, toda mulher, principalmente as pobres terão três mil, quatro mil, cinco mil reais para pagar um médico e uma clínica segura?
Será que aquela senhora aborteira, que cobra cem reais, vai deixar de existir, só porque a coisa estará legalizada?
          
Ainda tem outro aspecto que eu gostaria de argumentar com esses defensores do assassinato das crianças no ventre das mães:
 
Será que deveríamos tornar legal, também, a venda da cocaína, da maconha e de  todas as drogas por crianças em nosso país, sob a argumentação de que essa legalização tem que ser feita, pelo fato dos traficantes utilizarem crianças para passarem as drogas para as pessoas? Muitas dessas crianças são mortas, por diversos motivos: Quando dizem que não querem mais fazer aquele tipo de serviço, quando não prestam conta de todo o dinheiro, mesmo perdendo o dinheiro ou sendo assaltadas, quando dizem para alguém pra quem elas trabalham, etc...
Tem a solução para isto: basta legalizar a venda de drogas pelas crianças!
Tem sentido isto?????????
Existe outro problema no Brasil!
Alguns brasileiros que se servem para traficar drogas, engolindo a cocaína em saquinhos plásticos, conduzindo-os no estômago e nos intestinos, pra não serem pegos pela Polícia Federal. Acontece que vários deles morrem intoxicados quando um desses saquinhos rasgam.
Que pena destes pobres brasileiros. Tá vendo? Eles estão morrendo porque não legalizaram o tráfico de drogas. Temos que legalizar a droga para evitar essas mortes!!!
O governo poderia muito bem legalizar uma determinada quota de cocaína, para que brasileiros pudessem viajar legalmente, sem serem incomodados pela polícia federal nos aeroportos, conduzindo uma determinada quota, em quilos, para o exterior, não é verdade?
Isto evitaria muitas mortes.
Teria sentido?
 
Enfim, gente, este argumento aborteiro que diz que a legalização desse assassinato no Brasil vai impedir que mulheres morram na mão da ilegalidade é frágil, inconsistente, idiota e irracional.
Não tem o menor sentido porque as clínicas clandestinas continuarão a existir do mesmo jeito e, muito pelo contrário, vão surgir muito mais aborteiros desqualificados, porque aí muitas pessoas que gostariam de fazer esse servicinho pra ganhar 100 reais, mas não fazem hoje, com medo da polícia, vão querer entrar no negócio, porque não vão precisar mais de ter o medo, já que a coisa deixará de ser ilegal no Brasil.
Morrerá muito mais mulheres.
 
Peço que vocês raciocinem, tenham bom senso e libertem-se de sentimentos tão cruéis, senhores aborteiros.
Sei que existe muita ignorância na maioria das criaturas, sobretudo em relação ao micro e ao macro, porque está fora da capacidade de raciocinar de muita gente.
Por incrível que pareça, vivemos em um mundo onde ainda há quem acredite que a Terra é o centro do Universo, que as estrelas são simplesmente luzinhas para iluminar as noites do nosso insignificante Planetinha, conforme ensinam as religiões tradicionais, desconhecendo totalmente o que vem a significar as palavras "galáxias", "anos luz", "macro cosmo" etc...
Esta mesma ignorância, que desconhece o macro, desconhece também o micro, sem a menor condição de dimensionar nada.
É aquela história do "só acredito naquilo que eu posso ver e pegar".   
Daí muita gente ainda afirmar que uma criança em dimensão micro não é gente, não tem sentimentos, não tem vida e, enfim, não significa nada, portanto, pode ser assassinada, do mesmo jeito que matamos uma pequenina pulga ou um mosquitinho.
Essa cegueira cultural e carência de conhecimentos gera uma incapacidade de saber que um feto com quatro semanas de vida já tem DNA com tudo registrado, cor de olhos definida, cor de cabelos, coração pulsando, cor da pele e toda a programação de um ser humano.
E aí esses defensores do assassinato dos fetos são colocados em cheque-mate, a partir do momento em que, nos seus orgulhos, querem afirmar que não são ignorantes, não são analfabetos nestas questões que apontamos, que têm conhecimentos, culturas e até níveis superiores, implicitamente se auto denunciando, por conseqüência, como pessoas frias, cruéis, egoístas, covardes e assassinas mesmo.
Claro. Se tem conhecimento e fazem o mal, sabendo o que estão fazendo, são mais culpados ainda, mais criminosos e sem vergonha ainda.
         
Mas vamos considerar, também, outros argumentos utilizados pelos defensores do aborto:
 
Temos que lutar pelo "Direito que a mulher tem ao seu próprio corpo".
 
Acontece que o corpo da criança não é o corpo da mãe. É preciso que todos atentemos para isto. Identifica-se aí, mais uma vez, o quanto algumas pessoas são ignorantes. É daí que vem a estúpida idéia de que retirar um feto é como se fosse retirar uma pelezinha, uma espinha, uma verruga ou algo estranho que surge em nosso corpo, como pedras dos rins ou da vesícula etc.
Portanto, ter direito ao seu corpo é uma coisa, ter direito ao corpo do filho é outra.
 
A inconseqüência de um deputado da Bahia
 
Consta que um deputado da Bahia, chamado Marcelino Galo, que é presidente do PT daquele Estado, move um processo para expulsar do partido o também Deputado Luiz Carlos Bassuma, também do PT, pelo fato deste estar lutando a favor da vida, ser contra o aborto, dar entrevistas em jornais contra a legalização do aborto e presidir uma comissão nacional em defesa da vida, sob a argumentação de que o Bassuma está contrariando a posição do partido o que, segundo o Marcelino Galo, deixa bem claro que o PT é a favor do aborto, ou seja, endossa a idéia de assassinar crianças no ventre da mãe.
Vejam bem: Não sou contra o PT nem contra partido nenhum, da mesma forma que não sou a favor de nenhum deles. Quem identifica esta posição do seu partido é um seu próprio presidente estadual, no caso o da Bahia, não eu.
Mas o que quero enfocar aqui é o rigor, a pressão e a prepotência desse deputado em relação ao seu colega Luiz Bassuma, que é um homem da mais alta dignidade, caráter, moral, decência, honestidade, bons princípios e valores espirituais não muito comuns no meio político, por uma "grave delito" que ele está cometendo: Lutar pela vida.
Desculpem-me, por favor, ter que usar o meu estilo: mas será que um sem vergonha de um deputado desse utilizou-se do mesmo rigor, da mesma prepotência e da mesma energia que está agora usando contra o Bassuma, em relação a outros elementos do mesmo PT, nos recentes escândalos mostrados no Brasil inteiro nos últimos tempos, como os Delúbios, os Silvinhos, os portadores dos dólares da cueca e vários outros que comprovadamente estiveram envolvidos nas mais sórdidas safadezas da política brasileira, junto com outros canalhas de outros partidos?
Será que esse deputado pensa que todo mundo é besta, neste País?
Esta atitude identifica o quanto audaciosos são aqueles que, por natureza, são frios e insensíveis em relação à vida. Quem não tem compromisso com a vida, implicitamente não tem também com a moralidade, decência, dignidade e amor, por isto que ele utiliza-se de tanto rigor contra o Luiz Bassuma que, em vez de se enriquecer com a política, levar vantagens com o mandato de deputado federal, envolver-se nas mais sórdidas estratégias de levar vantagem como muitos políticos fazem, prefere manter-se íntegro na decência e na coerência humana, lutando apenas para que não assassinem inocentes.        
           
E, para concluir, quero sugerir ao defensor ou defensora do aborto, que veja este filme aqui que tenho no site do meu projeto, chamado "O Grito Silencioso", bem como o outro filme que vem logo a seguir, quando, observamos a luta desesperada do bebê contra os ferros e os sugadores covardes dos aborteiros, pulando de um lado para outro no ventre materno, pedindo socorro sem que ninguém o escute: Clique aqui para ver o filme.
Depois de ver o filme, responda com toda sinceridade e honestidade:
Se fosse você, que estivesse no ventre da sua mãe, gostaria que alguém fizesse aquilo contigo, arrancando os seus braços, pernas, cabeça e estraçalhando todo o seu corpo, para depois jogar os seus restos mortais, friamente, numa lata de lixo?
 
Lutemos todos pela vida, sem demagogia, sem hipocrisia e sem falso moralismo. Repito que não estou fazendo nenhum discurso igrejeiro, porque a questão do aborto não se resume a interesses apenas da Igreja Católica e sim a direitos humanos.
Tomemos juízo, Brasil, e não deixemos que esta mancha moral marque com sangue a nossa história porque, certamente, as conseqüência espirituais para a nossa Nação serão terríveis.
 
         Abraços a todos.
 
                                        Alamar Régis Carvalho
                                             Analista de Sistemas e Escritor
                                                   alamar@redevisao.net
                                                    ORKUT "alamarregis"
   
 

Outras considerações sobre o aborto

Ainda dentro daquele argumento utilizado pelos aborteiros, ou abortistas, que diz o seguinte:
"Temos que legalizar o aborto no Brasil, para evitar que muitas mulheres continuem morrendo nas clínicas clandestinas, nas mãos de pessoas desqualificadas e despreparados que procedem a operação em ambientes anti-higiênicos, sem assepsia e sem os cuidados médicos elementares".
Já demonstramos, em artigo anterior, que a legalização do assassinato do feto, pelo aborto, não vai fazer com que o serviço público de saúde dê atendimento 5 estrelas para as mulheres, principalmente as pobres, que desejarem abortar "legalmente" no Brasil. É ilusão achar isto, já que cirurgia nenhuma é conseguida facilmente por pobre neste país, ainda mais em condições confortáveis e dignas nos hospitais. O que se vê demais é muita gente abandonada nos corredores dos hospitais públicos, deste país, sem leito, sem atendimentos até mesmo de pronto socorro.
Se para o pobre conseguir uma simples consulta não é fácil e ele tem que enfrentar madrugadas de filas do SUS, imagine conseguir cirurgia.
Podemos ter certeza, absoluta, que com as mulheres que desejarão abortar não será diferente, elas continuarão a morrer sem atendimento.
Mas tem um outro aspecto aí, que os adeptos do assassinato dos bebês no ventre da mãe desconhecem ou fingem que não conhecem:
A grande maioria dos abortos não acontece com mulheres já casadas que, por um lapso qualquer, engravidaram sem desejarem o filho.
Eles acontecem exatamente em meninas jovens, adolescentes, muitas delas de menor, com 16, 15 e até 14 anos que, na inexperiência natural da juventude, mantiveram relações sexuais com seus namorados, talvez não estivessem em período fértil na primeira vez, mas gostaram, já que o sexo é de fato gostoso e nenhum de nós pode continuar a usar a hipocrisia de ignorar isto, e continuaram, continuaram até que coincidiu com o período que proporcionou a gravidez.
Agora, gente, veja bem o que acontece, todo mundo sabe que acontece e não se resume apenas numa opinião pessoal do Alamar:
A grande maioria das meninas que engravidam desta forma se vê num drama terrível que é a possibilidade da sua mãe, do seu pai e dos seus parentes descobrirem que ela já "perdeu" a sua virgindade (impressionante, mas ainda existe mulher que acha que virgindade é coisa que tem alguma utilidade, a ponto de dizer que perdeu. A gente só perde algo que serve pra alguma coisa) e, pior ainda, que ela está grávida.
Mesmo num mundo moderno e mais liberal como o atual, não é qualquer menina que tem uma relação muito próxima com a mãe, pelo menos com ela, para se abrir e dizer o que está realmente acontecendo. Também, não é qualquer mãe que tem preparo suficiente para enfrentar uma gravidez de uma filha que mal saiu da infância.
Dispamo-nos da hipocrisia e perguntemos:
Que atitude normalmente estas meninas tomam?
Recorrem ao próprio namorado e as coleguinhas de colégio, (todos tão inexperientes quanto ela) em busca daquela que, na sua ótica, é a única alternativa que ela tem, que é retirar o filho.
Todos, em solidariedade, vão dar um jeito pra juntar algum dinheiro para pagar alguma aborteira ou aborteiro.
As vezes roubam do próprio pai ou da mãe. Queiram ou não, esta é uma realidade.
Conheço casos de meninas que, sem alternativa, tiveram que se submeter a fazerem sexo, também, com homens que prometeram arcar com os custos da operação, caso elas saíssem com eles. Existe isto aos montes, já que gente que se aproveita das situações difíceis dos outros tem demais.
Agora questionemos:
Façamos de conta que o assassinato dos bebês pelo aborto foi legalizado no Brasil.
Você acha que esta mesma menina procuraria o médico da família, que normalmente conhece o seu pai e a sua mãe e que, sem dúvida alguma, falaria com eles?
Ela, sendo de menor, iria conseguir internar-se em uma clínica ou hospital sem autorização e conhecimento dos seus responsáveis? Qual administração de hospital ou clínica seria tão maluca em assumir uma responsabilidade dessa? E se a menina tivesse uma complicação qualquer e seu quadro evoluísse a óbito?
Ainda que conseguisse a aquiescência de um hospital ou clínica, ela conseguiria o dinheiro suficiente para pagar um procedimento que normalmente requer anestesista, corpo de enfermagem, internação e tudo, o que não é barato?
Claro que não! Ela continuaria a procurar pelos aborteiros clandestinos que são muito mais baratos e absolutamente sigilosos. A mãe e o pai nem tomariam conhecimento, porque, como muitas fazem, nem vão para casa, recorrendo às desculpas de que precisam estudar para provas na casa de uma colega onde vão dormir hoje e amanhã, que é o período em que ela ainda está convalescendo da operação.
Mas temos, ainda, um outro argumento a considerar:
Vamos que a menina não consiga o dinheiro com a ajuda desses "amigos" e se vê obrigada a dizer para a mãe que, mesmo decepcionada, chateada e desgostosa se vê obrigada a tomar uma providência urgente, porque não quer que os outros saibam que a sua filhinha de apenas 15 anos "perdeu" a virgindade e muito menos que está grávida.
Já imaginou o que a tia Maria vai dizer, quando souber? Logo ela que é uma fofoqueira de marca maior? Já imaginou a ação da língua da vizinhança?
Muitas mães escondem o fato até mesmo do próprio pai da menina.
O que elas vão fazer? Procurar uma clínica ou um hospital conhecido? Vai pedir dinheiro para o marido, pra bancar a clínica ou hospital? Uai, não pode conseguir o dinheiro, porque a maioria das famílias brasileiras é pobre e não tem como levantar um dinheiro desse assim, em cima da hora.
Ainda que pudessem ir à clínica, iriam?
Claro que não. Pode ser que apareça alguém conhecido lá que possa ver, descobrir e botar a boca no mundo.
Então elas vão optar, não tenhamos a menor dúvida, pelas aborteiras clandestinas, a menina volta para casa no mesmo dia, antes do pai chegar do trabalho, a mãe enfia ela no quarto, onde raramente o pai entra e, no máximo, diz que ela sentiu uma indisposição alimentar e pronto.
Esta é a realidade, gente!!!
E tem também os casos de mulheres que se engravidam de homens casados! Casados com outras, muitas vezes conhecidas suas.
Será que os homens brasileiros são tão conscientes assim, a ponto de refletirem em cima das suas responsabilidades e correrem em busca de dinheiro grande pra bancar uma clínica ou hospital habilitado, numa situação dessa?
Uma minoria muito inexpressiva tem essa consciência.
Só que, neste universo pequeno, a grande maioria não tem dinheiro sobrando pra arcar com uma coisa desta que lhe pegou de surpresa.
- "Há, mas eu não posso deixar a minha amiga numa situação desta. Vou recorrer a um banco e tomar um empréstimo".
Não dá, meu amigo, o seu nome está no SPC e na SERASA e banco nenhum vai lhe emprestar dinheiro.     
- "É, meu amor, eu tentei, fiz de tudo e não consegui. O máximo que tenho é 150 reais, que só dá pra pagar a aborteira, dona Ruth. Não temos outro jeito".
É assim que acontece e vai continuar acontecendo no Brasil, seja legal ou não a prática do assassinato de bebês no ventre materno.
Diante destes fatos, alertemos o Brasil para que não se deixe iludir diante dos argumentos insensatos e insensíveis dessas pessoas frias, egoístas e desumanas que querem oficializar o holocausto dos fetos em nosso País.
Os abortos clandestinos continuarão a acontecer do mesmo jeito e não diminuirão mesmo. Muito pelo contrário, devem crescer porque muitas pessoas que gostariam de praticar a profissão de aborteiro e não fazem hoje, com medo da polícia, estarão livres para entrar nesse lucrativo mercado, funcionando normalmente, como aquelas pessoas que aplicam injeções e aplicam soros em casa.
Repito, como disse na matéria anterior: Não estou aqui fazendo jogo da Igreja Católica e nem de religião nenhuma. Primeiro porque não sou submisso a religião qualquer que seja, segundo, pelo mais importante: A questão do aborto não é um problema religioso, é um problema DE VIDA, muito além das religiões.
Façamos ao nosso próximo o que gostaríamos que os outros fizessem conosco, nos ensinou o homem mais extraordinário que Deus já colocou na Terra, que nada tem a ver com religião nenhuma.
Sintonizemo-nos então, com essa personalidade notável que é modelo para todos nós e perguntemos:
"Senhor. Se tu estivesses no lugar de alguém para decidir pela vida ou pela morte de uma pequenina criança, o que farias?"
Façamos conforme a resposta dele.
 
               Abraços a todos.
 
                                        Alamar Régis Carvalho
                                             Analista de Sistemas e Escritor
                                                   alamar@redevisao.net
                                                    ORKUT "alamarregis"  



domingo, 22 de abril de 2007

A saúde da garganta

Especialistas alertam para os vilões da voz

Redação O Estado do Paraná [22/04/2007]

Sintomas como rouquidão, pigarro e dor ao engolir devem ser dignos de mais atenção por parte dos brasileiros. O motivo é que, segundo os médicos, pouca gente dá importância a esses problemas de voz - geralmente associados a nódulos nas pregas vocais, inflamações ou até um câncer na laringe. Por isso, como parte das programações da Semana Nacional da Voz, médicos e fonoaudiólogos da Santa Casa de Curitiba e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) reuniram-se ontem, no Sesc Boqueirão, para prestar atendimento gratuito à população na detecção dessas possíveis doenças.


Os vilões da voz são quase sempre o uso excessivo e de forma inadequada, aliado ao consumo de substâncias como álcool e cigarro. “Setenta por cento das pessoas que trabalham no Brasil têm a voz como instrumento. Desses, 20% o fazem de forma intensa. Esse público deve ser alvo de preocupação constante com a saúde vocal”, alerta o otorrinolaringologista Fabiano Gavazzoni.


Mas os dados mostram que a precaução não tem sido prioridade, o que posiciona o País como segundo do mundo em casos de câncer de laringe. “A cada ano, 15 mil novos casos são registrados; mas, enquanto em países desenvolvidos a taxa de cura é de 95%, no Brasil cerca de oito mil pessoas morrem com a doença todos os anos, mais de 50% dos casos detectados”, cita o médico.


Se pego em fase pré-maligna, o câncer tem 100% de chances de cura; se em fase inicial, mais de 90%. “Mas, a partir daí, as chances vão ficando cada vez menores”, enfatiza.


Lentidão


Outro empecilho para a cura do câncer de laringe é a demora na obtenção do exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O eletricista Clóvis Lima, que ontem submeteu-se a videolaringoscopia no Sesc, conta que há mais de três anos tentava agendar o exame no SUS. “Comecei a ter refluxo com oscilações na voz e dor para falar. Desde então, estou pedindo.” A oportunidade foi um alívio: “Graças a Deus não tenho nada, mas poderia ser uma doença grave”.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Grão de Bico no combate à depressão

O consumo grão-de-bico, que no Oriente Médio são muito usados para fazer uma pasta chamada "homus", produz sensação de bem-estar e até de felicidade, segundo um estudo de pesquisadores israelenses.




Os que consomem o prato não conseguem explicar o estado de bem-estar gerado pelo "homus", mas agora sabe-se por que, disse o arqueólogo Abi Gofer, que participou da pesquisa junto com outros três cientistas.




A causa dessa sensação é que contém um aminoácido conhecido como triptofeno, que, em grande quantidade, produz serotonina, substância responsável pela sensação de bem-estar.




Um prato de "homus" satisfaz amplamente o apetite e ajuda a dormir, disse Gofer, acrescentando que, no caso das mulheres, "contribui para a ovulação e para que fiquem grávidas com maior rapidez".




O grão-de-bico, alimento que gera bilhões de dólares nos países onde é amplamente consumido, "é comparável ao trigo" devido a sua importância alimentar, com um lugar na história "que se remonta a 10.000 anos", disse.A equipe de pesquisadores incluiu o doutor Zohar Kerem, especialista em alimentação; o botânico Simja Lev Idon e o chefe do curso de genética da Universidade Hebraica de Jerusalém, Shajal Abo.
Os cientistas chegaram à conclusão de que o grão-de-bico cultivado, ao contrário do selvagem, contém mais serotonina.




Os produtores que escolheram e cultivam a espécie mais conhecida não fizeram isso por simples casualidade, embora não entendessem cientificamente por que a ingestão produzia bem-estar e uma sensação de calma.




O mesmo aminoácido do grão-de-bico que causa a segregação da serotonina é o usado pela farmacologia moderna para produzir o popular antidepressivo Prozac.




Em geral, israelenses e árabes costumam comer "homus" diariamente, junto com pão árabe e uma pasta preparada com sementes de gergelim.




O professor Gofer disse que o preço e as vendas do grão-de-bico no mercado poderiam multiplicar-se em bilhões de dólares se fossem enriquecidos por meio da moderna genética vegetal.




Entre os grandes consumidores do grão-de-bico, além dos povos do Oriente Médio, estão a Índia e a Austrália.

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segunda-feira, 12 de março de 2007

Piada da plástica revolucionária

Sempre em busca de novos tratamentos para manter a pele jovem, a cinqüentona procura um médico.


- Doutor, estou muito preocupada com as rugas que estão aparecendo em meu rosto. O que devo fazer para acabar com elas?


- Olha, eu tenho um tratamento revolucionário para acabar com suas rugas.


- Mesmo? E como funciona, doutor?


- Eu coloco um parafuso no topo da sua cabeça, escondido no couro cabeludo. Toda vez que você notar rugas aparecendo, dê um pequeno giro no parafuso que a sua pele será puxada para cima e as rugas desaparecerão.


- Nossa! Mas que maravilha! Quero colocar o parafuso agora!


Seis meses de tratamento depois, a mulher volta para uma consulta:
- Doutor, essa técnica do parafuso é ótima. O único problema é que apareceram essas bolsas horríveis embaixo dos meus olhos. O senhor não me avisou sobre esse efeito colateral!


- Minha senhora, essas bolsas embaixo dos olhos são seus seios!
E se a senhora não deixar esse parafuso quieto, em 15 dias, a senhora vai ter barba!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Piada de sogra

A SOGRA!!!!

O marido chega em casa vindo do hospital, onde visitou sua sogra. Sua mulher pergunta:- Como esta a minha mãe?

O marido responde:

- Sua mãe está muito bem, saudável como um cavalo e ainda viverá por muito tempo. Na semana que vem ela receberá alta do hospital e virá morar conosco por muitos e muitos anos.

A mulher, surpresa, pergunta:

- Como pode ser? Ontem mesmo ela parecia estar no seu leito de morte e a equipe médica dizia que ela deveria ter poucos dias de vida!?

O marido responde:

- Eu não sei como estava ontem, mas hoje, quando perguntei ao médico sobre o estado de sua mãe, ele me respondeu que deveríamos nos preparar para o pior...

sábado, 24 de fevereiro de 2007

O exame de próstata e a vingança da esposa

Vinte anos de casado!Vinte anos. Ah, os vinte anos. De casados, claro!!!
Casamos novos.
Lua-de-mel, viagens, mobílias na casa alugada, prestações da casa própria e primeiro bebê.

Nos anos oitenta a moda era ter uma filmadora do Paraguai.

Sempre tinha um vizinho ou amigo contrabandista disposto a trazer aquela muambazinha por um preço módico.


Ela tinha vergonha, mas eu desejava eternizar aquele momento.
Irrompi na sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto filmava o parto do meu primeiro filho. Todo mundo que chegava lá em casa era obrigado a assistir o filme. Perdi a conta das cópias que fiz do parto e distribuí entre amigos, parentes e parentes dos amigos.
Meu filho e minha esposa eram o meu orgulho.
Três anos depois, novo parto, nova filmagem, nova crise de choro. Como ela categoricamente disse que não queria que eu filmasse, invadi a sala de parto mais uma vez com a câmera ao ombro. As pessoas que me conhecem sabem que havia apenas amor de pai e marido naquele ato.

O fato de fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu orgulho. Nada que se comparasse ao fato de ela, essa semana, invadir a sala do meu proctologista, câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata. Eu lá, com as pernas naquelas malditas braçadeiras, o cara com um dedo (ele jura que era só um!) quase na minha garganta e a mulher gritando:


- Ah! Doutoor! Que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita!
- Semana que vem estou enviando uma para o senhor!
Meus olhos saindo da órbita a fuzilaram, mas a dor era tanta que não conseguia falar. O miserável do médico girou o dedo e eu vi o teto a dois centímetros do meu nariz.


A mulher continuou a gritar, como um diretor de cinema:
- Isso, doutor... agora gire de novo, mais devagar. Vou dar um close agora...
Alcancei um sapato na mesa e joguei na maldita.

Agora, estou escrevendo este e-mail, pedindo aos amigos que receberem uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim. Eu pago o reembolso.

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