ShakeUp Power 100

quinta-feira, 29 de março de 2007

Como não perder a liberdade - para meditar

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
       Como não sou judeu, não me incomodei.
       No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
       Como não sou comunista, não me incomodei .
       No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
       Como não sou católico, não me incomodei.
       No quarto dia, vieram e me levaram;
       já não havia mais ninguém para reclamar..."


       Martin Niemöller, 1933 ,
       símbolo da resistência aos nazistas.


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       Parodiando o pastor protestante Martin Niemöller,
       símbolo da resistência nazista:


       "Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
       Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;


       Depois fecharam ruas, onde não moro;


       Fecharam então o portão da favela, que não habito;


       Em seguida arrastaram até a morte uma criança,
       que não era meu filho..."


       Claudio Humberto, 09 FEV 2007


       =======================================


       Primeiro levaram os negros


       Mas não me importei com isso
       Eu não era negro


       Em seguida levaram alguns operários
       Mas não me importei com isso
       Eu também não era operário


       Depois prenderam os miseráveis
       Mas não me importei com isso
       Porque eu não sou miserável


       Depois agarraram uns desempregados
       Mas como tenho meu emprego
       Também não me importei


       Agora estão me levando
       Mas já é tarde.
       Como eu não me importei com ninguém
       Ninguém se importa comigo.


       É PRECISO AGIR


       Bertold Brecht (1898-1956)


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       Mas o primeiro deles, foi Maiakovisky - poeta
       russo "suicidado"  após a revolução de Lenin -
       que escreveu ainda no início  do século XX :


        Um  passeio  com  Maiakovisky
       Na primeira noite
       eles se aproximam
       e colhem uma flor
       de nosso jardim.
       E não dizemos nada.


       Na segunda noite,
       já não se escondem :
       pisam as flores,
       matam nosso cão,
       e não dizemos nada.


       Até que um dia,
       o mais frágil deles,
       entra sozinho em nossa casa,
       rouba-nos a lua,  e,
       conhecendo nosso medo,
       arranca-nos a voz
       da garganta.


       E porque não dissemos nada,
       já não podemos dizer nada.
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       Tudo que os outros disseram foi depois de ler Maiakovisky.
       Incrível é que após mais de cem anos dessa lição, ainda nos encontremos tão desamparados, inermes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que
       vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil.

3 comentários:

Irineu disse...

Não é o meu caso, pois sou chato, envio opinões para jornal, e-mails para deputados, até para o STF e para o Presidente já disse umas poucas e boas, meto o porrete em tudo que não funciona, qualquer dia destes vou preso, espero que alguém me defenda, tem algum bom advogado que não cobre caro seus honorários? rsss

Irineu disse...

Ahhh - Fiquei sabendo que o Requião adoeceu, deve ser o resultado de algumas coisinhas que mandei para ele, ficou preocupado... "rsss quanta pretensão a minha ele se preocupar com o que eu penso, falo ou escrevo rrsss"

Edson Tadeu disse...

Aquele poema não é de Maiakovski, mas sim do poeta Eduardo Alves da Costa. É um fragmento de um longo poema que se chama "No caminho com Maiakovski". Veja a íntegra do poema: http://www.revista.agulha.nom.br/autoria1.html#costa
Outra coisa: Maiakovski sempre teve o apoio de Lênin. Quem o forçou ao suicídio foi Stálin.

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