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quinta-feira, 29 de março de 2007

Apagão aéreo

Depois de ler esse texto, leia também:

- Apagão aéreo 2 - Ele não sabia de nada

- Apagão aéreo 3 - o que a imprensa não conta


Muito interessantes os escritos reproduzidos abaixo por cientistas políticos a respeito do tema acima. Bom refletir sobre o que eles dizem.


Se verdadeiras as hipóteses apresentadas...confirma-se o que venho sentindo: Brasil, governo atual...SEM CHANCE DE MELHORAR!


Ricardo Mesquita.

Tráfico de influências no controle do tráfego aéreo


Eu insisto em bater nesta tecla do controle do tráfego aéreo, ainda que exista quem diga que este assunto não atinge eleitores do Lulla e portanto é bobagem falar deste tema. Atinge sim, tem muito eleitor deste presidente que está amargando horas em filas intermináveis nos aeroportos das maiores cidades do Brasil.


Mas nem penso em atingi-los, penso mesmo é em mostrar aos "donos da bola da vez", que não somos cegos nem apalermados, que percebemos muito bem aonde querem chegar com tantas idas e vindas, contradanças e rodeios. Afinal, como um setor que funcionava à contento (apesar de esquecido pelo governo) até setembro de 2006 entrou em colapso após o desastre da Gol ?Já é do conhecimento de todos que este setor (antes só operado por militares treinados na Escola Especial da Aeronáutica, localizada em Guaratinguetá-SP) à cada nova torre instalada durante o governo FHC, passou a contratar civis treinados por militares para exercer a função de controladores de vôo. Já houve , nestas alturas, uma quebra de regras , pois o correto seria que tais civis assumissem estas funções através de concursos públicos, mas pelo visto foram "escolhidos a dedo"......Agora, estes mesmos civis , através do Sindicato dos Controladores Civis e de seu presidente, fazem uma verdadeira campanha terrorista contra os controladores militares com o único intuito de que se desmilitarize o setor para colocar seus salários em patamares que os militares jamais sonharam receber. Mas esta não é a única vantagem pretendida. Esta, na verdade é a menor das vantagens, serviu só para motivar e fazer mover estes menores lacaios do governo na direção pretendida, pois o que o governo Lulla pretende é muito maior.


Os problemas no tráfego aéreo coincidentemente só começaram depois que estes civis contaminaram este setor com sua presença. E como coincidência não existe, concluo que eles lá foram conduzidos para fazer exatamente esta esbórnia afim de que os militares pagassem um pato que não lhes pertence.


Tudo para atender ao sonho de Lulla.

E o que é que Elle quer afinal?Elle quer que o controle de todo espaço aéreo passe para mãos de civis militantes petista, o que vale dizer, para as sôfregas mãos do próprio governo Lulla.
Afinal, quem já não soube que se Marta assumir a Pasta do Turismo, Lulla passará o controle da INFRAERO para este Ministério? Pode-se acreditar num absurdo deste?
É mais um Ministério a ser politizado, politicando sobre matéria da qual nada entende, mas cujas futuras decisões com certeza vão atender às expectativas e à gula deste presidente do Brasil.
Mas há mais considerações à fazer à este respeito:1)A sincronicidade com que agem Chavez, Evo Morales, Nestor Kirchner e Lulla é no mínimo instigante, pois eles seguem uma partitura para ser executada à oito mãos, de autoria de um delirante ancião-maestro que rege a batuta desde sua ilha caribenha.
Haja vista que o montonero presidente Kirchner assinou decreto semana passada desmilitarizando o setor de controladores de tráfego aéreo da Argentina. Três dias depois, jornais porteños já publicavam matéria mostrando que os argentinos estão agora com receio de viajar, pois se o sistema aéreo argentino já não era confiável por ser obsoleto, passando para mãos de civis ficará mais arriscado ainda empreender viagens.
2)O ex-Diretor do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) Brigadeiro Vilarinho, após ser exonerado deu entrevistas onde deixou claro que, enquanto respondeu por seu cargo enviou ao governo federal por diversas vezes solicitação de investimento no setor , pedidos estes que foram simplesmente ignorados.
Pior que isso, soube-se depois que no primeiro mandato, a verba destinada ao setor de controle aéreo foi desviada para o Programa Fome Zero.
Foi assim que a lâmpada apagou...lembram desta música?
No caso o que apagou foi outra coisa.


Agora pergunto se o Brigadeiro Vilarinho, até por respeito à sua patente e aos anos que dedicou ao DECEA não mereceria o direito de explicar melhor esta questão numa CPI do Apagão Aéreo. Eu gostaria muito de ouvi-lo, e como eu, milhões de brasileiros. Mas parece que os deputados não estão no Parlamento para servir à vontade do povo mas sim para jogar água nas inúmeras fogueiras governamentais.
Ainda mais agora que o bombeiro-mor Chinaglia assumiu a posse da mangueirona mestra.

Mas eu insisto, e se outros como eu insistirem também, quem sabe conseguimos manter acesa ao menos a lamparina da esperança . Esperança de ver a verdade vir à tona, de ver a justiça ser feita para com os militares, de ver os verdadeiros fins desta tramóia toda vir à luz.

Porque no final das contas quem mais sairá ganhando neste imbróglio todo (se vingar tudo o que elles pretendem) será Hugo Chavez que investe como louco em aeronaves de guerra e que deseja mais que tudo o controle do espaço aéreo da América do Sul. Fora que ficará muito mais fácil também para os aviões de narcotraficantes colombianos, venezuelanos e bolivianos fazerem seu droga-turismo. E os guerrilheiros das Farcs poderão trocar drogas por armas e vice-versa com muito mais tranqüilidade com os traficantes dos morros cariocas e de todo Brasil.

Afinal, se o setor de tráfego aéreo envolve a Segurança Nacional, ninguém melhor que militares para cuidar dele !

Mara Montezuma Assaf


O apagão pode, a CPI não!



Caos aéreo - Governo não consegue impedir novos transtornos para milhares de passageiros, mas mantém bloqueio às investigações do Congresso


Lorenna Rodrigues do Jornal do Brasil - Brasília


Forte, até agora, para impedir que o Congresso instale a CPI proposta para investigar o caos do transporte aéreo, o governo continua incapaz de evitar o próprio apagão. Ontem, o caos que voltou a tomar conta dos aeroportos desde domingo causou atrasos em 455 vôos, em todo o país, até o início da noite. De acordo com a Infraero, 30,1% dos 1.510 vôos programados decolaram com atraso superior a uma hora. Segundo o Ministério da Defesa, os atrasos refletiram ainda a pane no sistema de gerenciamento de vôos do Centro de Controle de Brasília (Cindacta 1), ocorrida na manhã de domingo, e as chuvas que levaram ao fechamento do Aeroporto de Congonhas, no fim de semana.


A explicação parece não ter convencido o presidente Lula. Ontem, Lula convocou para uma reunião "de emergência" o ministro da Defesa, Waldir Pires, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, além de representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Infraero. O presidente cobrou explicações e exigiu a apuração "imediata e rigorosa das causas do ocorrido".


- (O presidente) Determinou que os usuários recebam as informações de modo rápido e correto nos aeroportos e que sejam implementados equipamentos reserva eficientes e eficazes - informou nota do Ministério da Defesa.


Apesar de a Aeronáutica e controladores de tráfego negarem que os atrasos estejam sendo causados por uma greve branca, a exemplo da que aconteceu no fim de 2006, a categoria voltou a pressionar o governo para retirar o controle de vôo das mãos dos militares. Amanhã, representantes dos controladores se reúnem com o ministro da Defesa para cobrar maior agilidade no processo de desmilitarização do setor, a criação de uma carreira e melhores salários.


Ontem, a situação no aeroporto de Brasília se agravou com o apagão nos painéis da Infraero. De acordo com o presidente da estatal, José Carlos Pereira, o problema foi causado por um pico de energia. A estatal abriu sindicância para apurar se houve negligência na manutenção ou operação dos painéis.


- Ninguém avisa nada, ninguém sabe dar explicação e nem os painéis funcionam. A situação é caótica - reclamou a enfermeira Kátia Montenegro, que esperava há duas horas por um vôo de Brasília para o Rio.

5 comentários:

Claudia Vivianne disse...

Prezado Editor:
Release do Livro: Choque de Gestão - Do Vôo 1907 ao “Apagão” Aéreo no Brasil.
Autor: Prof. Joaquim Gonçalves de Farias Neto .

Uma oportunidade para acabar, em definitivo, com a crise do Apagão Aéreo no Brasil.
O livro publicado pela Editora Ciencia Moderna é bem polemico. Aborda a famosa crise do apagão aéreo no Brasil. Vale conhecer! É muito interessante. O Livro sugere uma desmilitarização do setor, via INFRAERO, baseado na melhoria educacional, utilizando os cursos universitários para sustentar o pedido da classe por melhores salários.
Com linguagem direta e clara o autor nos seus mais de 30 anos de aviação apresenta em 357 paginas um diagnostico do passado e de como estamos hoje na aviação brasileira.
O objetivo do livro não é uma critica velada do passado e muito menos do momento atual. O autor sugere saídas técnicas focadas no choque de gestão profissional para o sistema brasileiro de aviação civil como um todo.
Na pesquisa o autor apresenta e analisa os pontos principais das crises: Transbrasil, Vasp, Varig, acidentes no Brasil (Gol 1907), problemas DAC, inicio da ANAC, controladores de vôo e o contingenciamento de verbas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo pelo Comando da Aeronáutica, ingredientes picantes para o quadro caótico do Sistema Brasileiro de Aviação Civil. Em resumo, foram varias crises somadas que levaram o País ao famoso “apagão aéreo”.
Este livro é uma oportunidade para que os usuários da aviação brasileira conheçam melhor as curiosidades da aviação, acidentes históricos e casos intrigantes do DAC na formação da Agencia reguladora ANAC.

“A Varig parou, recolheu as asas. Milhares de aeronautas - técnicos comissários e pilotos - perderam o emprego. O desastre aéreo do avião do Gol levou os controladores de vôo a denunciar as suas más condições de trabalho. Com tudo isso, as tarifas das passagens dispararam aeroportos brasileiros superlotados, aviões parados, pessoas dormindo no saguão dos aeroportos. Crianças correndo, mulheres e idosos desesperados. Malas espalhadas, quebra-quebra, gente brigando, gente chorando. Passageiros desorientados sem saber para quem reclamar. O caos foi instalado e o tráfego aéreo parou o país.”

Sumario do Livro:
Capítulo 1 – Gol 1907 …………………………………………………………………1
Capítulo 2 – Os Bastidores do “Apagão Aéreo” ……………………………..23
Capítulo 3 – Acidentes no Brasil …………………………………………………..49
Capítulo 4 – Aspectos da Navegação no Brasil ………………………………89
Capítulo 5 – Crises das Companhias Aéreas ………………………………..117
Capítulo 6 – A História Tortuosa do Caminho do DAC até a ANAC…..143
Capítulo 7 – Choque de Gestão ………………………………………………..211
Capítulo 8 – Conclusão ……………………………………………………………245
Anexo …………………………………………………………………………………….263
Glossário ………………………………………………………………………………..329
Bibliografia ………………………………………………………………………………339

Outras informações importantes: O autor foi indicado pelo Congresso Nacional para função de Diretor da ANAC.
Ofícios : Do Vice Presidente e Ministro da Defesa e por mais de 16 Senadores da República e 04 Deputados Federais. Participante ativo de mais de 30 anos na aviação brasileira na função de: Piloto Militar (18 anos – FAB / DAC com 17 elogios e medalhas) e Piloto Civil (10 anos - VASP), Empresário de Turismo e Cargas, Professor Universitário e Diretor / Consultor de Tecnologia da Informação e Economia. O autor do livro não poderia ficar calado, em face de tamanha responsabilidade depositada por aquelas autoridades.

silas correa leite disse...

É triste e vergonhoso ver a classe média rica, hipócrita, berrando e agredindo funcionários nos aeroportos, passando assim um pouquinho, medidas as proporções, do que passa por exemplo o povo carente do Estado de São Paulo, de uma violência generalizada também (mas os meios de comunicação só falam do Rio como se São Paulo fosse o céu), uma impunidade pior ainda com a suspeita de uma relação promíscua entre o Ministério Público e as incompetências e improbidades governamentais, mais o estado refém do PCC, quando, verba federal foi desviada do Rodo-Anel, o buraco do Metro é uma herança maldita desses tempos tenebrosos, em que uma propaganda enganosa esconde o salário vergonhoso dos professores. Pior, com o começo do horário político, você vê o ridículo e insosso PV ou o decrépito PPS falando mal do governo federal, quando, vaquinhas de presépio apoiaram Sarney, Itamar, Collor e FHC, portanto não têm moral, são até suspeitamente coniventes por exemplo com as mais de 70 CPIs paradas na assembléia legislativa de São Paulo, e o próprio caso da falência da Daslu que esconde uma operação abafa para camuflar um antro de escorpiões. É bom você gritar e ser herói no aeroporto, mas na vida real coadunar com a incompetência generalizada em São Paulo, operações de abafas, quando uma força tarefa da policia federal poderia auditar melhor tudo, saber por que as empresas estão indo embora de São Paulo, porque as praças de pedágios como butins eleitoreiros (de currais) estão em mãos sujas de news-richs do PSDB et caterva (ninguém pensa em investigar isso?), ou por que máfias e quadrilhas mandam nos precários serviços de transporte público urbano da grande São Paulo. Para piorar, o governador Serra que disse que não iria aumentar o já alto e caro preço da tarifa por um serviço péssimo e vergonhoso, três dias depois de eleito aumentou desdizendo o que disse, pouco se lixando pro sofrido povão que não toma avião, e agora estamos ao deus-dará. Que vergonha São Paulo. A crise do apagão aéreo é de mais de dez anos, além de insubordinação e corporativismo afeto a sargentos, e a culpa é do Lula. Já pensou que oposição de corruptos e ladrões, derrotada nas urnas, mas como hienas querendo tumultuar o processo democrático? Lula é melhor para o Brasil do que essa sociedade hipócrita. Não conheci ninguém cem por cento limpo, que falasse mal do Lula. Com um operário no poder, renasceu o fascismo bancado pelo incompetente, corrupto e ladrão do Pinóquio de Chuchu?.


Poeta Silas - São Paulo-SP
E-mail: poesilas@terra.com.br


Silas C.Leite
Relator da ONG Transparências Nas Políticas Públicas
Membro da UBE-União Brasileira de Escritores

Gerson Alves de Souza disse...

Engraçado, nunca vi uma equipe de TV em um Terminal Rodoviário preocupando-se com os atrasos dos ônibus ou com as condições de viagem dos passageiros! Por que será??????
Quem souber a resposta ganha um cruzeiro pelas Bahamas...

Ney disse...

Eu só sei que não houve choque entre o Boeing do vôo 1907 e o Legacy. Houve um leve esbarrão. Está lá o Legacy inteiro, apenas uns arranhões. E o Boeing? Por que caiu? É isso que tem que ser investigado.

Fellipe Tonhá disse...

Pensei em deixar aqui a minha opinião, mas ao ler o comentário nº 3, do sr. Gerson Alves de Souza, percebi que ele transmitiu exatamente o que eu pensava, mas que não conseguia expressar: "nunca vi uma equipe de TV em um Terminal Rodoviário preocupando-se com os atrasos dos ônibus ou com as condições de viagem dos passageiros!"...

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