sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quanto deve ganhar um juiz?

Leia também: Campanha Olhos Abertos, que é uma campanha dos juízes do Paraná para tentar melhorar a imagem junto à população, que está totalmente descrente da justiça neste país.
GermanoCWB


Quanto deve ganhar um juiz?


Todo mundo sabe o que é auxílio-moradia. O empregado trabalha numa cidade e o empregador o transfere para outra. Para fazer a mudança, cobrir gastos com hotel enquanto arruma a casa nova e para transferir a família, o empregador paga o auxílio-moradia.
Paga também quando o funcionário vai trabalhar por um tempo determinado na outra praça, circunstância em que fica, digamos, morando em dois lugares.
Com base nessa ideia geral, os deputados federais incorporaram um
auxílio-moradia a seus vencimentos. Parece fazer sentido: os deputados não
moram em Brasília, apenas passam lá alguns dias da semana. E o mandato é provisório, tem de ser renovado, ou não, a cada quatro anos.
Assim, o Congresso, ou seja, o contribuinte, paga um auxílio por esses dias
que o parlamentar passa em Brasília no exercício do mandato.
Tudo certo? Mais ou menos. Ninguém é obrigado a ser deputado. A pessoa se candidata porque quer, oferece-se aos eleitores. É diferente do empregado que é transferido pelo patrão.
Na verdade, os parlamentares inventaram esse auxílio como uma maneira de aumentar seus vencimentos mensais sem parecer que estão fazendo isso. Um drible na lei e no bom senso, mas, ainda assim, têm o argumento de que gastam mesmo com moradia transitória, apresentam recibos de hotel e tal.
Vai daí que os juízes, representados por suas associações, perceberam no expediente uma maneira de também aumentar os ganhos mensais. Diz a Constituição que parlamentares e ministros do STF devem ter vencimentos
equiparados. Ora, os parlamentares não têm o auxílio-moradia?
Resultado: os tribunais, primeiro, deram o auxílio-moradia aos ministros do STF. Faz menos sentido do que no caso dos parlamentares. Os ministros do Supremo devem morar em Brasília, de modo que deveriam ter um auxílio apenas no momento da mudança, quando são nomeados para o cargo. Seria uma verba específica, contra recibos específicos.
Mas, de novo, vá lá. Aos 70 anos eles se aposentam, voltam para suas cidades, de modo que se pode considerar a passagem por Brasília provisória, ainda que por muitos anos. É uma interpretação forçada, mas enfim...
Porém a coisa avançou. Como os vencimentos de juízes dos escalões inferiores são uma parcela daqueles recebidos pelos colegas do Supremo, deu a lógica, a lógica deles, claro: toda a magistratura ganhou o direito de receber o auxílio moradia – esse valor não contando como salário e, portanto, podendo furar o teto.
Não importa se o magistrado é transferido ou não, se está de passagem, se mora ali mesmo – ele recebe o auxílio para sempre, ou seja, não é mais uma verba especial, mas um vencimento mensal. E mais: aplicaram retroativo. Acrescente aí a correção monetária, etc., e juntou-se um bom dinheiro a receber.
Tudo absolutamente normal, diz o presidente do Tribunal de Justiça de SãoPaulo, desembargador Ivan Sartori.


Normal?
Imagine, caro leitor, que os parlamentares tivessem criado um auxílio-misto-quente, para pagar lanches quando se deslocassem pelos seus Estados para falar com os eleitores. Faria sentido estender essa verba aos
magistrados?
Na verdade, toda essa discussão não faz sentido. O ponto é outro. Os magistrados acham que não são remunerados à altura do seu trabalho. O desembargador Sartori disse, em entrevista à revista Veja, edição 2.255, que R$ 24 mil mensais é inferior às necessidades de um juiz do Tribunal Superior do Estado.
Essa é uma boa discussão – quanto deve ganhar um juiz no Brasil? – e a categoria deveria mesmo abrir publicamente o debate. Mas, em vez disso, o que se viu nos últimos anos? Uma atitude corporativa que inventa
quebra-galhos, como esse do auxílio-moradia, para aumentar os vencimentos fazendo parecer que não se trata de aumento nem de vencimento. Tanto que, como admite Sartori, os juízes recebiam os atrasados sem que isso constasse nos holerites.
Segundo ele, deve ter sido um "equívoco administrativo", mas foi necessário criar o Conselho Nacional de Justiça para que esses "equívocos" começassem a ser apurados. Já para Sartori, o problema apareceu quando a "imprensa começou a bater nos juízes",com essa "história de que o Poder é uma caixa-preta". Ocorre, porém, que foi só a partir daí que o público ficou sabendo dessas e de outras situações.
De todo modo, o desembargador Sartori tem uma boa atitude. Veio a público para o debate. Comecemos, pois.
Diz ele que o "alto executivo de uma empresa" ou o presidente da Petrobrás ganham muito mais que os R$ 24 mil de um magistrado estadual. Verdade. Mas ambos são demissíveis a qualquer momento. Os acionistas controladores nem precisam explicar. Lembram- se do caso Roger Agnelli? Ou de José Gabrielli?
Juízes só perdem o cargo se fizerem coisas muito erradas, na frente de muita gente.
E são aposentados com vencimentos.
Além disso, não são R$ 24 mil. É preciso acrescentar os auxílios e outras vantagens, como os dois meses de férias. É curioso aqui. Sartori defende os dois meses dizendo que o trabalho do juiz é desgastante e que vários colegas têm problemas psicológicos. Logo, precisam descansar 60 dias, e não 30 como os demais trabalhadores.
Ganha uma vaga de juiz, sem concurso, quem apontar o trabalho de um brasileiro comum que não seja desgastante e estressante. E vamos falar francamente: o trabalho de um juiz não pode ser mais pesado do que, digamos, o médico operando no pronto-socorro, o policial trocando tiros com os bandidos, o operário moldando peças no torno ou o boia fria colhendo cana.
Além disso, o próprio Sartori comenta, em outro trecho da entrevista, que poucos juízes tiram os dois meses de férias. A maioria "vende" um período, de modo que se trata de um salário extra. A maioria também vende a licença prêmio (três meses a cada cinco anos), outra providência que engorda os vencimentos. Com isso, os juízes ficam como os demais trabalhadores, um mês de férias, mas ganhando um extra. E ninguém tem mais feriados do que os 35 dias/ano dos juízes.
Voltaremos ao debate, mas deixo desde já um outro ponto. Não se trata apenas de saber quanto um juiz merece ganhar, mas também de quanto o Estado pode pagar.

sardenberg@cbn.com.br
www.sardenberg.com.br

Sabonetes não protegem contra bactérias

11/04/2012 - 16h11 / Atualizada 11/04/2012 - 18h04

Protex e outros sabonetes não protegem contra bactérias, diz Proteste

Do UOL
Em São Paulo


Sabonetes bactericidas prometem acabar com as bactérias e germes presentes no corpo, mas, segundo teste da Proteste, nem todos eles cumprem a promessa. Protex (em barra e líquido) e Lifebuoy líquido não eliminaram nenhuma das quatro bactérias testadas, apesar de se autointitularem bactericidas. O Dove hidratante também não eliminou bactérias.
Foram analisados dez produtos bactericidas, sendo três líquidos e sete na versão em barra. Decidimos testar ainda dois sabonetes hidratantes – Dove e Granado Tradicional – eleitos o melhor do teste e a escolha certa pela Proteste no ano passado.
Os três produtos mais bem avaliados são em barra. E fique ligado: a especialista que entrevistamos recomenda que esses produtos sejam usados com frequência apenas nas mãos. Oito sabonetes eliminaram a bactéria Escherichia coli, presente no intestino grosso e nas fezes humanas. "A constatação mais surpreendente foi quanto ao Protex. O sabonete, líder nesse segmento, garante acabar com 99,9% das bactérias presentes na pele. Porém, não eliminou, nem sequer reduziu, qualquer micro-organismo usado no teste", diz a publicação do instituto de proteção ao consumidor."






Para fazer o teste de eficácia bactericida, utilizamos uma solução padrão, composta de sujeira "criada em laboratório" e quatro bactérias específicas. A solução foi colocada em diferentes placas e, em cada uma delas, foi aplicada uma quantidade de sabonete. Foram bem avaliados aqueles produtos que conseguiram eliminar, em um período de cinco minutos, a 20oC, a maior quantidade de bactérias.
Outro lado
A Colgate, companhia da linha Protex, e a Unilever, marca do Lifebuoy e do Dove, informam que ainda não têm um posicionamento sobre os resultados do teste da Proteste.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/04/11/protex-e-outros-sabonetes-nao-protegem-contra-bacterias.jhtm

A Diarista e o vínculo empregatício - Sumula 19


Assunto: Diarista - Sumula 19
Data: 17 de fevereiro de 2012 14:15:10 BRST

A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃOno uso de suas atribuições legais e regimentais, tendo em vista o decidido pelo Tribunal Pleno, reunido em Sessão Ordinária, no dia 5 de maio de 2011, com a presença dos Excelentíssimos Desembargadores Maria de Lourdes Sallaberry, Luiz Augusto Pimenta de Mello, Carlos Alberto Araújo Drummond, Gloria Regina Ferreira Mello, Elma Pereira de Melo Carvalho, Maria das Graças Cabral Viégas Paranhos, José da Fonseca Martins Junior, Tania da Silva Garcia, Ana Maria Soares de Moraes, José Nascimento Araújo Netto, Aurora de Oliveira Coentro, Edith Maria Corrêa Tourinho, Luiz Alfredo Mafra Lino, Damir Vrcibradic, Mery Bucker Caminha, Cesar Marques Carvalho, José Geraldo da Fonseca, Flávio Ernesto Rodrigues Silva, Jorge Fernando Gonçalves da Fonte, Evandro Pereira Valadão Lopes, Alexandre de Souza Agra Belmonte, Valmir de Araújo Carvalho, Ricardo Damião Areosa, Marcos Palacio, Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, Marcos Cavalcante, Maria Aparecida Coutinho Magalhães, Roque Lucarelli Dattoli, Marcelo Augusto Souto de Oliveira e Rildo Albuquerque Mousinho de Brito,

RESOLVE:

Aprovar a edição da SÚMULA Nº 19, com a seguinte redação:

“TRABALHADOR DOMÉSTICO. DIARISTA. PRESTAÇÃO LABORAL DESCONTÍNUA. INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO.
A prestação laboral doméstica realizada até três vezes por semana NÃO enseja configuração do vínculo empregatício, por ausente o requisito da continuidade previsto no art. 1º da Lei 5.859/72.”

O ministro Ives Gandra Martins Filho, relator de um processo no qual foi negado reconhecimento de vínculo a um jardineiro que trabalhava duas ou três manhãs por semana numa residência, definiu em seu voto a situação:

"O diarista presta serviços e recebe no mesmo dia a remuneração, geralmente superior àquilo que receberia se trabalhasse continuamente para o mesmo empregador, pois nela estão englobados e pagos diretamente ao trabalhador os encargos sociais que seriam recolhidos a terceiros”, afirmou o ministro Ives. “Se não quiser mais prestar serviços para este ou aquele tomador, não precisará avisá-lo com antecedência ou submeter-se a nenhuma formalidade, já que é de sua conveniência, pela flexibilidade de que goza, não manter um vínculo estável e permanente com um único empregador, pois mantém variadas fontes de renda provenientes de vários postos de serviços que mantém."

É neste sentido que tem se inclinado a jurisprudência do Tribunal nas diversas decisões em que negou o reconhecimento do vínculo de emprego a diaristas que trabalhavam em casas de família. Cabe ressaltar que o termo “diarista” não se aplica apenas a faxineiras e passadeiras, (modalidades mais comuns dessa prestação de serviço). Ela abrange também jardineiros, babás, cozinheiras, tratadores de piscina, pessoas encarregadas de acompanhar e cuidar de idosos ou doentes e mesmo as “folguistas” – que cobrem as folgas semanais das empregadas domésticas. Uma vez que o serviço se dê apenas em alguns dias da semana, trata-se de serviço autônomo, e não de empregado doméstico – não se aplicando, portanto, os direitos trabalhistas garantidos a estes, como 13º salário, férias, abono de férias, repouso remunerado e aviso-prévio, entre outros previstos na Constituição Federal.

domingo, 15 de abril de 2012

Finalmente no céu

Aquele casal de 85 anos estava casado já há sessenta e dois anos.
Apesar de não serem ricos viviam bastante bem porque eram muito poupadores.
Apesar da idade estavam ambos em muito boas condições físicas principalmente pela
insistência dela na alimentação saudável e nas idas à academia, em especial durante a última década.
Mesmo com tão boa forma, um dia, numa das raras saídas para férias, o avião onde seguiam caiu e eles foram parar no céu.

Chegaram às portas brilhantes do céu e são Pedro veio recebê-los à porta.
Levou-os até uma fantástica mansão, com móveis
dourados e cortinas de finas sedas, com uma cozinha completa e uma cascata no lugar do chuveiro.
Ao fundo podia ver-se uma criada a arrumar as roupas favoritas de ambos nos imensos roupeiros.
Eles olhavam para tudo atônitos quando São Pedro disse:
- Bem vindos ao céu. A partir de agora, esta será a sua nova casa.

O idoso senhor perguntou a São Pedro quanto é que aquilo iria custar.
- Claro que não vai custar NADA. Isto é a sua recompensa no céu.
O homem então olhou pela janela e viu um campo de golfe que não tinha comparação com nada, do melhor, feito na Terra....

- Qual é o preço da utilização? - gemeu o idoso homem..
- Isto é o céu - replicou São Pedro. - Você pode jogar de graça, sempre que quiser.

No dia seguinte foram almoçar ao salão e depararam-se com um almoço estonteante, com as mais inimagináveis especialidades gastronômicas, desde mariscos até as melhores carnes e sobremesas, tudo acompanhado dos melhores vinhos e bebidas.
- Nem me pergunte nada - disse São Pedro ao homem. - Isto é o céu. É tudo de graça.
O idoso senhor olhou em volta nervosamente e fixou o olhar na esposa.
- Bem, onde é que estão as comidas de baixo teor de gordura e colesterol e o chá descafeinado? - perguntou ele.
- É a melhor parte - atalhou São Pedro. - Vocês podem comer e beber o que quer que seja que gostem sem se preocuparem em ficarem gordos ou doentes. Eu já disse: isto é o
céu!
O idoso ainda perguntou:
- Nem é preciso ir à academia?
- A menos que vocês queiram - foi a resposta de São Pedro.
- Nem testes de açúcar, nem medições de pressão, de colesterol, nem...
- Nunca mais. Vocês estão aqui para se divertirem e aproveitarem.
O idoso olhou bem de frente para a sua esposa e disse:

- Você e a merda da sua comida saudável... Já podíamos estar aqui há dez anos!


segunda-feira, 9 de abril de 2012

O que homem NÃO gosta de ouvir

O QUE NENHUM HOMEM GOSTA DE OUVIR...

1. Eu já fumei cigarros mais grossos que isso.
2. Ahhh, que meigo.

3. Nós poderíamos apenas ficar abraçados?
4. Você sabia que tem uma cirurgia para consertar isso?
5. Chacoalha isso.
6. Posso desenhar aquela carinha feliz nele?
7. Uau, e seu pé é tão grande.
8. Tudo bem, nós vamos trabalhar em cima disso.
10. Ele vai fazer algum som se eu apertá-lo?
11. Aiiii, de repente me deu uma dor de cabeça...
12. Posso ser honesta com você?
13. Que lindo, você trouxe incenso.(kkkk não aguentei essa)

14. Isso explica o seu carro.
15. Talvez se a gente regar ele cresce.
16. Por que Deus está me punindo desse jeito?
17. Pelo menos isso não vai demorar muito.
19. Eu nunca vi nada igual a isso antes.
20. Mas ele ainda funciona, né?
21. Ele tá parecendo pouco usado.
22. Talvez ele tenha uma aparêcia melhor na luz natural.
23. Por que nós não pulamos direto pra parte do cigarro?
24. Você está com frio?

25. Se você me embebedar primeiro...
26. Isso é uma ilusão óptica?
27. O que é isso???
28. Sorte sua que você tem muitos outros talentos.
29. Ele vem com um compressor de ar?
30. Isso tá parecendo isca de peixe.

As pernas curtas da mentira

Leia também: Os mortos da ditadura - mito e realidade e veja que os terroristas que tentavam implantar o comunismo cubano no Brasil mataram, proporcionalmente, muito mais gente que os militares.
Note-se que os militares mataram bandidos, enquanto os canalhas comunistas mataram inocentes em atentados à bomba, assaltos a bancos e sequestros, além dos justiçamentos em que eliminavam seus próprios pares e comparsas.
GermanoCWB


AS PERNAS CURTAS DA MENTIRA

Graça Salgueiro

No passado 29 de março, o País viu estarrecido uma manifestação grotesca, abjeta e vil, onde primaram o desrespeito e a falta de educação por parte de uma turba de aproximadamente 300 pessoas, a maioria jovens entre 16 e 20 e poucos anos, que agrediam com insultos e cusparadas a octogenários militares que entravam ou saíam do Clube Militar.



Chamou-me a atenção em particular a forma teatral como se manifestavam, sem perceber que serviam de idiotas-úteis para interesses outros, desconhecidos deles. Não foi surpresa tomar conhecimento, depois, que os "manifestantes pela verdade" foram pagos para representar, não se sabe por quem, embora possamos imaginar. Um oficial que participou infiltrado entre os manifestantes viu e ouviu ao final da balbúrdia um homem de terno e gravata que telefonava para alguém e relatava sua satisfação com o "sucesso" do evento. Elogiava o "vigor" com que os manifestantes gritavam e mostravam ódio aos militares - embora sequer soubessem quem eles eram e muito menos quais seriam seus "feitos assassinos" - e pedia ao interlocutor que enviasse o dinheiro rapidamente para pagar pelos bons serviços prestados da turba delirante.

Na nota que escrevi antecedendo o artigo do Aluizio Amorim, me perguntava perplexa se não seria uma cena teatral aquele rapaz que aparece no vídeo deitado no chão, gritando para os policiais "eles mataram meu pai!", uma vez que ele é muito jovem para que tal fato acontecesse no período em que os militares governaram. Com a ajuda de um grupo de amigos descobrimos que, de fato, tudo não passava de encenação. O jovem, supostamente órfão, chama-se Carlos Beltrão do Valle, tem 29 anos, cursa o mestrado de "Memória Social" e tem pai, além de uma irmã e um irmão, todos vivos, saudáveis e trabalhando.

Seu pai, o engenheiro Romildo Maranhão do Valle, foi membro do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro (PCBR), uma dissidência guerrilheira do PCB fundada em 1964. Seu tio, Ramires Maranhão do Valle, também fazia parte da organização terrorista e foi morto em 27 de outubro de 1973, quando entrou em confronto com a Polícia, na Praça Combate, em Jacarepaguá. Ranúsia Alves Rodrigues havia sido presa naquela manhã e já no primeiro depoimento contou os vários assaltos que o bando havia praticado e que naquela noite haveria um "ponto" [1] no local acima citado. Na chegada ao ponto, Ranúsia e os policiais foram recebidos a bala, havendo o confronto no qual os quatro integrantes do Comando Central (Ranúsia, Ramires, Almir e Vitorino) morreram.

Portanto, "a família inteira assassinada pelo Regime Militar", por quem este rapaz clama no vídeo para justificar sua presença naquele ato de vandalismo, resume-se a um tio seu, que ele sequer conheceu, e que não era nenhum homem de bem, mas um terrorista morto em combate e que havia assassinado o delegado Octávio Gonçalves de Oliveira, covardemente pelas costas, numa ação conjunta com a ALN e a VAR-PALMARES, em 25 de fevereiro de 1973. Teria assassinado covardemente, também pelas costas, Salatiel Teixeira Rollins, ex-membro do Comando Central que havia saído da prisão um ano antes, em 22 de julho de 1973 participou do assalto ao Banco Francês-Brasileiro em Porto Alegre, em 14 de março de 1973 em 4 de junho, junto com a ALN e a VAR-PALMARES, do assalto ao "Bob's" de Ipanema e, em 29 de agosto do mesmo ano, do assalto a uma clínica médica em Botafogo, no Rio [2].

Quanto ao rapaz que desfere uma cusparada no Coronel-Aviador Juarez Gomes, quando saía do evento no Clube Militar, é um desocupado profissional, de 25 anos de idade, de nome Luiz Felipe Monteiro Garcez, cognome "Pato", estudante do curso "Produção Cultural" do IFRJ desde 2010 e freqüentador do Diretório do PT no Rio de Janeiro. Seu último emprego foi um cargo comissionado de Assistente Executivo de Projetos Especiais no município de Maricá (RJ), nomeado pelo prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira, do PT.

Em seu blog "Pato" escreveu em 2008: "Fiz parte do movimento estudantil secundarista. Hoje porém por culpa dos estudos acabei me afastando dele. Porém pretendo me engajar no movimento estudantil universitário" (sic). E ainda em seu mural do FaceBook ele admitiu orgulhoso, várias vezes, que cuspiu em um idoso indefeso e que sequer lhe dirigiu a palavra, e o faria de novo.

Desses dois elementos temos as fichas completas com riqueza de detalhes, mas o objetivo deste artigo é apenas demonstrar a farsa da dor dos que se manifestavam em honra de seus parentes, mortos ou desaparecidos pelos "assassinos" e "torturadores" militares que se encontravam naquele dia no Clube Militar, que, diga-se de passagem, não estavam ali para "comemorar" a data histórica de 31 de Março, mas para debater, junto com conferencistas civis, e levar ao público assistente a verdadeira história que a tal "Comissão da Verdade" quer omitir e que não são nem nunca foram acusados de crime algum. E são dados como os citados acima que a tal comissão nega-se, peremptoriamente, não só a ouvir mas permitir que o público tome conhecimento. Será que Carlos Beltrão conhece o passado desse seu tio, um criminoso covarde que assassinava pelas costas, sem qualquer chance de defesa, pessoas que ele considerava seus inimigos? E Luiz Felipe, conhece o que esta gente praticou e de que maneira morreu, ao defendê-las expelindo tanto ódio?

É isto que a tal "comissão" pretende: esconder a verdade dos fatos e usar, mais uma vez, jovens ignorantes e manipuláveis para servir de bucha de canhão para seus propósitos sórdidos, mas, como a mentira tem as pernas curtas, não podemos permitir que toda a população permaneça nessa ignorância defendendo bandidos sanguinários como se fossem vítimas imoladas no altar da liberdade e da democracia.
Notas:
[1] "Ponto" era o lugar combinado para os encontros, previamente acertado pelos terroristas.
[2] Conforme informações constantes do "O livro negro do terrorismo no Brasil", págs. 767 e 768.

POR QUE A POLÍCIA NÃO GARANTIU A ORDEM?

POR QUE NÃO ESTÃO PRESOS OS DESORDEIROS?

FORAM ABERTOS PROCESSOS CONTA A TURBA?

FALTA AUTORIDADE NO PAÍS?

Militares e a Memória Nacional

Concordo plenamente
Recebi por email, repassei e publico como recebi.
GermanoCWB


Ressalto que o texto não foi escrito por militar. Portanto, poderíamos dizer que não é tendencioso.
Para nós militares, é um texto consagrador e muito expressivo, pois toca em questões internas, em nossos sentimentos...
Vale a pena a leitura e reflexão sobre, você sendo militar ou não.
Estamos passando por momentos delicados no que diz respeito ao nosso futuro democrático. Deus queira que nossos filhos e netos tenham a segurança e a liberdade que nossa geração teve...
O comunismo matou e mata mais que o holocausto de Hitler. Por uma causa inexplicável... Será que o demônio existe mesmo? Seria a única justificativa.
Aos poucos as informações sobre o comunismo Russo estão aparecendo e mostrando números assustadores. Já vi vídeos em que o Sr José Dirceu expressa não ter mudado os objetivos da causa de seu movimento, estão trabalhando para o médio e longo prazo há anos.

Leia até o fim agora, reflita, repasse, principalmente os jovens devem ler para saber A Verdade que tentam esconder...


Militares e a Memória Nacional

Olavo de Carvalho - Filósofo e Cientista Político


Como todos os meninos da escola na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas.

Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o supra-sumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também abundantemente ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral.

Cresci, entrei no jornalismo e no Partido Comunista, freqüentei rodas de intelectuais.

Fui parar longe da atmosfera da minha infância, mas, nesse ponto, o ambiente não mudou em nada: o desprezo, a chacota dos símbolos nacionais eram idênticos entre a gente letrada e a turminha do bairro.

Na verdade, eram até piores, porque vinham reforçados pelo prestígio de atitudes cultas e esclarecidas. Graciliano Ramos, o grande Graciliano Ramos, glória do Partidão, não escrevera que o Hino era "uma estupidez"?

Mais tarde, quando conheci os EUA, levei um choque. Tudo aquilo que para nós era uma palhaçada hipócrita os americanos levavam infinitamente a sério.

Eles eram sinceramente patriotas, tinham um autêntico sentimento de pertinência, de uma raiz histórica que se prolongava nos frutos do presente, e viam os símbolos nacionais não como um convencionalismo oficial, mas como uma expressão materializada desse sentimento.

E não imaginem que isso tivesse algo a ver com riqueza e bem-estar social. Mesmo pobres e discriminados se sentiam profundamente americanos, orgulhosamente americanos, e, em vez de ter raiva da pátria porque ela os tratava mal, consideravam que os seus problemas eram causados apenas por maus políticos que traíam os ideais americanos.

Correspondi-me durante anos com uma moça negra de Birmingham, Alabama. Ali não era bem o lugar para uma moça negra se sentir muito à vontade, não é mesmo?

Mas se vocês vissem com que afeição, com que entusiasmo ela falava do seu país! E não só do seu país: também da sua igreja, da sua Bíblia, do seu Jesus. Em nenhum momento a lembrança do racismo parecia macular em nada a imagem que ela tinha da sua pátria.

A América não tinha culpa de nada. A América era grande, bela, generosa. A maldade de uns quantos não podia afetar isso em nada. Ouvi-la falar de matava de vergonha.

Se alguém no Brasil dissesse essas coisas, seria exposto imediatamente ao ridículo, expelido do ambiente como um idiota-mor ou condenado como reacionário um integralista, um fascista.

Só dois grupos, neste país, falavam do Brasil no tom afetuoso e confiante com que os americanos falavam da América.

O primeiro era os imigrantes: russos, húngaros, poloneses, judeus, alemães, romenos. Tinham escapado ao terror e à miséria de uma das grandes tiranias do século (alguns, das duas), e proclamavam, sem sombra de fingimento: "Este é um país abençoado!" Ouvindo-nos falar mal da nossa terra, protestavam: "Vocês são doidos.

Não sabem o que têm nas mãos".Eles tinham visto coisas que nós não imaginávamos, mediam a vida humana numa outra escala, para nós aparentemente inacessível. Falávamos de miséria, eles respondiam: "Vocês não sabem o que é miséria".Falávamos de ditadura, eles riam: "Vocês não sabem o que é ditadura".

No começo isso me ofendia. "Eles acham que sabem tudo", dizia com meus botões. Foi preciso que eu estudasse muito, vivesse muito, viajasse muito, para entender que tinha razão, mais razão do que então eu poderia imaginar.

A partir do momento em que entendi isso, tornei-me tão esquisito, para meus conterrâneos como um estoniano ou húngaro, com sua fala embrulhada e seu inexplicável entusiasmo pelo Brasil, eram então esquisitos para mim.

Digo, por exemplo, que um país onde um mendigo pode comer diariamente um franco assado por dois dólares é um país abençoado, e as pessoas querem me bater.

Não imaginam o que possa ter sido sonhar com um frango na Rússia, na Alemanha, na Polônia, e alimentar-se de frangos oníricos.

Elas acreditam que em Cuba os frangos dão em árvores e são propriedade pública. Aqueles velhos imigrantes tinham razão: o brasileiro está fora do mundo, tem uma medida errada da realidade.

O outro grupo onde encontrei um patriotismo autêntico foi aquele que, sem conhece-lo, sem saber nada sobre ele exceto o que ouvia de seus inimigos, mais temi e abominei durante duas décadas: os militares.

Caí no meio deles por mero acaso, por ocasião de um serviço editorial que prestava para a Odebrecht que me pôs temporariamente de editor de texto de um volumoso tratado O Exército na História do Brasil.
 
A primeira coisa que me impressionou entre os militares foi sua preocupação sincera, quase obsessiva, com os destinos do Brasil.

Eles discutiam os problemas brasileiros como quem tivesse em mãos a responsabilidade pessoal de resolvê-los. Quem os ouvisse sem saber que eram militares teriam a impressão de estar diante de candidatos em plena campanha eleitoral, lutando por seus programas de governo e esperando subir nas pesquisas junto com a aprovação pública de suas propostas.

Quando me ocorreu que nenhum daqueles homens tinha outra expectativa ou possibilidade de ascensão social senão as promoções que automaticamente lhes viriam no quadro de carreira, no cume das quais nada mais os esperava senão a metade de um salário de jornalista médio percebi que seu interesse pelas questões nacionais era totalmente independente da busca de qualquer vantagem pessoal.

Eles simplesmente eram patriotas, tinham o amor ao território, ao passado histórico, à identidade cultural, ao patrimônio do país, e consideravam que era do seu dever lutar por essas coisas, mesmo seguros de que nada ganhariam com isso senão antipatias e gozações.

Do mesmo modo, viam os símbolos nacionais - o hino, a bandeira, as armas da República - como condensações materiais dos valores que defendiam e do sentido de vida que tinham escolhido. Eles eram, enfim, "americanos" na sua maneira de amar a pátria sem inibições.

Procurando explicar as razões desse fenômeno, o próprio texto no qual vinha trabalhando me forneceu uma pista.

O Brasil nascera como entendida histórica na Batalha dos Guararapes, expandira-se e consolidara sua unidade territorial ao sabor de campanhas militares e alcançara pela primeira vez, um sentimento de unidade autoconsciente por ocasião da Guerra do Paraguai, uma onda de entusiasmo patriótico hoje dificilmente imaginável.

Ora, que é o amor à pátria, quando autêntico e não convencional, senão a recordação de uma epopéia vivida em comum?

Na sociedade civil, a memória dos feitos históricos perdera-se, dissolvida sob o impacto de revoluções e golpes de Estado, das modernizações desaculturantes, das modas avassaladoras, da imigração, das revoluções psicológicas introduzidas pela mídia.

Só os militares, por força da continuidade imutável das suas instituições e do seu modo de existência, haviam conservado a memória viva da construção nacional.

O que para os outros eram datas e nomes em livros didáticos de uma chatice sem par, para eles era a sua própria história, a herança de lutas, sofrimentos e vitórias compartilhadas, o terreno de onde brotava o sentido de suas vidas.

O sentimento de "Brasil", que para os outros era uma excitação epidérmica somente renovada por ocasião do carnaval ou de jogos de futebol (e já houve até quem pretendesse construir sobre essa base lúdica um grotesco simulacro de identidade nacional), era para eles o alimento diário, a consciência permanentemente renovada dos elos entre passado, presente e futuro.

Só os militares eram patriotas porque só os militares tinham consciência da história da pátria como sua história pessoal.

Daí também outra diferença. A sociedade civil, desconjuntada e atomizada, é anormalmente vulnerável a mutações psicológicas que induzidas do Exterior ou forçadas por grupos de ambiciosos intelectuais ativistas apagam do dia para a noite a memória dos acontecimentos históricos e falseiam por completo a sua imagem do passado.

De uma geração para outra, os registros desaparecem, o rosto dos personagens é alterado, o sentido todo do conjunto se perde para ser substituído, do dia para a noite, pela fantasia inventada que se adapte melhor aos novos padrões de verossimilhança impostos pela repetição de slogans e frases-feitas.

Toda a diferença entre o que se lê hoje na mídia sobre o regime militar e os fatos revelados no site de Ternuma vem disso. Até o começo da década de 80, nenhum brasileiro, por mais esquerdista que fosse, ignorava que havia uma revolução comunista em curso, que essa revolução sempre tivera respaldo estratégico e financeiro de Cuba e da URSS, que ele havia atravessado maus bocados em 1964 e tentara se rearticular mediante as guerrilhas, sendo novamente derrotada.

Mesmo o mais hipócrita dos comunistas, discursando em favor da "democracia", sabia perfeitamente a nuance discretamente subentendida nessa palavra, isto é, sabia que não lutava por democracia nenhuma, mas pelo comunismo cubano e soviético, segundo as diretrizes da Conferência Tricontinental de Havana.

Passada uma geração tudo isso se apagou. A juventude, hoje, acredita piamente que não havia revolução comunista nenhuma, que o governo João Goulart era apenas um governo normal eleito constitucionalmente, que os terroristas da década de 70 eram patriotas brasileiros lutando pela liberdade e pela democracia.

No Brasil, a multidão não tem memória própria. Sua vida é muito descontínua, cortada por súbitas mutações modernizadoras, não compensadas por nenhum daqueles fatores de continuidade que preservava a identidade histórica do meio militar.

Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar. A memória coletiva está inteiramente a mercê de duas forças estranhas: a mídia e o sistema nacional de ensino.

Quem dominar esses dois canais mudará o passado, falseará o presente e colocará o povo no rumo de um futuro fictício.

Por isso o site de Ternuma é algo mais que a reconstituição de detalhes omitidos pela mídia.

É uma contribuição preciosa à reconquista da verdadeira perspectiva histórica de conjunto, roubada da memória brasileira por manipuladores maquiavélicos, oportunistas levianos e tagarelas sem consciência.

Perguntam-me se essa contribuição vem dos militares? Bem, de quem mais poderia vir?

domingo, 8 de abril de 2012

Lula na Boca Maldita


Este texto eu escrevi em 2010 e estava perdido em uma pasta no PC.
Esclareço que "Boca Maldita" é uma parte do calçadão da Rua das Flores em Curitiba, e tem esse nome por ser o local onde reúnem-se políticos, jornalistas e palpiteiros em geral para, entre um cafezinho e outro, falar mal da vida dos outros.
Também é o lugar escolhido para a realização de todos os tipos de manifestações, reuniões e comícios.
Boa leitura
GermanoCWB

Lula na Boca Maldita

Impressões de um pedestre (Sábado, 31 de julho de 2010)

Sabadão, solzão, calorzão... e a Boca Maldita interditada!
Pois é. Um enorme palanque foi armado na Boca Maldita para receber o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva et caterva, quer dizer, comitiva (desculpa aí. Foi mal!)...
Tão enorme quanto o palanque era a tal comitiva. Era tanta gente que mal conseguiam se acomodar, colocados em um plano mais alto às costas dos importantes que iriam discursar, exatamente como aqueles papagaios de pirata, sabem?
E era um bando. Mas de importante mesmo, acho que tinha o Presidente, óbvio; a futura Presidenta, Dilma; o ex-futuro Governador Osmar Dias e seu vice; a futura Senadora Gleisy; o arroz de festa Dr. Rosinha; e mais alguns que não recordo. Ahhh, como poderia esquecer: presente também estava o mais francês dos brasileiros, o aristocrático Michel Temer, vice de plantão e lambendo o Requião como sempre.
Cheguei à Boca Maldita e estava toda essa muvuca armada. Pensei que aquele meu chopinho no Bar Mignon havia ido para as cucuias, já que um evento tão espetaculoso deveria atrair milhares de pessoas e tomar conta de, pelos menos, umas três quadras do calçadão. Mas, que nada, sai da minha frente que eu quero passaár....ops, ops, isso é outra coisa...
Mas, que nada, fiquei ali sentado tomando meu chopinho, a menos de uma quadra do palanque e, pasmem, o populacho não chegou sequer até o bondinho!!!!!!!! O calçadão estava vazio!!!!!! Havia mais gente com credenciais de imprensa, comitiva, segurança, puxa-saco e staff do que gente assistindo ao mega-evento!
Por causa das bandeiras de todas as cores não dava para ver o palco da cadeira em que eu estava sentado, na sombra, tomando meu chopinho, mas dava para ouvir muito bem o gritedo vindo do palanque logo ali. Falaram muitos, um após o outro, aos gritos pesados e quase raivosos que é típico dos políticos, particularmente dos da utópica e auto-glorificada esquerda Internacional Socialista.
E Lula, o clímax da festa, estava quase chegando. Depois de Osmar Dias falar bem pouco, servindo só para anunciar a Dilma, veio ela.
Véio... ela veio. E veio, véio, cheia daquele sorriso forçado de quem pouco sorriu durante a vida. Veio pesada, véio, e veio carregando nos ombros o peso do currículo, e começou a falar. Uma palavra de cada vez. Pausadamente. Não. Não assim. Mais pausado ainda. Mais. Mais. Isso! Mais ou menos assim: Companheiras ............................... mulheres ...................................................... aqui presentes ................................................................................... Companheiros ....................................................................................... que vieram ............................................... aqui ................................................. na Boca Maldita ............................................................................................ palco de luta ................................................................................ de pessoas ............................................................................................ corajosas ............................................................................
Cada pontinho desses tinha mais ou menos um segundo de duração e tudo sempre tem luta no meio apesar do troço ter acontecido a 40 anos atrás, mas tudo bem. E assim foi durante o pouco tempo em que prestei atenção, já que a mulher é de matar (sem referências ao passado, hein!), ela é monocórdia, quase monossilábica, usa um tom de dureza monolítica, e é monó...tona. Tudo é mono. Monótona, fria como um cadáver (olha aí de novo), ela matou, matou (!!!!) mesmo o gran finale tão esperado que era a hora do Lula, este sim um especialista em palanques. Mas graças a ela eu não consegui esperar pelo Lula e mudei minha atenção para outras coisas para não dormir ali mesmo, em cima do copo de chopp.
Então fiquei olhando e pensando onde estaria o mar-vermelho petista e acabei descobrindo que ele mudou de cor, camaleão que é, visto que em muitas bandeiras brancas, verdes e azuis de todos os matizes estavam escritos os nomes de petistas de carteirinha ou daqueles habituais encostos, que vivem esperando uma beiradinha no poder... qualquer poder, não importa a cor. Além disso, o vermelhão comunista nunca foi muito simpático e anda meio desmoralizado graças às peripécias do pândego neoditador Chaveco.
A falta das bandeiras vermelhas me alertou também para o fato de que a subsidiária brasileña de las FARC, o baluarte da reforma agrária MST não estava presente, quebrando, depredando e invadindo tudo em apoio à Via Campesina.
Certamente que Dilminha, além de liberar alguma graninha extra para os coitadinhos beira-de-estrada profissionais, ainda mexeu uns pauzinhos junto aos seus amigos de luta para que não aparecessem por ali, envergonhando o seu maior defensor e provedor em plena campanha de apoio a ela.
Acabei de tomar mais um cristalzinho, paguei os déizão ao desenhista que fez a minha caricatura
 e saí pelas ruas que contornam a praça Osório para investigar o porquê dessa mirrequinha de gente na Boca Maldita.
E a resposta estava logo ali ao meu redor, em todos os lugares e em todas as direções, bem embaixo do meu nariz adunco: CURITIBANOS.
Isso mesmo! As ruas do entorno estavam lotadas de pessoas indo e vindo carregadas de sacolas e que não estavam nem aí para o falatório vomitado de cima do palanque para meia dúzia de embasbacados boquiabertos!
As calçadas e as lojas estavam lotadas, os cafés estavam lotados, as ruas socadas de carros que normalmente já não conseguem andar, e com várias ruas interditadas então, simplesmente não saíam do lugar. Tudo como num típico sábado de sol no centro de Curitiba.
Nada, absolutamente nada, denunciava um mega-evento na Boca Maldita. Nem o som dos alto-falantes chamava a atenção já que a Boca Maldita é sempre muito barulhenta.
Isso que vi esclareceu tudo: sem poder trazer hordas de componentes do MST e da Via Campesina para que a festa não acabasse em saques e badernas, e sem poder trazer, a soldo, uma quantidade muito grande de funcionários públicos para não dar na vista, a organização petista teve que engolir a seco a sua verdadeira popularidade em Curitiba para horror de Osmar Dias, que graças a essa aliança com o PT já perdeu também Londrina, complexada e escaldada pelos oito anos passados sob os desmandos do petista Nedson. O Beto deve estar rachando de rir até hoje.
Ou seja, a imensa maioria das pessoas que assistiam ao evento eram os gatos pingados pagos para carregar bandeiras e os que vieram em ônibus fretados com dinheiro público de cidades do interior para fazerem número. E eram ainda, passantes que como eu só queriam conseguir chegar até uma sombra ou até uma loja qualquer.
E os curitibanos? Bem, os curitibanos não estavam na Boca e eu afirmo isso porque aquelas pessoas se cumprimentavam umas às outras; elas não davam ombradas em quem se atrevesse a cruzar seu caminho; elas olhavam para frente e não para o alto empinando o nariz como se quisessem bronzear o interior das narinas com o belo sol daquele sábado. Aquelas pessoas tinham um sorriso nos lábios e o mantinham mesmo que o “ser inferior” ao seu lado lhe perguntasse as horas.
E o principal: o semblante visto nas pessoas que circulavam nas ruas fora da Boca Maldita era carregado com o característico ar de superioridade, com o canto da boca repuxado em um constante sorrisinho sarcástico de quem se ufana de não gostar de política. Era aquele arzinho de quem tem certeza de que todo aquele discurso que está sendo feito não diz respeito a ela ou ele, pois o curitibano já sabe o que falarão e, se ele ou ela quisessem, fariam e falariam muito melhor. Mas ele ou ela não querem se envolver em coisa tão sem importância como o destino do país. A ele ou ela bastam seus cachorrinhos bonitinhos, sua roupinha melhor que a da amiga e o seu carrão, com mandado de busca e apreensão, é certo, mas, ninguém precisa saber disso, né?
Tudo isso era, portanto, diametralmente oposto ao semblante e à atitude das pessoas que estavam na Boca Maldita e, por isso, tenho certeza: aquelas pessoas não eram de Curitiba.
E a quais outras importantes conclusões cheguei depois disso tudo?
Bem... o Presidente é o Lula e a Dilma será o próximo; o Dr. Rosinha estará no próximo palanque e o Osmar, infelizmente, já era; e .... ah! Que chato!
O importante mesmo é que o chopinho na Boca Maldita continua ótimo e as meninas em desfile continuam lindas, nos belos sábados de sol de Curitiba!

Abraços
GermanoCWB

sábado, 7 de abril de 2012

Urnas Eletrônicas - Inseguras e violáveis


Texto próprio de GermanoCWB publicado em jornal na primeira quinzena de abril de 2012.

Urnas Eletrônicas - Inseguras e violáveis





Apesar do que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) insiste em afirmar, as urnas eletrônicas que somos obrigados a usar nas eleições brasileiras não são seguras e invioláveis.
As urnas que somos obrigados a usar para votar são tão facilmente manipuláveis que aproximadamente 60 países enviaram representantes para conhecer nosso processo eleitoral baseado cem por cento nas urnas eletrônicas fabricadas pela empresa Diebold Procomp, e NENHUM deles aprovou as urnas. Repito: NENHUM.
No mundo todo só nós, os espertos brasileiros, e a Índia utilizam esse modelo de urna.

Apesar do que alardeia o TSE os testes anteriormente efetuados por hackers contratados para tentar quebrar a segurança, invadir e manipular as urnas não são válidos, porque os hackers não tem absolutamente nenhuma liberdade de atuação, já que o próprio TSE é que define o tempo que o hacker tem para agir e com quais ferramentas o hacker pode trabalhar, determinando quais os programas que serão utilizados nos testes, geralmente programas comerciais disponíveis nas prateleiras de lojas especializadas. Ou seja, o TSE imagina que um hacker habilidoso que invade sistemas de bancos, do próprio Governo Federal, da NASA e até do FBI vai se utilizar de programas comerciais para burlar códigos de segurança, ao invés de criar seus próprios mecanismos.

No último teste realizado pelo TSE, neste mês de março, permitindo que os hackers se utilizassem de suas próprias ferramentas, ou seja, permitindo que os hackers trouxessem seus próprios programas de casa, deu-se o que é inevitável: a segurança da urna foi quebrada e o sigilo da votação foi violado. No teste um grupo de estudantes da UnB (Universidade de Brasília - http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=6375) conseguiu invadir a urna e mapear a sequência de 485 votos registrados na votação simulada, conseguindo determinar o horário exato do voto e em quem o eleitor votou. Segundo eles, se tivessem mais tempo, poderiam ter conseguido a identificação do eleitor. Ou seja, quem votou em quem, e quando, o que é muito preocupante.

No entanto, o que preocupa mais ainda são os fatos apresentados em um vídeo disponível na internet que mostra um teste realizado pela Princeton University (http://www.youtube.com/watch?v=0AKR-Lo-700), mostrando um passo-a-passo de como fraudar os resultados de uma eleição, bastando para isso que qualquer pessoa que tenha acesso às urnas substitua o cartão que carrega o sistema na urna. Com esse simples procedimento qualquer voto confirmado para um candidato A será automaticamente creditado a um outro candidato B. E como as nossas urnas não emitem uma cópia impressa do voto para ser depositada em uma urna, não existe a menor possibilidade de qualquer tipo de conferência dos votos caso algum candidato se sinta lesado nas eleições. Existem relatos de candidatos que não receberam sequer o seu próprio voto, ou seja, sua contagem de votos foi igual a ZERO. Incrível, não?
Mesmo assim o TSE continua afirmando que a urna é inviolável.

Se você achou tudo isso muito ruim prepare-se porque ainda tem coisa pior por vir: a lei eleitoral nº 12.034/2009, de 29/09/2009, em seu artigo 5º diz claramente:
(Não vou colocar a íntegra do artigo 5º para não ficar muito extenso, mas é fácil encontrá-lo na internet)
Art. 5º
- Fica criado, a partir das eleições de 2014, inclusive, o voto impresso conferido pelo eleitor, garantido o total sigilo do voto e observadas as seguintes regras:
- § 1º A máquina de votar exibirá para o eleitor, primeiramente, as telas referentes às eleições proporcionais;.... etc.
Ótimo né?
Nem tanto.

Seria ótimo se não existisse agora mesmo no Congresso uma manobra de Deputados, Senadores, Procuradoria Geral da República e do próprio Ministério Público para excluir esse artigo 5º da Lei Eleitoral, num claro atentado contra a moralização das eleições e contra os anseios da população, que a cada dois anos deposita nessas maquininhas os seus sonhos de uma vida melhor, as suas esperanças de um país mais digno e a sua crença de conseguir parlamentares decentes que verdadeiramente a represente.
Mal sabe essa pobre população que as nossas urnas nada mais são que pequenos cestos de lixo, pois, ao que tudo indica, as eleições já estão previamente decididas muito antes que lá coloquemos nosso voto.

Para existir uma mínima possibilidade de mudar essa realidade aterradora é preciso participação, e se você não quer ver seu voto desviado para outro candidato, conheça o trabalho de gente séria do Brasil todo que está pressionando o Congresso para que o artigo 5º não seja retirado da lei, além de exigir o direito de ter uma cópia impressa  do seu voto para conferência.
Conheça o movimento 'QUERO MEU VOTO IMPRESSO' no Facebook, que está crescendo vertiginosamente e já conta com milhares de inscritos. Faça sua parte também.

Para finalizar deixo uma pergunta no ar: Porque o TSE, que gasta milhões a cada ano eleitoral para nos convencer que o sistema é 100% seguro, não quer nem ouvir falar em voto impresso e auditoria nas eleições?

GermanoCWB
Edição 184
27.03.2012

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Walgreens Printable Coupons