domingo, 15 de abril de 2007

Beretta - Tiro ao alvo

Você acha que atira bem?

Então veja isso!

Tiro ao alvo com Beretta

Apagão aéreo 3 - O que a imprensa não conta

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Um outro lado dos problemas dos aeroportos

"O país está indignado com o que acontece nos aeroportos. Mas nem tudo está sendo dito à população e, talvez, nem à própria imprensa." (Alamar Régis Carvalho)

Solidariedade aos controladores de vôo

Não é bem o tipo de assunto que eu gosto de abordar, todavia, considerando que a omissão, ao meu ver, é também um grande crime, não posso deixar de falar sobre uma coisa que conheço bem, já que durante algum tempo eu também
vivi no sistema de Proteção ao Vôo, na Aeronáutica, constituindo-me num tremendo criador de casos (peguei muita cadeia por causa disto), já que, desde criança, nunca fui de dizer amém para os absurdos, as intolerâncias, os abusos e as irresponsabilidades, partissem elas de pessoas, instituições ou até mesmo de uma Força Armada.


Formei-me em rádio telegrafista, na Escola de Especialistas de Aeronáutica, e ao deparar-me com o vergonhoso equipamento que era dado a mim e aos demais colegas para trabalharmos na estação rádio do aeroporto internacional de
Belém, rebelei-me contra aquilo, disse que não desempenharia a minha especialidade naquelas condições - eu era abusado, com apenas 20 anos de idade, e como era - ao mesmo tempo em que via os demais colegas, coitados, se sujeitarem a todo tipo de humilhação e desrespeito humano, situação aquela que levava muitos a terem sérios problemas auditivos além de outros que os levavam ao hospital da Aeronáutica.


Os colegas mais velhos, preocupadíssimos comigo, alertavam-me sempre:
- "Tu és doido, cara, em querer peitar os homens aqui dentro? Não te destes conta ainda de que estás no meio militar e que deve, aqui, apenas obedecer ordens, caladinho, humildemente, sem poder dizeres p. nenhuma?"
Jamais eu aceitaria uma situação daquela. Ficar calado diante de humilhações? Jamais!!!!
Cadeia atrás de cadeia, mas não abri mão da minha decisão.


Depois que constatei e vergonha que eram os equipamentos de rádio telegrafia, nunca mais quis operar com aquele tipo de coisa e não teve quem me fizesse voltar atrás. Nem o canalha do Coronel José Bernardo Santarém, o maior desafeto que eu tive dentro da Força Aérea, um covarde de marca maior, (com todo o processo de tortura que ele submetera àquele garoto, então com 22 a 23 anos)
conseguiu fazer-me desistir da minha decisão. Determinei que trabalharia naquele aeroporto somente com telex e teletipo, mas com telegrafia, nunca mais. E assim fiz, apesar das cadeias.


Bom, mas o caso aqui não é contar a minha história, é falar em solidariedade aos controladores de vôo deste País, mostrando às pessoas alguns aspectos que a grande imprensa não está mostrando, não sei se por omissão, por
desconhecimento das verdades verdadeiras dos fatos ou porque os colegas atuais estão ameaçados de alguma coisa, caso abram a boca, já que são militares.


Sei que é muito chato para qualquer cidadão chegar a um aeroporto, pessoas até com pouco dinheiro, e não conseguir embarcar, tendo que ficar preso no aeroporto e até obrigado a ir para hotel, com mais despesas e, em alguns casos, perdendo compromissos inadiáveis. A televisão está mostrando isto a toda hora. Não é fácil.

As pessoas se revoltam, com justa razão.
Descontrolar-se e partir para agressão ao funcionário da companhia aérea, é insanidade e não tem justificativa, porque ele não tem culpa nenhuma. Todavia, há um aspecto aí que todos devemos levar em consideração: "A corda quebra sempre do lado mais fraco", é um velho ditado. E a tendência, diante disto, é colocarem a culpa por tudo, como já estão colocando, em cima daqueles mais fracos e SEM DIREITO A DEFESA, que são os controladores de vôo sargentos da Aeronáutica.


Do mesmo jeito que aconteceu, diante do trágico acidente com o avião da Gol, quando a coisa terminou em "pizza" para os pilotos americanos, já que não era conveniente criarem problemas diplomáticos com os Estados Unidos; isentos também foram o poderoso infraero e a companhia aérea, restaria quem? O coitado do controlador de vôo.

Você, meu amigo leitor ou leitora, não tem idéia de como vivem esses profissionais e é sobre isto que quero falar.

Tente ficar, você, no lugar deles, diante desta realidade:
Enquanto nos Estados Unidos um controlador de vôo ganha de 4 a 5 mil dólares por mês, para trabalhar 4 horas, aqui no Brasil os nossos ganham apenas de 1.400 a 1.500 reais, para trabalharem 6 horas. O serviço é o mesmo, a enorme
responsabilidade pela segurança das vidas humanas é a mesma, os aviões que trafegam pelos ares são os mesmos.
Você tem idéia de quanto ganha um ascensorista de elevador na Câmara Municipal de São Paulo? Não vou falar, para evitar maiores indignações.


Qualquer trabalhador no Brasil, nos dia de hoje, vive cheio de direitos, pode fazer greve à vontade, basta ser liderado por um indivíduo qualquer que resolve querer aparecer com pretensões políticas, atrás de um sindicato, que pára tudo mesmo, e ninguém fala nada. Muito pelo contrário, ainda tem amparo do Governo, do Ministério e da "justiça" do trabalho.

No Brasil, se um vagabundo qualquer resolve roubar uma empresa, em suas diversas modalidades de roubos, obviamente vai fazer tudo muito bem planejado, sem deixar rastros, porque ele não é besta, (é o que mais acontece). Depois que a empresa descobre, mesmo sem poder ter as provas documentadas, resolve demiti-lo.
O que faz ele?
Procura um advogado, tão pilantra como ele, sem qualquer compromisso com honestidade, dignidade e a ética tão recomendada pela OAB, entra na "justiça" do trabalho dizendo-se vítima, escreve nos autos do processo o que quer, inventa horários extraordinários trabalhados que nunca existiram e previne-se a extorquir o máximo que puder, na base do "se colar, colou", e, caso a "justiça" comprove que ele não tem direito a um ou mais itens pleiteados malandramente, nada acontece com ele e muito menos com o seu safado advogado.
Ainda que o empresário tenha registrado queixa na polícia contra o ladrão, e apresenta o boletim de ocorrência na audiência trabalhista, o advogado diz para o juiz, fazendo constar nos autos, que se trata de uma perseguição da
empresa ao "pobre, coitadinho e indefeso trabalhador brasileiro", e o juiz vai na onda. Na "justiça" do trabalho nunca um canalha deste vai para a cadeia, mas se um empresário, em desespero diante da situação, perde o
controle e fala mais alto, imediatamente é ameaçado de cadeia pelo mesmo juiz.


É assim a coisa no Brasil.

Gente, o controlador de vôo não pode nem de longe pensar em ter tantos direitos e tanta proteção assim, muito menos ter uma justiça altamente paternalista a seu favor. Aliás, tanto não, ele não tem direito nenhum.
Pra começar, não pode fazer greves. Se um pobre dum sargento desse resolve ter a audácia de liderar o grupo, mesmo por motivos justos e agindo com honestidade, com certeza ele vai para a CADEIA imediatamente e lá ficará
incomunicável.
É isto mesmo, não estou exagerando em nada.


Chegadas atrasadas ou faltas ao trabalho no sistema trabalhista comum é tratado da forma mais natural possível e o máximo que acontece é um descontozinho bobo no salário ao final do mês.
Para um controlador de vôo, chegar atrasado ou faltar ao trabalho pode traduzir-se em cadeia.


No sistema trabalhista comum, qualquer um pode deixar de ir trabalhar, mesmo por preguiça, sem qualquer preocupação. Basta depois procurar um médico comum, já que no meio médico existem pilantras também, como em qualquer outro, pega um atestado fajuta, chega na empresa com a maior cara de pau, no dia seguinte, diz que estava doente e a empresa tem que justificar a falta, queira ou não queira.
O controlador de vôo jamais pode fazer isto, porque o único atestado médico que vale é do Hospital da Aeronáutica que, certamente, não vai atestar doenças que não existem.


Tem outro detalhe que precisa ser dito:
Na empresa comum existe um dono, seus diretores e seus gerentes que não podem dizer o que querem a você.
No meio militar, de repente, aparece um tenente qualquer, recém formado, sem experiência nenhuma, transferido para o setor do controle de vôo e já se transforma em chefe de um monte de sargentos com anos e anos de serviços, muitos com idade de serem seus pais, e se acha no direito de, porque é chefe dar ordens, impor, modificar métodos de trabalhos e processos de operação.
Quando se trata de um tenente equilibrado, sensato e coerente - tem muitos assim, não resta dúvida - tudo bem, porque esse tem consciência de que os seus conhecimentos não podem ser comparados com a experiência daqueles
profissionais que vivem aquilo durante anos. Até cresce, aliado aos seus subordinados.
Mas quando se trata de um imbecil, que também existe demais, a coisa complica e constitui-se em problema sério.
Aquele idiota que, por ser apenas superior hierárquico dos profissionais, pensa que é superior em tudo, inclusive em inteligência, competência, experiência etc. Por estar na condição de oficial, sofre da mesma doença que alguns advogados panacas sofrem quando passam num concurso para juiz, ou seja, a doença da "juizite", que tem necessidade doentia de fazer todo mundo entender que ele pode prender, ostentando a sua "autoridade". A Psicanálise tem claras explicações pra isto.


Este é um dos grandes problemas que os controladores de vôo enfrentam.
Por exemplo: Quando um administrador de empresa, inexperiente, sai da faculdade e entra numa empresa comum, onde existem profissionais experientes embora na maioria das vezes não formados, ele não tem como se fazer de besta e ir humilhando, exigindo, mandando calar a boca, porque sabe o que lhe pode acontecer, por parte dos outros funcionários.
Mas no meio militar não; existe até uma máxima que diz que "superior" nunca erra, o que é um absurdo, mas todo mundo tem que admitir que isto seja verdade. Daí o imbecil fica a vontade para descarregar as suas frustrações, faz ameaças de punição e muitas vezes prende mesmo, por bobagens e coisas altamente irrelevantes. Não tem como um sargento recorrer a um coronel ou brigadeiro para reclamar de abusos praticados por tenentes.
Estamos diante de um exemplo deste, quando os controladores são impedidos de se reunirem em audiência com o Ministro da Defesa do País. Até associações de garis, se quiserem, serão recebidas pelo Presidente da República, com sorrisos, fotografias, cobertura da imprensa, boné na cabeça e tudo; mas controladores de vôo não podem ter acesso a um Ministro. Está certo isto?


A Constituição Brasileira reza que todo cidadão brasileiro tem o direito de defesa, mas a mesma Constituição tira este direito dos militares, que podem ser humilhados e sacaneados a vontade, sem direito a dar um pio. Não podem
constituir advogados, não têm direitos a sindicatos, não podem se reunir em grupos para reivindicar coisa alguma... enfim, não podem nada e só têm deveres, deveres e deveres.


Ponha-se no lugar dos controladores de vôo e me diga, sinceramente e sem demagogia, se você aceitaria trabalhar numa situação desta, com uma gigantesca responsabilidade nas costas, sem direito a nada e sujeito a ser responsabilizado por situações graves e trágicas, como foi o caso do acidente com o avião da Gol. É mole?

Estes profissionais são gente também! Eles têm esposas e filhos, responsabilidades com educação de filhos, fazem supermercados, farmácias, têm problemas de saúde, carências e necessidades afetivas normais como qualquer um de nós.

Gente, existe um equipamento nos aeroportos do Brasil, há muito tempo cheio de problemas, que dá o posicionamento errado do avião no céu, que não se corrige nunca, ninguém toma providência nenhuma, há muito tempo. Por exemplo: ele diz que o avião está sobrevoando a região de Campinas, quando o mesmo já entrou no espaço da Grande São Paulo. Isto é gravíssimo e só não provocou mais tragédias por talvez Deus seja brasileiro mesmo.

O pior de tudo é que, se acontecer, não será o tenentezinho o responsável não e muito menos o coronel; serão eles, os controladores de vôo!!!
É por isto que eles estão gritando por socorro.


É preciso que o Brasil saiba destas coisas, para que o insensato que mandou prender esses profissionais em Brasília e vive a pressioná-los à obediência irracional se sinta também pressionado pela imprensa e pela opinião pública,
por esta barbárie que está cometendo.


Felizmente hoje vivemos uma época em que o meio militar é possuidor de um percentual de coerência, sensibilidade, bom senso e respeito ao ser humano bem maior que o que existia algumas décadas atrás. Por isto torna-se mais fácil resolver este problema, coibindo a ação dos torturadores imbecis de
farda, já que estes nos dias atuais são minoria, tenho certeza.


O Brasil não pode ficar calado, diante de uma injustiça dessa, sob pena da coisa se agravar muito mais.
Imagine se esses profissionais resolverem, em massa, pedirem baixa da FAB, o que aconteceria? E não duvidemos disso acontecer, porque nos dias atuais não é todo mundo que suporta humilhação, como havia no tempo da inquisição. São
homens altamente preparados, falam inglês, responsáveis, disciplinados e atentos por conta da profissão, que não teriam muita dificuldade em conseguir melhores colocações no meio civil, em condições humanas incomparavelmente melhores. Neste universo de sargentos há médicos, engenheiros, advogados, economistas etc...


A desmilitarização do setor é fundamental e indispensável. Eles têm razão e não pode ser de outra maneira.

Detalhe: Se eu ainda tivesse na Aeronáutica, poderia ser preso por ter escrito isto.
Pressionemos nós, a sociedade e a imprensa brasileira, para que o bom senso prevaleça em relação a este quadro.


Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas e Escritor
alamar@redevisao.net

Mário Henrique Simonsen e a falta de segurança

Sobre a violência; sobre as invasões dos 'sem-teto' e 'sem-terra' nas propriedades particulares; sobre a tomada das cidades, evidenciando a total incapacidade do poder público de garantir a segurança do cidadão trabalhador e otário pagador de impostos.


GermanoCWB



Mário Henrique Simonsen,    Ex-ministro da Fazenda do governo militar, genial economista, carioca de primeira hora, em entrevista à revista Veja, em 1986, dizia:

    "No dia em que eles descerem os morros do Rio,  famintos e desnorteados, como soldados abandonados por seus generais, eles tomarão conta da cidade, da zona sul, e as classes médias e ricas serão prisioneiras de suas próprias avarezas e descuidos com os mais pobres.

    Será como um exército de centuriões romanos, de olhos arregalados, famélicos, entorpecidos e desesperados, tentando a última conquista antes da morte..."


.... É... parece que esse dia chegou.

Piada do professor babaca

Um professor de Matemática quis pregar uma peça em seus alunos e lhes disse:


 - Meninos, aqui vai um problema:
Um avião saiu de Amsterdam com uma velocidade de 800 km/h, à pressão de 1.004,5 milibares; a umidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4ºC. A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 assentos para passageiros, o banheiro estava ocupado e havia 5 aeromoças (mas uma estava de folga).


A pergunta é... Quantos anos eu tenho?


 Os alunos ficam assombrados. O silencio é total.


Então o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão, diz de pronto:


- 44 anos, professor!


O professor, muito surpreso, o olha e diz:


- Caramba, é certo. Eu tenho 44 anos. Mas como tu adivinhastes?


E Joãozinho:- Bem, eu deduzi porque eu tenho um primo que é meio babaca, e ele tem  22 anos...

Ensino de 9 anos gera polêmica

Opinião pessoal Federalista

Bato sempre na mesma tecla e continuo insistindo que os maiores causadores desses impasses são o centralismo e o intervencionismo.

Leis são criadas, determinações e procedimentos são impostos e prazos para implantação e adaptação são cobrados por teóricos e burocratas encastelados em seus gabinetes e, geralmente alheios à realidade do dia-a-dia das instituições que suas determinações afetarão.

Dos 400 municípios paranaenses, 391 não tem condições de atender a mais esse delírio governamental, que impõe a lei mas não provê salas de aula, nem professores e nem material didático para atender a esse novo contingente de alunos mágicamente criado por uma canetada, e que farão parte das maravilhosas estatísticas usadas nas próximas eleições.

Fosse o Brasil uma República Federativa de fato e os impostos municipais fossem usados no próprio município, as escolas seriam geridas pelas comunidades em que atuam e administradas pelos educadores, e esses sim, conhecedores da realidade da sua comunidade e da competência e desenvolvimento de seus alunos, decidiriam em que série a criança poderia ser matriculada, além de serem esses administradores e a comunidade local responsáveis pelo provimento de salas e professores. Pelo menos os pais, pagadores de impostos, teriam a quem recorrer, teriam de quem cobrar e de quem reclamar.

As imposições centralizadas são, via de regra, prejudiciais para a maioria da população já que não reconhecem as diferentes características regionais de cultura e nem de desenvolvimento local, tendendo sempre ao socialismo que nivela tudo por baixo, ou seja: neste caso, uma criança com potencial elevado que foi bem educado no seio de sua família terá que, obrigatóriamente, ser puxado para baixo e terá seu potencial aniquilado em infindáveis 'aulas' de picar e rabiscar papel, só porque não completou 6 anos no prazo estipulado pelo 'caneteador' de plantão, ao invés de ter sua genialidade desenvolvida e aproveitada para, quem sabe, termos nosso primeiro Prêmio Nobel. (É verdade! Vergonhosamente não temos nenhum desses prêmios, mas, com notícias como essa abaixo, podemos entender porque.)

Neste ponto chega-se a mais um elemento totalmente esquecido e desconsiderado pelo sistema centralizador e interventor: a família. Simplesmente não se leva em conta a existência desse ente formador da sociedade e célula-mater de qualquer comunidade, chegando-se ao cúmulo de dizer, como na matéria abaixo, que é na escola que a criança 'deve brincar, desenvolver a linguagem e amadurecer sentimentos'. Parece-me que isso acontece em casa, devendo ser a escola um apêndice que agrega novos valores àqueles adquiridos no lar, e não o contrário.

GermanoCWB

Leia agora a matéria extraída do jornal O Estado do Paraná

Ensino de nove anos gera polêmica

Mara Andrich [15/04/2007]


Fábio Alexandre
ensinonoveanos


O impasse gerado nas escolas a respeito do ensino fundamental de nove anos está longe de ter fim. Um dos maiores problemas é que, por conta da dificuldade de adaptação, escolas públicas de pelo menos 391 municípios do Paraná não estão cumprindo a nova lei, que prevê que todas as crianças que completassem seis anos até o dia 3 de março de 2007 deveriam ser matriculadas no primeiro ano do ensino de 9 anos.


De acordo com o Conselho Estadual de Educação, as principais reclamações são que não há professores e nem salas de aula, tão pouco conteúdos para adaptação tão rápida. A lei prevê ainda que os estudantes que completassem seis anos depois de 3 de março deveriam ir ao jardim três somente no ano que vem.


A decisão das escolas é amparada em uma liminar conseguida na Justiça pelo Ministério Público Estadual (MP) no dia 7 de março desse ano.


A medida autorizou que as escolas do Paraná matriculassem os alunos que fizessem seis anos de idade no decorrer do ano letivo na primeira série, independente do mês em que completem essa idade. Exemplificando, com este corte etário, uma criança que completasse seis anos no dia 10 de março, por exemplo, não teria que fazer novamente o Jardim Três por conta de apenas oito dias. Porém, o Conselho Estadual de Educação discorda. O presidente do conselho, Romeu de Miranda, afirmou que não há como ignorar a lei. “Estou convicto de que a lei é clara: a criança deve entrar no primeiro ano com seis anos. Eu não entendo porque só aqui no Paraná é que está ocorrendo essa outra interpretação”, reclama. Miranda lembrou ainda que não é só a questão do corte etário que preocupa. Ele explicou que a freqüência das crianças nas escolas também pode ser prejudicada com a polêmica. “Se elas entrarem na escola em abril, por exemplo, não conseguirão ter os 75% de presença até o final do ano letivo”, criticou.


Em meio à polêmica, a Secretaria Municipal de Educação informou que prefere aguardar as decisões da Justiça, do MP e do conselho para se manifestar sobre o assunto. Já a chefe do Departamento de Infra-Estrutura da Secretaria Estadual de Educação (Seed), Ana Lúcia Albuquerque, confirmou as reclamações dos municípios, porém informou que todos eles estão sendo orientados a se manifestar na Justiça. “A nossa expectativa é que o Conselho Estadual encontre a melhor maneira de atender a todos e que os juízes tomem decisões levando em conta o que é melhor para os estudantes”, ressaltou.


No próximo dia 18, o Conselho Nacional de Educação vai entrar na discussão do Paraná sobre a dificuldade de adaptação desses 391 municípios. O conselho já entrou com pedido da suspensão da liminar conseguida pela MP na 1.ª Vara da Fazenda Pública e também aguarda decisão sobre agravo de instrumento, protocolado na mesma vara.


Educadores vêem mudança com bons olhos


O ensino fundamental de nove anos é visto com bons olhos pelos educadores, porém, eles afirmam que a adaptação, principalmente no que diz respeito aos novos conteúdos, deve ser avaliada de maneira especial.


A pedagoga especialista em Psicopedagogia e mestre em Educação, Maria Silvia Bacila Winkeler, avaliou que o ensino de nove anos é importante na medida em que mantém as crianças mais tempo na escola. Porém, ela ressaltou que a única desvantagem que pode haver é o período de transição, aquele em que se avalia em qual nível a criança deverá ser matriculada e também no qual os educadores vão entender o que a nova lei propõe.


Para a especialista, a criança deve ser o foco principal em todo esse processo. “O caminho mais correto é pensar na proposta que você vai fazer para essa criança, tenho que ver que ela não tem sete anos, tem seis, e que isso influencia muito na sua vida”, avaliou.


Para a secretária de Assuntos Educacionais da APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná), Marlei Fernandes, a lei que prevê o ensino de nove anos é “um avanço para os alunos”. Na sua avaliação, não há desvantagens na nova normatização. Porém, Marlei compartilha da opinião de Maria Silvia, e avalia que discutir o currículo é fundamental.


“Entendemos que o ensino fundamental é na idade da infância, quando ela está desenvolvendo o processo de alfabetização. Mas o mais importante é você estar mais tempo na escola”, complementou. A APP prefere não se posicionar a respeito do corte etário, principal motivo das brigas judiciais.


Parecer da Justiça beneficia escolas particulares


Além da vitória do Ministério Público Estadual (MP), 30 escolas particulares de Curitiba também conseguiram parecer favorável na Justiça com relação ao ensino de nove anos. As escolas exigiam que elas mesmas tivessem autonomia em transferir o aluno, independente da idade, para determinado nível.


O presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná, José Caron Júnior, disse que a categoria concorda com o ensino de nove anos na medida em que ele mantém o aluno mais tempo em sala de aula, porém, não aceita que seja imposta a idade de matrícula. “Não são teóricos que têm que decidir isso, são os educadores que acompanham este aluno”, critica.


Os professores das escolas particulares também criticam que o conteúdo do jardim três seja diferente da chamada primeira série do novo ensino.


Segundo Caron, a categoria quer que o conteúdo do jardim três seja o mesmo daquele do primeiro ano. Já na avaliação do presidente do Conselho Estadual de Educação, Romeu de Miranda, isso seria um contra-senso. “O jardim da infância serve para a criança brincar, amadurecer sua linguagem e desenvolver seus sentimentos. O conteúdo é outra coisa diferente, se refere à matemática, história, etc”, argumenta.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

O metrô de Curitiba

 Será que agora vai sair do papel ?????

 (Matéria do jornal O Estado do Paraná)

Sinal verde para metrô de CuritibaMara Andrich [12/04/2007]


Foto: Michel Willian/SMCS
Beto Richa

O projeto do metrô de Curitiba, discutido há cerca de 20 anos, tem grandes chances de sair do papel em 2008. Nesta semana, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), órgão vinculado ao Ministério das Cidades, aprovou o projeto encaminhado há dois anos pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Entretanto, o Ippuc ainda espera que metade do valor da obra seja custeado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Ministério do Planejamento.  O pedido foi encaminhado pelo Ministério das Cidades ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O mesmo pedido foi feito pelo prefeito Beto Richa. O custeio por meio do PAC garantiria a metade do recurso de R$ 1,250 bilhão. A outra metade viria das concessionárias de equipamentos rodantes (32%) e da Prefeitura (18%).


O metrô de Curitiba seria uma alternativa a mais para os passageiros que fazem o trajeto norte-sul (do bairro Pinheirinho ao Cabral, um total de 14,3 quilômetros). De acordo com Augusto Canto Neto, presidente do Ippuc, a idéia inicial é que quatro vagões, com capacidade para 1,2 mil passageiros, façam o trajeto a seis metros abaixo do solo. Onde é hoje a pista do biarticulado seria a laje do teto do metrô. “Isso inclusive barateia o custo, já que geralmente os metrôs ficam de 20 a 30 metros abaixo do solo”, comentou.


A previsão é que o metrô absorva cerca de 20% dos usuários do transporte coletivo e, com a agilidade do novo veículo, significa o transporte de 25 mil passageiros por hora nos horários de pico, contra os 18 mil transportados hoje pelos ônibus.


A viabilização do metrô ainda depende de alguns entraves burocráticos. A documentação que solicita ao ministro Paulo Bernardo a inclusão do projeto do metrô no PAC ainda não está nas mãos do prefeito Beto Richa. A Prefeitura informou que caso o ministro não venha à capital na semana que vem, como está previsto, Richa irá a Brasília garantir que o metrô será realidade na cidade.


De acordo com o prefeito, o metrô já faz parte de um planejamento feito a longo prazo para uma capital que cresce a cada dia. Segundo Canto Neto, mesmo com as obras da Linha Verde, que vão desafogar de 25% a 30% do movimento no eixo norte-sul da cidade, em cinco anos a demanda cresceria a tal ponto de um novo saturamento. Para Richa, a expectativa com relação ao ministro é muito boa. “Não é um projeto de curto prazo, mas o poder público precisa fazer o planejamento das necessidades futuras da cidade. A crescente demanda de passageiros torna necessárias novas tecnologias”, diz o prefeito Beto Richa.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Você me conhece?

EU TE CONHEÇO?



Num julgamento em Vassouras, o Promotor de Justiça chama sua primeira testemunha, uma velhinha de idade bem avançada. Para começar a construir uma linha de argumentação, o Promotor pergunta à velhinha:
- Dona Genoveva, a senhora me conhece, sabe quem sou eu e o que faço?
- Claro que eu o conheço, Marcos! Eu o conheci bebê.
Só chorava, e francamente, você me decepcionou.
Você mente, você trai sua mulher, você manipula as pessoas, você espalha boatos e adora fofocas.
Você acha que é influente e respeitado na Cidade, quando na
realidade você é apenas um coitado.
Nem sabe que a filha esta grávida, e pelo que sei, nem ela sabe quem é o pai. Ah, se eu o conheço! Claro que conheço!
O Promotor fica petrificado, incapaz de acreditar no que estava ouvindo.
Ele fica mudo, olhando para o Juiz e para os jurados.
Sem saber o que fazer, ele aponta para o advogado de defesa e pergunta à velhinha:
- E o advogado de defesa, a senhora o conhece?
A velhinha responde imediatamente:
- O Robertinho? É claro que eu o conheço! Desde criancinha.
Eu cuidava dele para a Marina, a mãe dele, pois sempre que o pai dele saia, a mãe ia pra algum outro compromisso.
E ele também me decepcionou.
É preguiçoso, puritano, alcoólatra e sempre quer dar lição de
moral nos outros sem ter nenhuma para ele.
Ele não tem nenhum amigo e ainda conseguiu perder quase todos os processos em que atuou.
Além de ser traído pela mulher com o mecânico... com o
mecânico!!!!

Neste momento, o Juiz pede que a senhora fique em silêncio,  chama o promotor e o advogado perto dele, se debruça na bancada e fala baixinho aos dois:
- Se algum de vocês perguntar a esta velha filha da puta se ela me conhece, vai sair desta sala preso... Fui claro???

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Você tem experiência?

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:


" Você tem experiência ? "
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos.


Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele, com certeza, será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo, por sua alma.


REDAÇÃO VENCEDORA :


"Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.


Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuei andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado,  já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.


Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um " para sempre " pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência ? '.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência, experiência....


Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência ?
Não !!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!


Agora, gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência ? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova ? "

Frase do terceiro escalão

"Tudo aquilo que algum idiota diz que

é urgente,


é algo que algum imbecil não fez

em tempo hábil


e querem que você, o (a)  otário (a) ,


se foda para fazer em tempo recorde".

terça-feira, 10 de abril de 2007

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Piada da oração dos estressados

ORAÇÃO DOS ESTRESSADOS




Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco.


Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.


Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho...


12% na segunda-feira,


23% na terça-feira,


40% na quarta-feira,


20% na quinta-feira,


5% na sexta-feira.


E... Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...


Que assim seja!!!

Sentença judicial - Juiz nota 1000 (2)

Mais uma explêndida sentença proferida por juiz e que vale a pena ser lida até o fim.

(Leia a outra clicando em JUIZ NOTA 1000 (1).

GermanoCWB

Curiosidades do mundo jurídico...





SENTENÇA DE TUBARÃO (SC) EM QUE ADOLESCENTE FOI BARRADA EM FESTA DE GALA




Autos n° 075.99.009820-0/0000
Ação: Reparação de Danos/Ordinário
Autor: Juliana Souza Soratto Repr. p/ mãe Rita de Cássia Souza Silva
Réu: Clube 7 de julho

Juliana Souza Soratto, representada por sua mãe Rita de Cássia Souza Silva, ingressou com Ação de Indenização por Danos Morais contra Clube 7 de Julho, todos qualificados.
Aduz na inicial ter sido barrada na entrada de um baile, quando sofreu danos morais. Pleiteia uma indenização. Deu à causa o valor de R$ 5.440,00. Juntou documentos. Recebida a inicial, foi registrada e autuada.
Citado, o requerido respondeu, via contestação, quando suscitou preliminar e combateu o mérito. Alega que tratava-se de um baile de gala e que a requerente não estava devidamente trajada. Imputa à mãe da requerente o escândalo ocorrido e, ainda, que a mesma participou, normalmente, do baile.
Houve impugnação. Realizada audiência de conciliação sem êxito. Saneador proferido no ato. Designada audiência de instrução e julgamento. Tomou ciência o Ministério Público.
Realizada a audiência de instrução e julgamento, com o depoimento das partes e testemunhas. Alegações finais por memoriais, quando as partes analisaram as provas e requereram, respectivamente, a procedência e a improcedência da demanda. O Ministério Público manifestou-se pela improcedência da pretensão inicial.
Vieram-me os autos conclusos.
É o relatório.
Decido.
Excurso.
No Brasil, morre por subnutrição uma criança a cada dois minutos, mais ou menos. A população de nosso planeta já ultrapassou seis bilhões de pessoas e um terço deste contingente passava fome, diariamente. A miséria se alastra, os problemas sociais são gigantescos e causam a criminalidade e a violência generalizada.
Vivemos em um mundo de exclusão, no qual a brutalidade supera com larga margem os valores humanos. O Poder Judiciário é incapaz de proporcionar um mínimo de Justiça Social e de paz a sociedade.
E agora tenho de julgar um conflito surgido em decorrência de um vestido.
Que valor humano importante é este, capaz de gerar uma demanda jurídica? Moda, gala, coluna social, são bazófias de uma sociedade extremamente divida em classes, na qual poucos usufruem da inclusão e muitos vivem na exclusão. Mas, nos termos do art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, cabe ao Poder Judiciário julgar toda e qualquer lesão ou ameaça a direito. É o que passo a fazer.
Da preliminar.
As questões preliminares são referentes às matérias processuais, que inviabilizam a tramitação normal do feito. No presente caso, a preliminar argüida refere-se ao mérito, ou seja, a possível "ausência de qualquer situação que caracterizasse constrangimento, vergonha ou humilhação para a Autora". (29)
Isto refere-se aos fatos e não diz respeito a questões preliminares. Portanto, como preliminar, indefiro o pedido, pois o mesmo será analisado no mérito.
Do Mérito.
A celeuma refere-se ao fato de a requerente ter sido barrada na entrada de um baile provido pelo requerido. Segundo este, aquela não estava devidamente trajada, pois, nos termos do convite de fls. 11, o traje exigido era de "Gala a Rigor (smoking preto e vestido longo)", e a indumentária utilizada no dia, pela requerente (fotografias de fls. 12), não se enquadrava neste conceito. Já a requerente alega que sim, seu traje era adequado.
Pelas testemunhas inquiridas, vê-se que os fatos não foram além disto, até a presença da mãe da autora, que "esquentou" a polêmica, dando início a um pequeno escândalo, pois exigia o ingresso de sua filha, o que, aliás, acabou ocorrendo, pois ela participou, normalmente, do baile.
Diante destes fatos, o julgamento da lide cinge-se a verificar se o fato de a autora ser barrada na entrada do baile constitui-se em um ilícito capaz de gerar danos morais.
Um primeiro problema que surge é saber enquadrar o conceito de traje de gala a rigor, vestido longo, aos casos concretos, ou seja, aos vestidos utilizados pelas participantes do evento. Nesta demanda, a pessoa responsável pelo ingresso no baile entendeu, em nome do requerido, que o vestido da autora não se enquadrava no conceito. Já a autora e sua mãe entendem que sim. Como determinar quem tem razão? Nomear um estilista ou um colunista social para, cientificamente, verificar se o vestido portado pela autora era ou não de gala a rigor? Ridículo seria isto.
Sob meu ponto de vista, quem consente com a futilidade a ela está submetida. Ora, no momento que uma pessoa aceita participar destes tipos de bailes, aliás, nos quais as indumentárias, muitas vezes, se confundem com fantasias carnavalescas, não pode, após, insurgir-se contra as regras sociais deles emanadas. Se frívolo é o ambiente, frívolos são todos seus atos.
Na presente lide, nada ficou provado em relação ao requerido, salvo o fato de que a autora foi impedida, inicialmente, de entrar no baile, sendo, posteriormente, frente às atitudes de sua mãe, autorizada a entrar. Não há prova nos autos de grosserias, ou melhor, já que fala-se de alta sociedade, falta de urbanidade, impolidez ou indelicadeza por parte dos funcionários do requerido. Apenas entenderam que o traje da autora não se enquadrava no conceito de gala a rigor e, por conseguinte, segundo as regras do baile, sua entrada não foi permitida. Isto, sob meu julgamento, não gera danos morais, pois não se trato de ato ilícito. Para quem tem preocupações sociais, pode até ser um absurdo o ocorrido, mas absurdo também não seria participar de um evento previamente organizado com regras tão estultas?
A pretensão inicial é improcedente, pois nos termos do art. 333, I, do CPC, a autora não comprovou qualquer ato ilícito do requerido capaz de lhe causar danos morais.
Para finalizar, após analisar as fotografias juntadas aos autos, em especial as de fls. 12, não posso deixar de registrar uma certa indignação de ver uma jovem tão bonita ser submetida, pela sociedade como um todo, incluindo-se sua família e o próprio requerido, a fatos tão frívolos, de uma vulgaridade social sem tamanho. Esta adolescente poderia estar sendo encaminhada nos caminhos da cultura, da literatura, das artes, da boa música.
Poderia estar sendo incentivada a lutar por espaços de lazer, de saber e de conhecimento. Mas não. Ao que parece, seus valores estão sendo construídos pela inutilidade de conceitos e práticas de exclusão.
Cada cidadão e cidadã é livre para escolher seu próprio caminho. Mas quem trilha as veredas das galas de rigor e das altas sociedades, data venia, que aceite seu tempos e contratempos, e deixe o Poder Judiciário cuidar dos conflitos realmente importantes para a comunidade em geral.
Pelo exposto, julgo improcedente a pretensão inicial e condeno a requerente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados, nos termos do art. 20, § 4º, do CPC, em R$ 1.000,00.

Publique-se. Registre-se. Intime-se.
Tubarão, 11 de Julho de 2002.
Lédio Rosa de Andrade
Juiz de Direito

Pegadinha - Liderando a manifestação

Coitadas dessas pessoas. Elas nem sabem o que está acontecendo e dão de cara com o grupamento de choque da polícia...


É muito engraçado!


Liderando a manifestação

Novos crimes do MST

Sem terra muda o foco para o agronegócio


Agência Estado [09/04/2007]


São Paulo - O Movimento dos Trabalhadores Rurais SemTerra (MST) decidiu intensificar o ataque às grandes empresas do agronegócio. Especialmente as de capital internacional -também chamadas de transnacionais. Um sinal claro disso foi dado no início do mês passado, quando, em associação com a Via Campesina, o movimento realizou protestos contra essas empresas em vários estados. Estuda-se agora a possibilidade de dedicar o mês inteiro a novas mobilizações.


Em março, no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo, ativistas ligados ao MST e à Via Campesina ocuparam terras de reflorestamento de três empresas do setor de celulose - Aracruz, Votorantim e Stora Enso; no Paraná, fizeram protestos diante da Nortox, fabricante de herbicidas; em São Paulo, invadiram áreas da Usina Cevasa, produtora de álcool, que teve parte de seu capital vendido há pouco para a Cargill, gigante mundial do agronegócio, e, no Ceará, interditaram a chamada rodovia do agronegócio, usada por exportadoras de frutas.
Transnacionais


Esta inflexão do MST deve ser acentuada daqui para a frente, em decorrência dos problemas que, segundo seus líderes, são causados pelas transnacionais. Entre outras coisas, estariam impondo modelo de monocultura ao País, com ênfase em produtos para exportação; promovendo novo processo de concentração de terras, com riscos para a agricultura familiar; causando desemprego e agredindo o meio ambiente, devido ao desmatamento e ao uso intensivo de agrotóxicos. Também são acusadas de controlar a produção de insumos ao redor do mundo e impor preços aos produtos agrícolas.

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