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terça-feira, 24 de abril de 2007

Mangabeira retira texto do Impeachment

 Mangabeira retira da internet artigo do Impeachment

Comentário de GermanoCWB em 09.04.2012: O Mangabeira tirou sua página do ar... Porque será?

Por Josias de Souza

Sérgio Lima/Folha Imagem
Roberto Mangabeira Unger, escreve um artigo semanal na página 2 da Folha. Orgulhoso da própria obra, ele a conserva numa página na
internet. Ali, havia 280 textos. Agora, só há 279. Na bica de assumir a pasta de "Longo Prazo", criada só para abrigá-lo na Esplanada, o professor arrancou uma peça de sua vitrine virtual.

Quem vai á página de Mangabeira encontra o artigo que ele escreveu em 8/11/2005. Chama-se "Auto-transformação". O de 22/11/2005, foi batizado de "Verdade econômica sem mentira agradável". O de 15/11/2005, que deveria entremear os dois, sumiu. Por sorte, ainda temos os arquivos da Folha. Consultando-os, descobre-se por que o professor decidiu autocensurar-se.

O artigo "desaparecido" chama-se "Pôr fim ao governo Lula." Nele, Mangabeira prega o impeachment do novo chefe. Vão abaixo, em respeito à memória do ex-Mangabeira, os sete primeiros parágrafos do texto que o futuro ministro gostaria de não ter escrito:

"Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.

Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas.

Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.

Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.

Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens.

Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.

Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou ... "

A íntegra encontra-se aqui, para os assinantes da Folha.

Escrito por Josias de Souza às 01h36

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