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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Computadores baratos - Cuidado!
















De: Alamar Régis Carvalho

Para: Germano

Assunto: Cuidado com computadores baratos


Germano: Neste e-mail eu passo algumas dicas aos meus amigos, principalmente com respeito aos computadores "baratos", vendidos em suaves prestações, sem entrada, pelo seu cartão de crédito. CUIDADO, é porcaria.








Ouçam o meu comentário de hoje na Central de Rádios Brasil - Mais de 200 emissoras AM e FM do Brasil, ligadas pelo Jornal Radio Fatos.




ATENÇÃO, AMIGOS: Em época de eleição, como estamos, é comum aparecerem e-mails com supostas mensagens vindas do Tribunal Eleitoral, com falsas informações de que o seu título de eleitor está com problemas. Cuidado, não abra as mensagens porque são vírus. O TSE nunca manda e-mail pra ninguém, assim como a Polícia Federal e a Receita Federal também nunca fazem comunicados via e-mail. NÃO ABRA, delete-os imediatamente.


ALERTA = A operadora de telefone da Net, que oferece aquele telefone que diz que se você ligar entre os telefones deles, a ligação fica de graça, não é bem assim. As vezes você tem que ligar para o número deles, para fazer algum tipo de reclamação, falar da sua conta, mudança de endereço ou qualquer coisa. Você terá a impressão de que estará falando de graça, por estar ligando de um telefone deles para eles mesmos, mas não é verdade. A ligação será tarifada e as telefonistas, como todas as atendentes de telefonia, enrolarão você, com o já famoso "vou estar passando a sua ligação para o setor X, Y ou Z". Fiquemos todos alertas.


HDTV e SET UP BOX = Chegaram ao mercado, finalmente, os set up box, mais baratos. Falo daqueles aparelhinhos que você tem que conectar no seu televisor para assistir às chamadas TVs digitais. Saiba que, se você comprar um aparelhinho daquele, pra usar no seu televisor comum, em casa, achando que vai conseguir ver a qualidade HDTV, pode tirar o cavalinho da chuva que não vai ver HDTV nenhum. O que vai ter é apenas uma melhoradazinha na qualidade de imagem e mais nada. Só conseguirá ver HDTV se o seu televisor for destes modernos, de alta resolução, com 1080 linhas, com entrada HDMI e, ainda, o seu set up box tiver também saída HDMI.


MODEM 3D PRA NOTEBOOK - Nenhum deles, entre os vendidos no Brasil, está tendo, ainda, a velocidade 3D, em que pese as propagandas falarem nisto e dando ênfase para essa tecnologia. A tecnologia existe, de fato, lá fora e funciona, mas aqui não tem nada a ver e continuam oferecendo uma velocidade, quando você compra e, quando você vai usar, é uma decepção..




Cuidado com os computadores baratos


Sei que nem todo mundo dispõe de dinheiro disponível, o suficiente, para comprar as coisas dentro da melhor qualidade que existe. É óbvio que todos nos gostaríamos de ter o melhor, mas... com a grana curta, infelizmente temos que recorrer somente àquilo que podemos comprar.

Mas tem gente que compra um produto ruim não somente por problema de “grana curta”, mas por desconhecimento mesmo do tipo da coisa, haja vista a realidade de que nem todo mundo tem que entender de tudo, cada um na sua especialidade, “cada macaco no seu galho”.

Partindo deste princípio, eu quero aqui, mais uma vez, contribuir com o meu grande universo de amigos naquilo que posso dizer que “é a minha praia”, a área que conheço bem... talvez nem tão bem assim, mas de uma certa forma eu sei que posso ajudar a outros que não conhecem quase nada.

Milhões de pessoas estão adquirindo computadores, contratando provedores de Internet banda larga e tudo isto, mas de forma absolutamente cega, confiando, em sua boa fé, naquilo que os vendedores das lojas estão lhe empurrando, mesmo sabendo que vendedores não tem interesses outros que não seja o de aumentar as suas comissões. Tem é que vender, vender, vender e vender e que se dane quem comprar. É o que as lojas exigem deles, no tal cumprimento das metas.

E você, consumidor, como é que fica?

Eu já escrevi sobre o assunto, mas nunca é demais falar novamente.

Tenha muito cuidado com o computador barato, aquele que é vendido sem entrada, em 12 prestações, no cartão, “sem juros” e na base do “leve agora”.

Não é só no campo dos computadores estas “facilidades”, é no campo de vários produtos, principalmente eletrodomésticos. Você compra aquela máquina de lavar, que custa apenas quatrocentos reais, ela funciona por 6 meses, de repente apresenta problema. Você reclama e é atendido, porque está “na garantia”. Seis meses depois pára novamente, você chama o técnico, mas a garantia, de apenas um ano, já passou e aí vem o orçamento para conserto: Quase o preço de uma máquina nova.

Não vou falar sobre as máquinas de lavar, geladeiras e fogões descartáveis que estão sendo vendidos, porque isto é coisa que todo mundo sabe, vou falar do que eu entendo, que são os computadores.

Cuidado com os computadores “baratos”!!!

O computador é um instrumento composto por várias placas dentro de uma caixa, um teclado, um mouse, um monitor e alguns outros periféricos, como a câmera, o scanner, a impressora, etc...

São muitos componentes que podem ser de qualidade boa, qualidade média e baixa qualidade.

A maioria dessas lojas, mesmo as mais famosas, quando oferecem aquele computador barato demais, com todas as “facilidades” de pagamentos, com certeza não está oferecendo coisa que presta, pode ter certeza.

É questão de raciocínio:

O que elas querem? Vender muito, não é verdade?

E pra o povo comprar muito, o que tem que existir?

Preço bem barato e dividido em suaves prestações, de preferência sem entrada, no cartão de crédito, não é assim?

Pois é. Já que falamos em raciocínio, raciocinemos:

Quando uma operadora de cartão de crédito ou uma financeira, do tipo destas sem vergonhas que existem aos montes em nosso país, parcelam um bem que você compra em suaves prestações e sem entrada, certamente elas estão cobrando, e muito, juros elevadíssimos pelo dinheiro que investem.

Imagine um computador que aquela loja famosa anuncia por R$ 999,99. (sempre existe esta palhaçada “engana trouxa” de cobrarem 999,99 quando na verdade seriam 1000 reais).

Desse valor ela tem que pagar um dinheirão para as financeiras, tem que pagar as comissões dos vendedores, tem que pagar os impostos e tem que retirar o seu lucro, não é assim?

Imagine o quanto vai sobrar para pagar o computador, em si, o preço dos seus componentes e a sua montagem. Vou chutar aqui na casa dos 400 reais.

E tem outra coisa: Quando eles entregam o computador já com o Windows instalado, eles têm que pagar também para a Microsoft, por conta deste sistema operacional.

Gente! Que qualidade de computador alguém vai conseguir montar ao preço de 400 reais?

É aí que está o problema.

Os componentes utilizados, invariavelmente, são os mais vagabundos possíveis!!!!!

O computador precisa de uma fonte de alimentação de energia: Existem fontes que suportam piques de energia elétrica (embora o estabilizador seja o instrumento usado para esse tipo de coisa), que são bem ventiladas e que são montadas com bons transformadores, mas existem outras que são feitas sem maiores preocupações com as variações de energia, com péssima ventilação e tudo o que for de pior.

Aí vem as placas:

A principal placa do computador, onde se “espetam” as outras, chama-se placa mãe (mother board). Nessa placa, existem chips e nesses chips existem programas que já vem de fábrica. Aí começa o problema: existem programas e “programas”.

Como a placa mãe, existe a qualidade da memória, do processador, do gabinete, do teclado, do mouse, dos componentes de som e de vídeo... enfim.

Pode ter certeza de que: Eles montam um verdadeiro conjunto de porcarias e o consumidor acha maravilhoso, porque é barato e se paga sem entrada, em suaves prestações pelo cartão de crédito!!!!

A placa mãe é o que há de pior, a memória é a que há de pior e todos os componentes representam o refugo do refugo que é feito na China.

Não demora e o teclado começará a falhar, o mouse também. O leitor de DVD começará a não ler mais os DVDs. Enfim, o abacaxi estará na sua mão.

Se você pretende, de verdade, comprar um computador já montado, que preste, prontinho, que funciona mesmo, sem que eu queira fazer propaganda de ninguém, porque meu objetivo aqui não é este, tente um da DELL, HP, Itautec ou uma dessas poderosas marcas mundialmente conhecidas. Se for notebook, pode ser uma dessas ou um Toshiba, Sony, etc... Geralmente são máquinas bem mais caras.

Mas se quer um computador bem mais em conta, aquele mais barato, faça o seguinte: Vá a uma boa loja de informática, de preferência uma que seja bem conceituada na sua cidade e você pode saber se o dono é gente confiável (existem muitos), e peça para ele o seguinte:

Eu quero que VOCÊ MONTE um computador para mim, mas que tenha BONS componentes: uma boa placa mãe, bons pentes de memórias, bom processador, bom gravador de CD/DVD, enfim, bom tudo.

Em vez dos 999,99 talvez você pagará uns 1.500 reais, mas em compensação poderá ter um computador para durar 5 anos, ao contrário da porcaria que talvez terá que jogar no lixo com menos de um ano.

E tem mais coisa: Se você precisa de um computador só para trabalho de escritório, usar um Word para escrever textos, fazer planilhas, usar um banco de dados, ver PowerPoint, entrar em MSN, ver vídeos etc... você não precisará, necessariamente, ter que pagar por um sistema operacional caro como o Windows, poderá pedir ao cara da loja de informática para montar com o sistema LINUX, pra você, que é um sistema DE GRAÇA. Terá joguinhos e todas aquelas frescurinhas de computador que muita gente gosta.

E tem mais coisa ainda: Um computador com sistema operacional Linux não pega esse monte de vírus que pega um com o Windows, que geralmente dá enormes dores de cabeças aos usuários.

Em qualquer lugar do País tem gente que sabe fazer isto. Tenha sempre um bom estabilizador em casa, mas cuidado com esses estabilizadores de 20 reais, porque não prestam. São nada mais do que grandes “benjamins”. Compre um BOM.


Sobre a Internet


Cuidado, também, na hora de contratar a famosa banda larga de Internet. Em princípio a maioria não é tão larga, o quanto propõem. Ainda tem a picaretagem, ou seja, a pouca vergonha que muito se pratica no Brasil, que é venderem a você uma determinada velocidade e lhe garantirem apenas 10% (dez por cento) dela. É como se você comprasse um quilo de arroz em um super mercado e, ao pagar no caixa, aparecer o gerente e dizer que você só poderá levar 100 gramas de arroz, embora com obrigação de pagar por um quilo.

Exija Internet com qualidade, porque este é um direito seu.

Cuidado com essas conversas fiadas das internets de 8 mega, 12 mega e até 30 mega. É mentira, nenhuma delas chega a essas velocidades. Não vamos muito longe: Me ligaram oferecendo-me uma tal Internet de 12 mega, em substituição a de 4 mega (que nunca chegou a tanto) que eu vinha utilizando há algum tempo. Teria uma diferença de preço a pagar na mensalidade e eu imaginei que, de fato, teria um aumento de velocidade. Contratei.

Ao passar um mês com ela, vi que não teve aumento nenhum. Só a conta veio maior. Cancelei.

Em São Paulo, capital, por exemplo, já existe uma operadora que diz garantir 90% (noventa por cento) da velocidade contratada. Já conversei com eles e disseram que garantem de direito e de fato, porque vem em contrato e o cliente pode conferir. Isto é maravilhoso, se for verdade. Creio que deva chegar logo em outras cidades.

Outra coisa: Não aceitar nenhuma operadora de banda larga que lhe obrigue a contratar, também, um provedor por fora, tendo obrigação de pagar por isto. O speedy da Telefônica adorava fazer isto. Você contratava a banda larga deles e era obrigado a contratar o Terra, Uol, Globo ou outro qualquer. Não vá nesta onda, porque você não tem que pagar provedor nenhum, a não ser que queira, de fato, ser assinante de um deles, para ter acesso ao seu conteúdo.

Se você quer, por exemplo, ver uma Web TV, na sua Internet, exija do seu provedor de banda larga que o seu download seja de, no mínimo, 200 kbps REAIS. As vezes você compra uma mega, mas tem hora que fica abaixo de 100 kbps, e não pode ser assim, exija velocidade REAL de, no mínimo, 200 kbps. Caso contrário a sua tv vai parar o tempo todo.

Espero que as informações tenham sido úteis.


Abração a todos.


Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas e Escritor

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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Células-tronco embrionárias - Entenda esse assunto

Células-tronco embrionárias - Entenda do assunto

Células-tronco embrionárias: por que tanta polêmica?


Helika Amemiya ChikuchiProfessora de biologia do ensino médioPós-graduanda do programa em Ensino de Ciências da USP


Notícias sobre a utilização das células-tronco embrionárias reapareceram com destaque nos jornais e revistas. Desta vez, o motivo é o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3510 contra a Lei da Biossegurança, sancionada em março de 2005. Esta Ação considera inconstitucional o artigo 5º da Lei da Biossegurança, que permite o uso, para fins de pesquisa e terapia, das células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos que foram produzidos por fertilização in-vitro, que são inviáveis ou que estão congelados há três anos ou mais nas clínicas de reprodução assistida, e cujos pais tenham dado o consentimento.


A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida estima que haja cerca de três a cinco mil embriões congelados, que poderiam ser utilizados nas pesquisas por obedecerem às exigências da Lei de Biossegurança. O simples descarte deles é proibido, mas ao mesmo tempo, não existe ainda legislação sobre o procedimento a ser adotado com os embriões velhos, considerados inviáveis para serem implantados, e que estão sendo mantidos congelados a -196°C desde o quinto dia após a fecundação.



O principal problema ético apontado pelos que condenam as pesquisas com as células-tronco embrionárias é de que as técnicas empregadas para obtê-las implicam na destruição do embrião humano. A Ação movida pela Procuradoria considera que o “embrião humano é vida humana” e se ampara no artigo 5º da Constituição brasileira que garante o direito inviolável à vida, o que significa que a permissão para uso dos embriões congelados seria, por isso, inconstitucional.



O julgamento da Ação contra a Lei da Biossegurança está dependendo, portanto, do Supremo Tribunal Federal estabelecer quando começa a vida humana. E esta é, sem dúvida, uma questão muito ampla, que não se restringe apenas aos seus aspectos biológicos.

Diante de tamanha complexidade, pela primeira vez na sua história, o Supremo Tribunal Federal promoveu uma audiência pública, ocorrida no dia 20 de abril, em que representantes da comunidade científica puderam dar as suas informações e opiniões sobre quando começa a vida humana.


Será que ela se inicia com a fecundação, quando surge o zigoto que tem uma identidade genética diferente da dos seus pais? Ou quando o embrião se prende na parede do útero, mais ou menos no sétimo dia após a fecundação? Ou quando se formam as estruturas que originarão o sistema nervoso, por volta do décimo-quarto dia? Ou ainda quando o coração começa a bater, em torno do vigésimo-primeiro dia?

Não existe um consenso sobre isso do ponto de vista científico e nem do religioso. A resposta, do ponto de vista jurídico brasileiro, só será conhecida depois que os juízes chegarem a uma conclusão.


Mas, afinal de contas, o que são células-tronco embrionárias?

Elas consistem em cerca de 30 células da massa interna do blastocisto, que é o embrião com de 4 a 6 dias, constituído por apenas cerca de 150 células. As primeiras células-tronco embrionárias humanas foram isoladas e cultivadas em 1998, por James Thomson e seus colegas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e desde então o interesse da comunidade científica mundial por elas só aumentou.


Tanto interesse vem do fato delas possuírem propriedades únicas: são indiferenciadas e não-especializadas, com uma elevada capacidade de proliferação, podendo gerar células que continuam indiferenciadas como também se diferenciarem e se especializarem em qualquer um dos mais de 220 tipos celulares do corpo humano.

O corpo de uma pessoa adulta é constituído de trilhões de células, algumas altamente especializadas, como as fibras musculares cardíacas e os neurônios, por exemplo. As células muito especializadas geralmente apresentam capacidade de reprodução bastante reduzida e por isso, quando são lesadas, a sua regeneração é muito difícil e, algumas vezes, quase impossível.


Se os pesquisadores descobrirem de que modo se promove a diferenciação das células-tronco embrionárias nos tipos específicos que o organismo estiver necessitando, diversas doenças poderão ser tratadas mais eficientemente, melhorando a qualidade de vida de muitos doentes. Por exemplo, se uma pessoa sofreu um acidente automobilístico e ficou tetraplégica devido a uma lesão medular, a terapia com células-tronco poderia possibilitar uma regeneração parcial ou total do tecido lesado, com a recuperação das funções perdidas.

Células-tronco também são encontradas na placenta, no sangue do cordão umbilical e em praticamente todos os tecidos do corpo: mas elas parecem ter menor capacidade de diferenciação e especialização do que as células-tronco embrionárias. Essas células são denominadas células-tronco adultas, com destaque para as hematopoiéticas, localizadas na medula óssea vermelha, e que têm sido muito utilizadas no tratamento de doenças como a leucemia, por exemplo.


A maior capacidade de diferenciação das células-tronco embrionárias é um dos argumentos usados na defesa de sua pesquisa: a compreensão dos mecanismos desse processo poderia contribuir para o desenvolvimento de novas técnicas que também aumentassem a capacidade de diferenciação das células tronco-adultas. Por outro lado, os que são contrários às pesquisas com embriões afirmam que já foram realizadas várias experiências demonstrando que as células tronco-embrionárias são instáveis e com tendência a produzirem tumores que crescem de maneira desordenada, formando diversos tecidos e que têm tendência à malignidade.

Até o momento, há muito mais dados experimentais obtidos com as células-tronco adultas. Especialmente nos tratamentos de lesões medulares, acidente vascular cerebral, infarto e doença de Chagas, os resultados obtidos têm sido bastante promissores. Mas é importante lembrar que essas pesquisas vêm sendo realizadas a mais tempo em todo o mundo porque, até recentemente, a utilização dos embriões humanos nas pesquisas com células-tronco eram proibidas em diversos países.


A maioria dos tratamentos com as células-tronco adultas utiliza uma técnica chamada de autotransplante, que consistem na retirada e re-injeção das células-tronco do próprio paciente. O grande problema, segundo os defensores das células-tronco embrionárias, é que o autotransplante é totalmente inútil para o tratamento de cerca de 5 milhões de brasileiros que apresentam doenças genéticas graves como a distrofia muscular de Duchenne e a esclerose lateral amiotrófica. Neste caso, o defeito genético está presente em todas as células do corpo, inclusive nas células-tronco e, portanto, para essas pessoas, o tratamento mais promissor poderia ser realmente o uso das células-tronco de um embrião não-portador do defeito genético.

A maioria das pesquisas com células-tronco tem menos de dez anos. Não parece razoável afirmar que uma linha de pesquisa seja mais promissora do que outra.


Poucos países do mundo, como por exemplo, a Inglaterra, a Suíça, o Japão e a Coréia do Sul, permitem pesquisas com as células-tronco embrionárias humanas. A decisão do Supremo Tribunal Federal determinará, portanto, se os pesquisadores brasileiros poderão ou não ter a chance de realizarem pesquisas pioneiras com esse tipo de células e contribuírem para o desenvolvimento de novas terapias, que sejam mais eficientes do que as existentes atualmente.


http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_38/aprendendo_2.html

CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS

As células-tronco embrionárias são estudadas desde o século 19, mas só há 20 anos dois grupos independentes de pesquisadores conseguiram imortalizá-las, ou seja, cultivá-las indefinidamente em laboratório. Para isso, utilizaram células retiradas da massa celular interna de blastocistos (um dos estágios iniciais dos embriões de mamíferos) de camundongos. Essas células são conhecidas pela sigla ES, do inglês embryonic stem cells (células-tronco embrionárias), e são denominadas pluripotentes, pois podem proliferar indefinidamente in vitro sem se diferenciar, mas também podem se diferenciar se forem modificadas as condições de cultivo (figura 3).


De fato, é preciso cultivar as células ES sob condições muito especiais para que proliferem e continuem indiferenciadas, e encontrar essas condições foi o grande desafio vencido pelos cientistas.


As células-tronco embrionárias são denominadas pluripotentes,
porque podem proliferar indefinidamente in vitro sem se diferenciar, mas se diferenciam se forem alteradas as condições de cultivo.



Outra característica especial dessas células é que, quando reintroduzidas em embriões de camundongo, dão origem a células de todos os tecidos de um animal adulto, mesmo as germinativas
(óvulos e espermatozóides). Apenas uma célula ES, no entanto, não é capaz de gerar um embrião. Isso significa que tais células não são totipotentes, como o óvulo fertilizado.



A disponibilidade de células ES de camundongos tornou corriqueira
a manipulação genética desses animais. A possibilidade de introduzir ou eliminar genes nas células ES in vitro e depois reimplantá-las em embriões permitiu gerar camundongos transgênicos (que expressam
genes exógenos) e knockouts (que não têm um ou mais genes presentes em animais normais) essenciais para muitas pesquisas (figura 4).
As células-tronco modificadas podem originar até células germinativas nos animais transgênicos adultos, permitindo em muitos casos a sua reprodução. Esses animais têm ajudado a caracterizar muitas doenças humanas resultantes de alterações genéticas.



Introduzindo ou eliminando genes nas células ES in vitro e em seguida reimplantando-as em embriões foi possível gerar camundongos transgênicos (que expressam genes exógenos) e knockouts (que não têm ou não expressam um ou mais genes presentes em animais normais).


O fato de as células ES reintroduzidas em embriões de camundongo
gerarem tipos celulares integrantes de todos os tecidos do animal adulto revela que elas têm potencial para se diferenciar também in vitro em qualquer desses tipos, de uma célula da pele a um neurônio. Na verdade, vários laboratórios já conseguiram a diferenciação
de células ES de camundongos, em cultura, em tipos tão distintos
quanto as células hematopoiéticas (precursoras das células
sangüíneas) e as do sistema nervoso (neurônios, astrócitos e oligodendrócitos), entre outras.



Estudos em laboratórios de vários países já conseguiram que as
células-tronco embrionárias se diferenciassem, em cultura, em
diversos tipos celulares.



A capacidade de direcionar esse processo de diferenciação permitiria
que, a partir de células-tronco embrionárias, fossem cultivados
controladamente os mais diferentes tipos celulares, abrindo a possibilidade de construir tecidos e órgãos in vitro, na placa de cultura, tornando viável a chamada bioengenharia.



Esse sonho biotecnológico tornou-se um pouco mais real em 1998, quando o biólogo James Thomson e sua equipe conseguiram, na Universidade de Wisconsin (Estados Unidos), imortalizar células ES de embriões humanos. No mesmo ano, também foram imortalizadas células embrionárias germinativas humanas (EG, do inglês embryonic germ cells), derivadas das células reprodutivas primordiais de fetos, pelo embriologista John Gearhart, da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos) e equipe. Como as
ES, as EG também são pluripotentes, ou seja, podem gerar qualquer
célula do organismo adulto.



A disponibilidade de células ES e EG humanas abriu horizontes impensáveis para a medicina, mas também trouxe complexos problemas ético-religiosos.
Se já podemos imaginar o cultivo de células ES humanas gerando
neurônios em cultura, que substituiriam células nervosas danificadas
em doenças como as de Parkinson e de Alzheimer, não podemos
esquecer que esse cultivo é feito a partir de células retiradas de embriões humanos, e para isso eles precisam ser sacrificados. Além
disso, com a disponibilidade de células ES humanas e com as experiências de transferência nuclear, a clonagem de seres humanos tornou-se uma possibilidade cada vez mais real.



Diante de questões tão polêmicas, é preciso que a sociedade como um todo se manifeste, através de seus legisladores, e defina o que é socialmente aceitável no uso de células-tronco embrionárias humanas para fins médicos. Inaceitável é impedir o progresso científico baseado na premissa de que o uso do conhecimento pode infringir conceitos religiosos ou morais. O Congresso dos Estados Unidos parece ter chegado a essa conclusão ao autorizar recentemente o uso de células ES humanas nas pesquisas financiadas pelo National Institutes of Health (NIH).


Fonte: www.educacaopublica.rj.gov.br

Pesquisas com Células Tronco

José Roberto Goldim



As novas pesquisas com células tronco, ou também denominadas de células-mãe ou ainda células estaminais, têm despertado um grande debate. O primeiro relato de pesquisa em células tronco utilizando células embrionárias humanas foi publicado em 1998 pela equipe do Prof. James A. Thomson, da Universidade de Wisconsin/EUA. Neste mesmo ano, a equipe do Prof. John D. Gearhart, da Universidade Johns Hopkins, realizou pesquisas com células tronco fetais humanas.Vários segmentos da população tem assumido uma posição contrária a este tipo de pesquisas, pois afirmam que o bem da sociedade não pode ser obtido a partir da morte de alguns indivíduos, mesmo que ainda em fase embrionária. A Igreja Católica Romana tem defendido esta posição, igualmente aceita por muitos cientistas e filósofos não vinculados a ela, de que a vida de uma pessoa tem início na fecundação, desta forma não há justificativa eticamente adequada para tal tipo de pesquisa. A Igreja da Escócia, de orientação cristã protestante, também defende esta mesma posição, mas aceita, desde 1996, a realização de pesquisas com embriões, desde tenha por objetivo solucionar situações de infertilidade ou decorrentes de doenças genéticas. Este posicionamento de defender o primado do indivíduo sobre a sociedade remonta a Claude Bernard, que afirmou em 1852, que:
O princípio da moralidade médica e cirúrgica é nunca realizar um experimento no ser humano que possa causar-lhe dano, de qualquer magnitude, ainda que o resultado seja altamente vantajoso para a sociedade. 
O potencial de aplicações médicas desta nova fronteira de conhecimento - a utilização de células tronco para produzirem materiais biológicos - tem sido utilizado como justificativa moral para esta prática. Os que defendem a realização de pesquisas com células tronco embrionárias humanas utilizam o raciocínio moral de que um bem social, que será útil para muitas pessoas que sofrem de doenças hoje incuráveis, se sobrepõe ao de um indivíduo. Ainda mais quando este indivíduo é um embrião em fases iniciais. Muitas pessoas não reconhecem o status de indivíduo para os embriões em estágios iniciais, tanto que utilizam a denominação de pré-embrião, que foi proposta no Relatório Warnock, em 1984. Várias personalidades do meio político, artístico e científico tem se posicionado neste sentido. O Prof. Paul Berg, criador da técnica do DNA recombinante e propositor da moratória de pesquisas de Asilomar, única que efetivamente teve seu resultado atingido, defende a idéia de que os embriões congelados e não utilizados para fins reprodutivos, quando atingirem o limite de sua validade de uso legal devem servir como material para pesquisas. Esta posição, de que o bem da sociedade pode estar acima do indivídual já havia sido proposta por Charles Nicolle, que foi diretor do Instituto Pasteur, na Tunísia. Uma citação utilizada por Tereza R. Vieira exemplifica esta posição:
A consciência humana, as leis, a humanidade, a consciência dos médicos condenam a experimentação no homem, mas ... ela é sempre feita, se faz e se fará por ser indispensável ao progresso da ciência médica para o bem da humanidade.
O impedimento de utilizar embriões neste tipo de pesquisa não inviabiliza a investigação do uso de células tronco para fins terapêuticos. As células tronco, ou stem cells, podem ser obtidas de outras fontes que não embriões. Em experimentos animais já foi possível obter células diferenciadas de fígado. Estas pesquisas também podem ser realizadas com células obtidas a partir da medula óssea humana ou de células de cordão umbilical. O argumento utilizado é que a s células embrionárias são mais promissoras. A utilização de células tronco adultas com o objetivo de recuperar tecido miocárdico já esta sendo realizada em seres humanos em vários centros de pesquisa.


Em agosto de 2000, o Reino Unido aprovou a realização destas pesquisas em embriões. As regras norte-americanas atuais são mais restritivas que as britânicas, contendo, inclusive, algumas incoerências morais. Uma delas é a de permitir o uso de células embrionárias provenientes de embriões produzidos específicamente para este fim, desde que as mesmas sejam retiradas em laboratórios sem subvenção federal norte-americana. Esta posição repete a já ocorrida anteriormente na década de 1970, quando foi proibida a utilização de recursos federais para pesquisas em embriões visando a reprodução assistida. Esta proibição não impediu a realização de pesquisas nesta área e forçou a migração de pesquisadores para laboratórios privados e para o exterior. A proposta preliminar destas diretrizes foram discutidas com a população norte-americana desde dezembro de 1999. A Igreja Católica reiterou a sua condenação para tal tipo de liberação, considerando estas pesquisas como "ilícitas". Na Austrália foi proposta uma lei que propõe apenas a utilização de células embrionários oriundas de embriões gerados para fins reprodutivos antes de 5 de abril de 2002 e não utilizados. Será proibida a clonagem terapêutica e reprodutiva, assim como a geração de quimeras humanas ou a produção de embriões com material genético oriundo de mais de duas pessoas. A Costa Rica, por sua vez, não aceita qualquer tipo de pesquisa em embrião. No Brasil, a Lei de Biossegurança incluiu a questão da pesquisa em células tronco, em uma legislação bastante confusa. Por esta Lei, é possível utilizar embriões produzidos para fins reprodutivos e que já estavam congelados anteriormente a 2005. São diferentes reações frente ao desconhecido, incerteza e risco dos novos conhecimentos. O que chama a atenção é a utilização de duplo-standard, ou seja, utilizar critérios diferentes para situações iguais, ferindo o Princípio da Justiça.


Ao longo de 2001 foram publicados vários artigos em diferentes periódicos leigos e de divulgação científica defendendo e negando a pesquisa em células tronco embrionárias. Na revista Correio da UNESCO foi publicado um artigo sobre o tema com uma grande preocupação sobre a possibilidade de envolvimento econômico na obtenção de gametas e embriões para a produção de células tronco. A revista TIME, de 25 de junho de 2001, publicou um artigo defendendo a pesquisa em células tronco embrionárias, assim como o New York Times, que dedicou um editorial neste sentido em 15 de julho de 2001.


A surpresa foi a publicação de um artigo científico em julho de 2001, na revista Fertility and Sterility, apresentando os resultados de uma pesquisa com células tronco embrionários realizada com óvulos e espermatozóides obtidos para fins não reprodutivos. Os pesquisadores pagaram US$1.000,00 para as mulheres que cederam seus óvulos e US$50,00 para os homens que cederam espermatozóides. O investigador principal Gary Hodgen já havia abandonado o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, quando houve a proibição para pesquisa em embriões para fins reprodutivos, indo trabalhar no Jones Institute for Reproductive Medicine, vinculado a Eastern Virginia Medical School, em Norfolk, Virginia/EUA. O Prof. Hodgen, a exemplo do Prof. Thomson, já publicou 351 artigos na área de reprodução humana e de primatas desde 1967.


Esta pesquisa, que evidencia que a barreira da produção de embriões sem finalidade reprodutiva para produzir células tronco foi rompida, inclusive com a remuneração pela cessão dos gametas necessários. A possibilidade de que as células geradas tenham sido produzidas por partenogênese só agrega mais pontos de discussão e não atenua a situação. Isto demonstra claramente o efeito slippery slope. De acordo com este conceito, pequenas concessões podem gerar consequências imprevisíveis.


Recentemente, as pesquisas com células-tronco tiveram inúmeras situações que atestam os riscos de espetacularizar a Ciência e o conhecimento humano. A utilização de falsas promessas, como argumento para aprovação de documentos legais, a divulgação de resultados de pesquisa fraudulentos e a venda de produtos sem comprovação médíco-científica, se aproveitando do desespero de pacientes ou de seus familiares têm demonstrado o quão importante é o papel do controle social nas questões de saúde e pesquisa em saúde.


Várias questões éticas permanecem na área da pesquisa em células tronco embrionárias:
  • É adequado utilizar embriões produzidos para fins reprodutivos e não utilizados, cujos prazos legais de utilização foram ultrapassados, para gerar células tronco embrionárias ?

  • É aceitável produzir embriões humanos sem finalidade reprodutiva apenas para produzir células tronco ?

  • A justificativa da necessidade de desenvolver novas terapêuticas está acima da vida dos embriões produzidos para este fim ?

  • Por que não incentivar as pesquisas utilizando células tronco obtidas de outras formas, que também tem demonstrado bom potencial ?

  • É aceitável a utilização de óvulos não humanos para servirem substrato biológico para pesquisas em células tronco humanas, desconhecendo-se os riscos envolvidos neste tipo de procedimento ?

  • É justo criar um clima de expectativa para pacientes e familiares de pacientes sobre a possibilidade de uso terapêutico de células que sequer foram testadas em experimentos básicos ?


Bernard C. An introduction to the study of experimental medicine. New York: Dover, 1957:101. (original publicado em 1852)Vieira TR. Bioética e Direito. São Paulo: Jurídica Brasileira, 1999:117.


Pesquisa em Embriões
Material de Apoio - Genética
Material de Apoio - Pesquisa
Página de Abertura - Bioética-Texto incluído em 16/08/2002 e atualizado em 28/02/2006
(c)Goldim/2002-2006Fonte: http://www.ufrgs.br/bioetica/celtron.htm

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O racismo dos racistas

Texto próprio de GermanoCWB
Vejam também a excelente edição deste texto feito pelo pessoal do 'Resistência Democrática'.



Eu gosto de polêmicas.

E esse assunto é um prato cheio. Está em todos os jornais, todo dia.

Dá até medo de escrever porque basta uma palavra errada para aparecer alguém nos acusando de racismo. Virou moda. E pior, entrou no rol do 'politicamente correto'.

Eu lembro da minha avó: quando tinha um menino muito arteiro, daqueles que não param, sobem em tudo e pulam o tempo todo, ela dizia que parecia um macaco. Era porque ele não parava quieto, trepava em tudo e corria o tempo todo. Todo mundo entendia que era pela bagunça e ninguém via sua cor.

Hoje, se o menino for um pouco moreninho, você vai preso, porque tá todo mundo cuidando disso e reparando nisso, graças aos inúmeros movimentos negros existentes, e que se ofendem com tudo e se aproveitam de todas as situações para tirar algum proveito. Eles mesmos estão fazendo com que as pessoas reparem na cor das pessoas. Eles mesmos não querem se integrar e serem iguais a todos os outros. Eles discursam sobre igualdade, mas disseminam a segregação.

Todos os dias vemos estatísticas, movimentos disso e daquilo, manifestações das dezenas de entidades que representam a população negra (afro-descendentes), etc, etc.

Mas eu não vou abordar esse assunto pela ótica dos noticiários e nem do 'politicamente correto'.

Vou aborda-lo pela ótica de minha própria vida e experiência.

Nesta semana saiu a notícia de que agora, em 2008 mesmo, o Brasil terá mais negros do que brancos, e pelo andar da carruagem me parece que, em breve, viveremos anos de verdadeira segregação racial e preconceito, perpetrados pelos negros contra os brancos. Na verdade isso já vem ocorrendo.

Todos os movimentos e entidades criadas pelos negros tem a mesma conotação: a luta do negro contra a dominação do branco.

O governo contribui muito para o crescimento desse ódio racial quando aceita outra invenção dos negros e cria o Ministério da Igualdade Racial. Você imagina coisa mais racista do que um Ministério desse?

Mas veja: isso não é criação de nenhum branco. Então, qual o objetivo? O de sempre! A luta contra os brancos.

Mas, caramba! Contra quais brancos? Quem nesse país é branco?

E qual é a diferença entre branco, cafuso, pardo e negro?

Eu não sei. Talvez os negros saibam muito bem, pois estão se armando até os dentes, não com armas de fogo, mas com organizações bem estruturadas para se aproveitarem das benesses, do paternalismo e do assistencialismo fartamente distribuídos pelos governos populistas que adoram ganhar votos nas costas das 'minorias oprimidas pelas elites'.

Mas,......... eles não são maioria da população???????

Acho que estamos todos, brasileiros de qualquer cor, enjoados e enojados com esse discurso mentiroso de que os negros são minoria nisso e naquilo porque não tiveram as mesmas oportunidades que os outros. Mas, quem teve?

Quem dentre nós, brasileiros comuns, não teve dificuldades na vida? Uns mais outros menos, é certo.

Quem não teve que se matar trabalhando de dia e estudando à noite? Quem não teve dificuldade para pagar a escola ou a faculdade?

Quem não estudou para caramba para poder passar no vestibular e poder estufar o peito e dizer: - Eu passei! Lutando contra milhares de concorrentes.

Quem não camelou no sol procurando emprego?

Tudo isso sem ninguém passando a mão na cabeça dizendo: - Coitadinho, vamos criar leis para obrigar a escola, a faculdade, o serviço público e a empresa privada a te contratar, porque você é um coitadinho que não teve oportunidades.

Antes que os espertalhões que se valem das leis protecionistas esfreguem as mãos, vendo aqui mais uma chance de tomar algum dinheiro graças a um processo judicial por racismo (como no caso do professor baiano, que sequer citou uma cor), vou dizer o seguinte:

Eu disse que trataria desse assunto pela minha experiência e pela minha vida, e para isso preciso falar um pouco sobre mim.

- Sou descendente de escravos das fazendas de Minas Gerais, e graças a várias misturas dos ancestrais, sou um pouco mais claro, como todo brasileiro, o que não me torna branco. Mas não me envergonho disso, não aceito isso como algo que me diminui e, tampouco, uso isso para me fazer de coitadinho e obter alguma vantagem.

- Estudei em escolas públicas e, mais tarde, parei de estudar várias vezes por não conseguir pagar escolas noturnas particulares. Passei no vestibular e tranquei a faculdade pelo mesmo motivo. Mas não ponho a culpa disso na 'dominação branca' nem na 'falta de oportunidades'. Se eu tivesse estudado mais, eu teria entrado na Universidade Federal, como muitos amigos meus, brancos e negros, que hoje são formados e profissionais respeitados, brancos e negros.

- Morei em bairros distantes, em ruas de terra e com valeta aberta na frente de casa. Mas não incendiamos pneus na rua exigindo esmolas do poder público. Naquele tempo pegávamos ferramentas e trabalhávamos para melhorar de vida.

- Quer mais dificuldades? Minha mãe ficou viúva com apenas 27 anos e três filhos pequenos. Eu tinha 2 anos. Mas e daí, quem disse que a vida é fácil?

- Trabalhei e sempre me dei muito bem nos empregos. Alcancei cargos de chefia, contratei e demiti funcionários brancos e negros e, pasmem, brancos e negros são iguais no trabalho, uns brancos bons e outros péssimos, uns negros bons e outros péssimos, apesar da propaganda anti-racismo.

- Na escola tive amigos de todas as cores, descendentes de povos de todos os cantos e alguns com nomes quase impronunciáveis. Alguns moravam em casas grandes e bonitas, e outros em casas simples. Como todos nós brasileiros! E eram casas com pessoas de todas as cores. E todos viviam bem.

Mas agora não é mais assim.

Ministérios, movimentos, ONGs, leis, manifestações, etc. Tudo criado pelos negros, insistem em nos dizer que não podemos mais viver juntos, nem em harmonia e nem com igualdade.

Os negros insistem que eles são mais iguais que o resto de nós, brasileiros mais claros, e que eles merecem todo tipo de proteção do estado, às custas do dinheiro público. Isso é errado.

Quando eu entro na escola é para estudar. E se o professor me manda estudar é para que eu aprenda, e não para me humilhar porque sou dessa ou daquela cor.

Se meu patrão me manda trabalhar mais, não é para me oprimir porque sou dessa ou daquela cor, mas porque ele me paga um salário para eu trabalhar e produzir, e não para gostar de mim.

Resumindo isso tudo, parece que meus irmãos de raça estão com vergonha da sua cor e com muita, mas muita raiva daqueles que eles, preconceituosamente, chamam de brancos.

A partir de agora será muito justo que os ditos 'brancos', também comecem movimentos e organizações em defesa do seu espaço, das suas vagas nas escolas, faculdades e serviço público? E aí? Qual será o fim disso? Luta racial?

Temos todos nós, brasileiros, que nos unir independente de cor, de raça e de religião. Somos um povo só. Um SER só. Somos seres humanos. Não temos cor.

Deveriam os negros se desarmar e parar com essa atitude infantil e descabida de se ofender com tudo. De achar que todos estão contra eles. Que o empresário não contratou por causa da cor, que o professor brigou por causa da cor, que o médico não atendeu por causa da cor, que a menina não olhou por causa da cor....caramba. Parem com isso! Ninguém tá nem aí para sua cor.

Poderão os brancos se ofender se forem chamados de brancos???

Temos, todos nós, os nossos valores e a nossa dignidade.

Minha dignidade negra me impede de aceitar qualquer tipo de cota, e quem a exige está apenas afirmando e reafirmando a sua convicção de que é inferior e incapaz de se superar. Eu, negro, não aceito ser diminuído pela instituição de cotas. Sou capaz de lutar e conquistar qualquer espaço pelo meu próprio esforço.

Minha dignidade negra me impede de aceitar que exista uma 'dominação branca'. A simples menção a isso revela um racismo sem igual.

Minha dignidade negra me impede de aceitar a tutela do Estado.

E todo negro decente deveria pensar assim também.

Conquistar os espaços que os negros reclamam a base de canetadas e decretos é absurdamente humilhante.

Eu, descendente de escravos, dignamente dispenso, obrigado.

GermanoCWB
Meados de 2008

sábado, 22 de março de 2008

Convenção 158 da OIT - Estupidez Infinita



Estupidez infinita


por João Luiz Mauad em 17 de março de 2008

Resumo: O Brasil já tem uma das legislações trabalhistas mais anacrônicas e contraproducentes, cuja profusão de “direitos” e privilégios concedidos aos trabalhadores engessa as relações e os contratos, mas isso poderá piorar.



“A sabedoria é sempre limitada, mas a estupidez é infinita”. A frase é atribuída a Einstein, Hubbard, Roberto Campos e Nelson Rodrigues. De fato, qualquer um deles poderia perfeitamente tê-la dito. É uma verdade tão evidente, especialmente aqui em Pindorama, que deveria ser colocada à vista de todos, no plenário do Congresso Nacional, para que os representantes do povo jamais se esquecessem disso.

Malgrado tenhamos uma das legislações trabalhistas mais anacrônicas e contraproducentes do universo, cuja profusão de “direitos” e privilégios concedidos aos trabalhadores – com o intuito de defendê-los dos abomináveis e gananciosos patrões – engessa de tal forma as relações e os contratos, que acaba prejudicando ambas as partes, porém principalmente os primeiros, e mais especificamente aqueles que se encontram fora do mercado. Como tudo neste país de faz-de-conta, o mérito e a livre escolha são substituídos pelo paternalismo e o assistencialismo.

Em meio a uma intensa campanha da sociedade, em prol de reformas trabalhistas que desonerem as relações e tornem mais simples os procedimentos, o presidente Luiz Inácio da Silva, num gesto de agrado à República Sindicalista, enviou mensagem ao Congresso Nacional, em 15 de fevereiro último, propondo a ratificação pelo Brasil da Convenção nº 158 da Organização Internacional do Trabalho. Aprovada em 1982 e até hoje ratificada por apenas trinta e poucos dos 180 países participantes da organização (não por acaso, na sua maioria, subdesenvolvidos, como, por exemplo, Camarões, República do Congo, Etiópia, Gabão, Iêmen, Lesoto, Malauí, Macedônia, Marrocos, Moldávia, Montenegro, Namíbia, Nigéria, Papua-Nova Guiné, República Centro Africana, Santa Lúcia, Sérvia, Ucrânia, Uganda, Venezuela e Zâmbia). Entre os desenvolvidos, apenas cinco europeus – Espanha, Finlândia, França, Portugal e Suécia – e mais a Austrália.

A Convenção 158 da OIT prevê que a empresa ficará obrigada a explicar ao funcionário, inclusive por escrito, as razões de sua demissão. Caso discorde da decisão, este poderá recorrer à justiça, cabendo ao judiciário trabalhista considerar sobre as alegações do empregador e, se for o caso, reintegrar o empregado demitido. Segundo informações da imprensa, nos países que adotaram tal estrovenga, o processo de desligamento de um funcionário pode levar até 12 meses.

De acordo com a indigitada Convenção, fora os critérios de “justa causa”, um empregado só poderá ser desligado por motivos de dificuldade econômica da empresa, mudança tecnológica ou ineficiência comprovada. O documento estabelece ainda algumas causas que não podem ser consideradas: atuação sindical, discriminação por raça, religião, opinião, estado civil ou gravidez. Lindo, não? Só que absolutamente desnecessária, pois a lei trabalhista brasileira já proíbe a demissão em qualquer dos casos listados, bem como veda que uma empresa, por exemplo, demita um empregado por tê-la processado.

Os sindicatos peleguistas estão em festa. Alegam que a ratificação será o primeiro passo para o fim da “alta rotatividade” e do “arrocho salarial”. Bullshit! Já há na lei tupiniquim incentivos muito mais fortes contra a demissão imotivada, como o aviso prévio e a multa rescisória de 50% do saldo do FGTS. Na prática, não muda nada. Nenhuma empresa demite funcionários senão por justa causa ou por uma das três justificativas previstas na própria Convenção. O trabalhador que é competente, honesto e produtivo não corre qualquer risco de demissão, pois o empregado é a alma da empresa. Esta não sobrevive sem aquele.

O trabalho é um insumo como outro qualquer. Hoje, o governo quer autorizar quem eu posso ou não demitir. Analogamente – e aplicando critérios de isonomia – fico imaginando o dia em que um fornecedor resolva recorrer à justiça para manter-me como cliente, uma vez que não concorda com as minhas razões para não mais adquirir os seus produtos, já que, do seu ponto de vista, “sempre serviu-me com presteza e qualidade”. Da mesma forma, prevejo que, no futuro, algum banco que porventura preste bons serviços (dentro da sua própria óptica, claro!), provavelmente vai lutar para evitar que eu leve a minha conta corrente para um concorrente. Meus direitos de propriedade e liberdade para transacionar com quem eu bem entenda não valerão mais nada.

Do ponto de vista prático, como vimos acima, se tal disparate for ratificado pelo Congresso, os benefícios aos empregados serão ínfimos. Porém, as conseqüências para o empresário brasileiro serão enormes. A burocracia de uma simples demissão será longa e complexa (muito mais do que já é). Isso encarecerá o trabalho e reduzirá a capacidade de a empresa adequar seu quadro de pessoal às reais necessidades, com a devida agilidade, o que afetará a produtividade e a competitividade. No mundo globalizado de hoje, em que as empresas precisam competir por mercados mundo afora, muitas vezes brigando com concorrentes localizados em países onde a flexibilidade da legislação trabalhista é imensa e a burocracia reduzida, a aprovação dessa lei é imbecil, para dizer o mínimo.

O Brasil já tem hoje mais de dois milhões de ações trabalhistas, em média, por ano. É um absurdo total! Só para se ter uma idéia, os Estados Unidos têm cerca de 75 mil apenas. Agora, imaginem a confusão que não irá instalar-se na já entulhada Justiça Trabalhista, se uma idiotice dessas for aprovada.

Some a isso tudo os problemas acessórios que tal estrupício acarretaria. De cara, a obrigatoriedade de se declarar – publicamente – eventuais dificuldades econômicas para justificar demissões seria uma. Toda empresa enfrenta dificuldades, na maioria das vezes passageiras. Demite funcionários e, mais tarde, recuperada, volta a admitir. No entanto, quando a exposição desses problemas torna-se pública, a situação tende a agravar-se. Ao admitir sua fragilidade financeira, a reputação da empresa é afetada, sua imagem deteriora-se, ela perde a confiança dos bancos, dos fornecedores e até mesmo dos clientes. Um problema circunstancial pode transformar-se em estrutural, podendo levá-la à bancarrota, prejudicando também os trabalhadores que não seriam demitidos num primeiro momento.

Como aperitivo do que ainda está por vir, assistimos recentemente à aprovação, pelo Congresso, de uma outra lei trabalhista não menos esdrúxula. De agora em diante, a empresa não pode requerer experiência profissional superior a seis meses. Não é lindo? Será que os preclaros deputados e senadores acham que tal lei tem alguma chance de “pegar”? É evidente, para qualquer ser pensante com mais de dois neurônios, que o único efeito prático deste despautério legal será encarecer os custos de contratação, além de tornar o processo muito mais difícil para ambas as partes envolvidas. Imagine, só para começar, a quantas entrevistas inúteis um candidato sem experiência terá que comparecer, simplesmente porque o contratante estará impedido de dar publicidade às suas reais necessidades? Ou alguém, em sã consciência, acha que a empresa vai realmente abrir mão da experiência?

Enfim, esperar bom senso dos nossos políticos é como sonho de uma noite de verão. Só nos resta, então, torcer para que o rent-seeking dos sindicatos patronais seja mais farto e eficiente do que o dos sindicatos laborais – jamais pensei que um dia eu chegaria a esse ponto!



O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.



segunda-feira, 17 de março de 2008

Aquecimento Global - A balela 7

Serão os EUA os maiores poluidores do mundo?


Abaixo eu transcrevo um trecho de matéria publicada no Jornal da Ciência:

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=46102

"Em geral, assumimos que os países que consomem as maiores quantidades de combustíveis fósseis dão a maior contribuição ao aquecimento global. Mas o que realmente importa é a emissão líquida de carbono de um país - suas emissões totais, independentemente da origem, menos o carbono que é fixado de volta à Terra, principalmente pelas plantas.

Entre 7 e 12% das emissões atribuídas ao consumo de combustíveis fósseis pela UE são permanentemente seqüestrados de volta por suas florestas.

Por outro lado, apesar de a Indonésia ser responsável por apenas cerca de 87 milhões de toneladas métricas de emissões de carbono anualmente -1% das emissões globais- acredita-se que um excesso de 2 bilhões de toneladas métricas por ano devem-se ao desmatamento e incêndios, ocasionalmente até mais. Isso é provavelmente maior que as emissões líquidas dos EUA."

Saiba mais consultando também:

- Site Mitos Climáticos - Ruy G. Moura

- Mídia Sem Máscara

Aquecimento Global - A balela 6

Para alguns desses artigos eu pesquisei e forneço o link.

Quem quiser mesmo se informar pode fazer o mesmo.
GermanoCWB

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Aquece ou arrefece?

Um pouco de história.


Na rubrica “Danger” de quase todos os media, podem-se encontrar notícias como estas:

The Globe Is Cooling (O globo está esfriando)

- New York Times, February 24, 1895: "Geologists Think the World May Be Frozen Up Again."
- New York Times, October 7, 1912: "Prof. Schmidt Warns Us of an Encroaching Ice Age."
- Los Angeles Times, October 7, 1912: "Fifth ice age is on the way. Human race Will have to fight for its existence against cold."
- Chicago Tribune, August 9, 1923: "Scientist says Arctic ice will wipe out Canada."
- Washington Post, August 10, 1923: "Ice Age Coming Here."
- Los Angeles Times, April 6, 1924: "If these things be true, it is evident, therefore that we must be just teetering on an ice age."

The Globe Is Warming (O globo está esquentando)

- Los Angeles Times, March 11, 1929: "Most geologists think the world is growing warmer, and that it will continue to get warmer."
- Chicago Daily Tribune, November 6, 1939: "Chicago is in the front rank of thousands of cities [throughout] the world which have been affected by a mysterious trend toward warmer climate in the last two decades."
- New York Times, August 10, 1952: "We have learned that the world has been getting warmer in the last half century."
- New York Times, 1953: "Nearly all the great ice sheets are in retreat."
- U.S. News & World Report, January 8, 1954: "Winters are getting milder, summers drier. Glaciers are receding, deserts growing."
- New York Times, February 15, 1959: "Arctic Findings in Particular Support Theory of Rising Global Temperatures."
- New York Times, February 20, 1969: "The Arctic pack ice is thinning and [...] the ocean at the North Pole may become an open sea within a decade or two."

The Globe Is Cooling (O globo está esfriando)

- Science News, November 15, 1969: "How long the current cooling trend continues is one of the most important problems of our civilization."
- Washington Post, January 11, 1970: "Get a good grip on your long johns, cold weather haters -- the worst may be yet to come." O artigo era intitulado "Colder Winters Herald Dawn of New Ice Age."
- New York Times, December 29, 1974: "Present climate change [will result in] mass deaths by starvation and probably in anarchy and violence."
- Christian Science Monitor, 1974: "The North Atlantic is cooling down about as fast as an ocean can cool."
- Newsweek, April 28, 1975: "The drop in food output [as a result of climate change] could begin quite soon, perhaps only ten years from now. [...] The central fact is the earth's climate seems to be cooling down."
- New York Times, 1975: "A Major Cooling Widely Considered Being Inevitable."
- Science News, 1975: "The cooling since 1940 has been large enough and consistent enough that it will not soon be reversed."
- New Scientist, 1975: "The threat of a new ice age must now stand alongside nuclear war as a likely source of wholesale death and misery for mankind."
- New York Times, 1976: "The cooling has already killed hundreds of thousands of people in poor nations."

The Globe Is Warming (O globo está esquentando)

- New York Times, August 22, 1981: "Global warming of an almost unprecedented magnitude is predicted."
- Washington Post, January 18, 2006: "Rising temperatures could, literally, alter the fundamentals of life on the planet."
- Time, March 26, 2006: "Polar Ice Caps Are Melting Faster Than Ever . . . More and More; Land is Being Devastated by Drought . . . Rising Waters Are Drowning Low Lying Communities . . . By Any Measure, Earth Is at the Tipping Point; The climate is crashing, and global warming is to blame."

A angústia é o melhor produto vendido pelos media, tanto embrulhada com o frio como com o calor. Adivinha: - Quando começa a arrefecer? Em 2010? Em 2015? Em 2020? Em 2025?

O tempo dará a resposta devida. O mainstream projecta somente calor até 2100. Apoia-se na hipótese (que nem sequer é uma teoria) exclusiva de ser humana a responsabilidade da variabilidade do clima.


Para o IPCC não existe frio. Mas existem pontos de vista alternativos que prevêem o aparecimento de uma fase fria (bem) antes do fim do século. Somente o tempo revelará de que lado está a verdade.


Fonte:
http://mitos-climaticos.blogspot.com/

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