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domingo, 13 de maio de 2012

Uma nação de covardes - Desarmamento

(Publicado originalmente em 13/05/2012 e revisado em 31/03/2022)

O título parece agressivo e tem mesmo a intenção de chocar e fazer pensar.

O brasileiro em geral tem a mania de se engajar em tudo o que a mídia diz que é politicamente correto:
 
- As pessoas se engajam em campanhas para adotar bichinhos abandonados que logo são abandonados nas ruas de novo assim que crescem um pouco e deixam de ser fofos, só pela covardia de dizer NÃO ao seu filho quando o birrento exige um animalzinho que ninguém terá tempo de cuidar. E aí entra também a covardia dos protetores de animais de exigir que enquanto houver animais abandonados nas ruas e abrigos toda a reprodução comercial deverá ser proibida - Pronto! Resolve-se o problema em pouco tempo. Tem ainda a covardia da sociedade que aceita passiva a culpa pelo abandono dos bichinhos: a culpa é exclusiva do canalha que deixa seus bichos soltos nas ruas, sujando, atacando quem passa e se reproduzindo como ratos, e não de toda a sociedade.
E essa atitude covarde leva a quê? Ao invés de punir os culpados pelas hordas de animais abandonados, pune toda a sociedade que não tem nada a ver com isso.


- As pessoas se engajam em campanhas a favor de cotas de todos os tipos para os 'que não tiveram as mesmas chances', sem parar para pensar que toda a informação necessária para se conquistar qualquer coisa está disponível de graça em bibliotecas, em programas governamentais e na internet. Basta querer fazer, aprender e conquistar, sem a necessidade de premiar a falta de interesse e de competência. Fazem isso pela cavardia de admitir que a Universidade não é para todos, mas só para os mais capacitados e produtivos, porque é ali que nascem as grandes descobertas e pensamentos que alteram a história da humanidade. E é por isso que o Brasil não tem um único Prêmio Nobel, enquando só a Universidade de Harvard tem 17 desses prêmios. É que lá não se passa a mão na cabeça de ninguém, tão pouco se premia a incompetência;

E essa atitude covarde leva a quê? Ao invés de incentivar o esforço para alcançar a excelência, cria gerações de acomodados que sabem que mesmo que eles não façam nada, no final serão premiados do mesmo jeito, talvez até tirando a vaga de alguém que não é covarde e que não usou a benesse canalha da cota. E esse tipo de coisas sempre nos nivelam, a todos, pelo que existe de mais baixo.

- O brasileiro se engaja em movimentos e passeatas contra a Polícia e contra as Forças Armadas, só porque alguém diz que o preso é sempre um coitadinho que não teve oportunidades ou que o terrorista era um defensor da democracia.
Mostrando absoluto descohecimento do assunto tratado sai pelas ruas entregando papeizinhos e disparando centenas de emails idiotas, pela covardia de assumir seu papel de cidadão e direcionar tais manifestações contra as leis que protegem mais os bandidos do que a ele próprio, trabalhador honesto, e contra as benesses dadas aos criminosos presos que destroem famílias, e contra os maus políticos e contra a corrupção.
E essa atitude covarde leva a quê? Leva a um estado de contínua angústia por sabermos que as leis não nos protegem e que a polícia está acuada pelos bandidos, já que o policial não pode sequer revidar aos tiros porque senão vai preso e é escrachado pela população, assim como as Forças Armadas aniquiladas pela enganosa propaganda comunista. Mas na hora que o covarde está numa situação de risco a quem recorre? Sempre à polícia e nunca ao bandido.
Então porque humilhar a polícia? Pela covardia de pensar como cidadão e assumir uma postura em favor do bem, do certo e da honestidade.

- Esse é um povo que, pela propaganda de ambientalistas de araque e pela pura covardia de pensar, acredita em aquecimento global, efeito estufa e outros absurdos, tudo já comprovadamente falso. 
Acredita até que as sacolinhas plásticas são responsáveis pelos alagamentos nas cidades! Como se a sacolinha saísse andando sozinha e se posicionasse estratégicamente na boca do bueiro. Mas esse otário já descobriu a pegadinha em que caiu e agora tem que, estúpidamente, pagar pelo que antes era grátis no supermercado.
E porquê? Pela covardia de pensar com a própria cabeça e admitir que os alagamentos são causados pelas pessoas porcas que jogam lixo nas ruas, além da covardia de exigir que o poder público faça seu serviço de coleta e drenagem direito.


E os exemplos encheriam páginas e mais páginas.


Mas os piores engajamentos e mais imbecis manifestações são aquelas contra a violência e que pregam o desarmamento da população civil como caminho para a diminuição da criminalidade.

É inimaginável que alguma pessoa realmente acredite que desarmando um cidadão honesto a criminalidade diminuirá. Talvez essa pessoa acredite que os bandidos se sensibilizarão com as campanhas e também entregarão suas  armas ilegais na delegacia mais próxima. Talvez também pense que o bandido terá pena das pessoas, que agora estão mais indefesas ainda, e não invadirá mais as casas e os comércios.
Deu para perceber? Não é arma legal do cidadão que gera violência e criminalidade, mas a arma ilegal do bandido que não está nem aí para campanhas e leis.

Está mais do que provado que países em que o cidadão pode andar armado os índices de criminalidade são absurdamente menores do que naqueles que proíbem as armas.

Há uma diferença enorme entre ser um povo pacifista e ser um povo covarde.

- Os Suiços são um povo pacifista, que nunca se envolveu em guerras e nem atacou ninguém, e lá todos tem direito a ter armas para defesa pessoal. E os índices de criminalidade são quase nulos.
- O pacífico Canadá viu alarmado os índices de criminalidade alcançarem números nunca vistos no país depois que decretou o desarmamento dos cidadãos. Como não são burros voltaram atrás e hoje não é preciso sequer o registro de armas longas, e a criminalidade despencou.
- Já a Noruega é um país de covardes. Apesar do baixo índice de criminalidade e altíssimo IDH, é um país tão desarmamentista que nem os policiais podem portar armas. Resultado: UM ÚNICO psicopata
armado rendeu quase 600 pessoas reunidas numa ilha e executou 69 (ou 85, dependendo da fonte). E o primeiro foi um policial desarmado! Nenhuma dessas pessoas pacifistas se defendeu ou tentou formar um grupo para desarmar o agressor. Fugiram para todos os lados, todos os 600, como galinhas diante de um gavião.
Mas porque não se defenderam? Porque eles, assim como nós, foram ensinados pela ditadura do politicamente correto pacifista a serem covardes. 
Bastaria uma arma. Uma única pessoa com o direito de defender a própria vida portando uma arma e toda essa desgraça teria sido evitada.

Idêntico é o caso da escola no Realengo: bastaria que uma única pessoa tivesse o direito de defender a sua própria vida portando uma arma e a mortandade teria sido interrompida antes de virar uma chacina.
Tudo é muito simples de entender: chegou uma pessoa armada, um policial, e acabou com o terror.
E se não tivesse nenhum policial por perto? Toda as pessoas da escola teriam que ser chacinadas?

E a população covarde o que faz? Abalada com a imensa e insuperável dor que sentem, imediatamente aderem a qualquer discurso de algum ignorante aproveitador que diz que a violência é culpa das armas, o que é o cúmulo da imbecilidade, já que foi justamente uma arma que salvou todas as centenas de crianças e funcionários que nada sofreram no episódio. Mas, pelo menos dessa vez a população não pediu a prisão e o afastamento do policial por ter atirado em um delinquente, como tem sido comum. Menos mal.
Essa população covarde deveria sair às ruas para exigir seu direito de autodefesa já que o Estado não provê segurança, conforme ditado pela constituição. Exigir direito a autodefesa é poder possuir e portar armas para se defender e defender sua família. Exigir que o Estado devolva imediatamente a parcela dos impostos pagos e destinados à segurança pública, já que esta é ineficaz, para que esse dinheiro possa ser usado em mecanismos de defesa e segurança para seus lares e comércios.

Mas porque nos transformamos em uma nação de covardes? Por causa da ditadura do 'politicamente correto'.

Todos os dias ao assistirmos aos telejornais ou ao lermos jornais impressos somos bombardeados por notícias de violência praticadas por marginais agindo nos sinaleiros, assaltantes explodindo bancos, ladrões e assassinos invadindo casas e comércios, estupradores atacando senhoras, crianças e adolescentes a caminho da escola.

Recentemente, entre todas as atrocidades anunciadas uma me chamou mais a atenção: um grupo de assaltantes usando explosivos invadiu uma agência bancária e para garantir o sucesso da ação, posicionou um atirador armado com fuzil de alta potência em frente ao batalhão de polícia próximo dali, impedindo a tiros a saída de qualquer viatura que tentasse atender a ocorrência. Ou seja: fizeram refém todo um batalhão de polícia, escancarando ao mundo a total falência do Estado enquanto ente responsável por gerar, gerir e fornecer segurança aos cidadãos, conforme obriga a constituição.

Além da falência do Estado tem, ainda, a criação de leis e mais leis para proteger bandidos e marginais de toda espécie e idade, que nos roubam, matam e estupram todos os dias e ficam quase sempre impunes graças a ação de todos os tipos de entidades nacionais e internacionais de 'Direitos Humanos' criadas para defender facínoras, além do supra-sumo do cinismo e insensibilidade estatal ao pagar uma bolsa à família do preso de quase oitocentos reais mensais. Enquanto isso, as famílias das vítimas que se danem: são absolutamente abandonadas pelo poder público à sua própria sorte, sem nenhum tipo de assistência ou acompanhamento, e ainda tem que trabalhar mais para, com seus impostos, pagar a maldita bolsa para a família do preso que destruiu suas famílias e suas vidas.


Mas tudo isso tem explicação: Somos uma nação de covardes.

Vivemos numa época de hipocrisia explícita, onde o cidadão prega a não-violência mas espanca até a morte alguém que tenha lhe dado uma fechada no trânsito ou apenas porque está usando uma camisa do time adversário. O brasileiro faz passeata pelo fim da violência, mas se mobiliza constantemente
em protestos violentos contra a polícia quando ela mata um marginal ou reprime o tráfico. E essa mesma população que se mobiliza pela liberação da maconha vota em terroristas e protesta contra as Forças Armadas, xingando, empurrando e cuspindo na cara de idosos de mais de oitenta anos, além de maltratar e espancar professores e professoras.

Somos um povo que se esconde covardemente atrás das grandiosas festas e infindáveis campeonatos de futebol para não pensar na grande responsabilidade que é ser CIDADÃO, que é aquele que responde por seus atos, que decide seu futuro, que escolhe com consciência, que cobra dos representantes que elegeu, que assume a responsabilidade da educação dos filhos ao invés de jogá-los no colo das professoras exigindo que essas lhes ensinem boas maneiras, que escolhe o certo e renega o errado, que é pontual em seus horários só por consideração a quem o espera para o compromisso marcado, que não ultrapassa pelo acostamento, que não usa vagas exclusivas para idosos ou deficientes nem que seja 'só por um minutinho' e que não para em fila dupla para pegar o filho na escola.

Somos um povo assim, que prima pelo desrespeito ao próximo, que espanca por uma camisa de time de futebol e que, covardemente e às escondidas, segue apenas a uma lei: a lei de Gerson, para levar vantagem em tudo.
Mas esse mesmo povo pouco se mobiliza contra a corrupção e contra os maus políticos, simplesmente porque a grande massa do povo brasileiro se vangloria de não gostar de política achando que isso o torna alguém importante ou superior, tornando-se assim, o próprio povo, a base e o nascedouro de toda a violência, de toda a corrupção e de todos os outros males imagináveis do país. Agem como imbecis, já que não percebem que desde o preço do cafezinho que ele toma até o preço do ingresso para o tão idolatrado futebol dependem da política.

Somos uma nação de covardes porque somos ensinados desde pequenos a sermos pisados e não revidar e a sempre dar a outra face. Somos bombardeados diariamente pelos 'consultores de segurança' dos programas de rádio e TV que nos aconselham a nunca reagir. Devemos sempre abaixar a cabeça e deixar que nos roubem à vontade; devemos olhar impassíveis os marginais estuprando nossas filhas, nossas esposas, nossas crianças e nossas mães sem nunca reagir, aceitando sem raiva e sem desejos de vingança os gritos desesperados de nossas famílias. 

Dizem que isso é assim porque somos um povo pacifista, mas não é. Isso é assim porque somos um povo covarde.

O brasileiro, apesar do que se diz, NÃO é um povo pacifista, pois espanca uma professora idosa e quando a mãe é chamada na escola agride a tapas a diretora; é um tipo de gente que incentiva a filha a espancar a colega da  escola numa briga de rua, como já mostrado nos noticiários.

Mas porque isso tudo acontece? Porque esse é um povo covarde que se esconde sempre no meio de grupos como as torcidas ou do infame Estatuto da Criança e do Adolescente, ou se prevalecendo e sua superioridade física, mas sempre certo da impunidade, graças à total ineficiência da Justiça.

Mas não será assim se houver, na cabeça de todos, a dúvida se aquela outra pessoa mais fraca terá ou não condições de se defender. Aí ninguém partirá para as vias de fato. Sempre se tentará resolver as questões de outra forma, que não a violência. É psicológico!

E o mesmo efeito se dará nos bandidos quando pensarem em assaltar no semáforo ou na hora de invadir uma casa: será que o cidadão está armado? E, na dúvida, talvez desista.
Se quiser saber mais sobre Desarmamento, consulte usando a caixa de pesquisas do blog.
GermanoCWB
13.05.2012






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